quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Uma história mal contada que não sei reescrever/A escola não é chata! A clientela é quem faz ela ficar assim!

Em mais um texto voltado para concepções educacionais, foco meu relato em torno de uma questão muito debatida entre alunos, professores e pais, a falta de interesse da geração atual pela escola. Grande maioria dos jovens comemora com afinco o fim do ano letivo, e comemoram ainda mais sua aprovação, mesmo que tenha sido um ano de repleta aprendizagem, muitos deles relatam que a escola os “Tomava” importantes 4 horas, ou mais, afinal, incluem o trajeto ou a execução de tarefas como “Perda de tempo”.

A Escola nunca foi tão interessante, não é mesmo Calvin?
Fonte da imagem:http://1.bp.blogspot.com/-bTPvB3b8S7s/TbbtFwayNQI/AAAAAAAAAyQ/8q7eYB5Suvs/s1600/Calvin+da+escola.jpg

Se não gosta de história pule os dois próximos parágrafos!

O Modelo que conhecemos de escola, no Brasil, foi iniciado a partir de um ideal reprodutivo e capitalista, um modelo fordista executado por grandes impérios europeus, visava (ou) sempre a instrução de mão de obra para o mercado de trabalho, a criticidade e conhecimento talvez nunca tenham sido a real prioridade, mas sim a disciplina e repetição. O alinhamento das carteiras e o próprio sinal são indícios lógicos de que os ideais da revolução industrial imperam até hoje em nossas escolas.

Não podemos esquecer, porém que os primeiro indícios de educação em nosso país apareceram juntamente com os portugueses (Jesuítas), que além de catequizar os índios procuraram estabelecer seu idioma, não acho justo, mas sim, grande maioria dos escritores que li aborda este momento como o início da educação em nosso país.

O que realmente importa...

Hoje em dia vemos que as escolas são classificadas como obsoletas, chatas, e facilmente são desprezadas por jovens, que em suma encaram a escola como ponto de encontro com outros desinteressados jovens. Por mais tecnológica e desenvolvida que for a escola, realmente, é difícil de se gostar de algo que impõe possui tantas regras e funciona da mesma forma a tanto tempo, com poucas e irrisórias modificações ao longo de décadas.

Porém, é complicado levarmos algumas opiniões como dogmas “Verdades incontestáveis”, é perceptível, por exemplo, que a evolução tecnológica vem afastando cada vez mais os jovens da escola, e como na instituição os mesmos não possuem a liberdade que o “mundo” externo os oferece, a mesma acaba ficando em segundo plano e desinteressante.

Realmente, na maioria das vezes o mais interessante pode ser o lanche da escola!
Fonte da imagem: http://aqwsupernews.files.wordpress.com/2011/12/escola-chata.jpg

Podemos classificar então que realmente as escolas ficaram paradas no tempo? Sim, mas os jovens avançaram demais também, e tal evolução não se remete À aprendizagem, e sim a autonomia, valores condicionados À exacerbada disciplina de outrora ficaram no passado, e o resultado disso é um intenso conflito, afinal, a escola prepara o jovem para o quê?  Vestibular? Mercado de trabalho? Ninguém sabe ao certo, nem o próprio governo, nem professores e alunos.

Outro fato alarmante é relacionado à clientela que frequenta a escola, é perceptível que jovens não demonstram nenhuma preocupação com sua instituição, tampouco investem seu tempo propondo soluções para conhecidos problemas que os próprios convivem na sua instituição de ensino, em resumo podemos dizer que o comodismo abateu os jovens.

O comodismo crítico e intelectual é perigoso! A escola deveria funcionar como local de discussão e debate científico, talvez em anos iniciais trabalhar valores e aspectos comportamentais, que devem vir de casa, lógico. Mas o que vemos em nossas escolas é um desfile conexo ao consumismo! Ninguém se interessa em saber quais são as relações entre a trigonometria e a filosofia, tampouco compreender que implicações a globalização pode ter sobre a população da África subsaariana.


Sinceramente, não sei qual é o caminho que a escola oferece, professores poderão trabalhar intensamente durante sua carreira, ministrando aulas que nunca tiveram, e sempre terão o mesmo resultado, uma clientela em suma moldada por fatores destrutivos e consumistas, talvez convertam alguns, mas serão poucos, e especiais.

Como entusiasta do conhecimento científico e da pesquisa, acredito na escola, discordo do modelo atual, mas também acredito que este possa oferecer um bom ensino e formar cidadãos críticos e preparados para o mercado de trabalho, mas primeiro devemos moldar nossa clientela, urgentemente!

Eu tô aqui pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"





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