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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Eleições em Santa Catarina: Um cenário dramático.

O estado de Santa Catarina é dominado por oligarquias partidárias a pelo menos 50 anos e nos últimos quatro certames, assistimos atônitos sucessivas derrotas de postulantes que ousaram desafiar gigantes conchavos de partidos tradicionais em nossa terra barriga-verde. Atualmente, sob a tutela do MDB, mesmo que por pouco tempo, temos quase duas décadas de revezamento entre o referido partido e o PSD, o último liderado pelo ex-governador, hoje proponente ao senado, Raimundo Colombo.

A disputa se dá entre os peixes-grandes, ou melhor, baleias! Desta vez, os monarcas estão no envolto do senado, parecem verdadeiros zangões ao redor de uma colmeia! Destaque para a presença marcante de nomes inconfundíveis  e dolorosos para os catarinenses...O interminável Esperidião Amin, o (des) governador  Raimundo Colombo e o exilado Paulo Bauer - Nem as convenções do PSDB acreditam mais no indivíduo em questão. Juntam-se a estes "robustos" nomes outras personalidades cansadas de nosso cenário político, tais como Ideli Salvatti e também Jorginho Mello - Uma possível renovação (Sarro puro).

Voltando ao governo, apostas e pesquisas apontam para um cenário de dualidade, novamente desvalorizando o papel do baixo clero partidário em Santa Catarina. Importante frisar que este baixo clero é formado por todos os partidos que não fazem ou nunca fizeram parte de grandes alianças estudais. O panorama é intragável, há grandes possibilidades de vivenciarmos um segundo turno entre Mauro Mariani e Merisio - Espero estar profundamente enganado, e estarei lá exercendo no meu sufrágio a materialização disso (Indo contra a manutenção do poder). Outros candidatos, com bagagem política ou não, como Décio Lima e Camasão são bombardeados por uma visão reducionista e reacionária. Constata-se que o "Antipetismo" atrelados a termos como "Esquerdismo", jargões pobres culturalmente, se materializaram em uma política pública do cidadão catarinense. Somos conservadores, talvez ultraconservadores.

A nível nacional se pede uma renovação, o proponente Bolsonaro, arraigando seu discurso no ódio ganha espaço e influencia diretamente o eleitor catarinense, que ao que parece, deseja qualquer sujeito para o governo, desde que não seja "Comunista", "Petista", "Esquerdopata", e todos os adjetivos que se tornaram fruto de um neologismo podre e pobre ao mesmo tempo. A proposta da reflexão é uma análise a nível estadual, contudo não se pode descartar o quão influente pode ser um postulante popular em um cenário menor. Comandante Moisés deixou claro!

 _ Em Santa Catarina eu sou Bolsonaro!
Merisio, querendo seu quinhão desferiu:
_Você deveria me agradecer, estou fazendo campanha para seu candidato, está com ciúmes?
Cômico,trágico...Uma antítese profunda...

Com um fundo de esperança, existe ainda uma luz no fim do túnel, uma oportunidade de se negar às origens catarinenses, aquela que nos remete a um feudo, com a manutenção do poder de grandes famílias...Não precisamos viajar a tempos remotos para percebermos o quão de potencial já foi desperdiçado nas mãos destes monarcas modernos.

No próximo domingo, esqueça do partido, do seu ódio velado, das frases-prontas e jargões encomendados, permita-se acreditar em um estados mais próspero, menos dependente de ações isoladas que apenas beneficiam diretamente algumas regiões! Lembre-se, o sul de Santa Catarina é pobre, e sempre foi desprezado ao longo destes últimos mandatos oligárquicos.
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A importância do voto regionalizado...consciente!

Vamos preencher a ALESC com 40 deputados, indivíduos que serão escolhidos para a construção de um estado que ofereça serviços qualificados e também capaz de se desenvolver, além deles, escolheremos 16 deputados federais e 2 "novos" senadores. Para o senado, impossível regionalizar o voto, temos uma representatividade quase nula...


Para a ALESC, regionalize seu voto, ou busque alternativas que se proponham a trabalhar por seu estado de fato! A mobilização para a renovação da ALESC é fadigada, estamos em um cenário de cobras criadas, portante pesquise muito o histórico de seu candidato ou postulante ao cargo. Ele já foi eleito? Pesquise quais foram seu propósito, analise sua conjuntura e comportamento mediante aos (des) governos anteriores.


No caso da câmara, atualmente temos três representantes aqui do sul entre os 16 escolhidos pelos catarinenses, leve em consideração o papel destes para a construção de um país mais pacífico e desenvolvido, bem como seu papel de legislador em prol de causas que envolvam ou incidam diretamente sobre o solo catarinense, exija também a renovação! Não podemos esperar que os tentáculos de candidatos já inebriados pelo poder se desfaçam como manteiga ao sol, temos de ter pulso firme e decidir nas urnas, cada cidadão tem seu poder incutido a poucos segundos frente a uma máquina, e serão quatro anos de colheita...


Para nos libertarmos, seguem  alguns versos de nosso belo hino...



"Quebram-se férreas cadeias
Rojam algemas no chão
Do povo nas epopeias
Fulge a luz da redenção"




segunda-feira, 25 de abril de 2016

Enfim o dia chegou...O Shopping das Nações abriu, e agora?

Sim, o gigante foi inaugurado, surgindo como um oásis no esquecido e por vezes negligenciado sul catarinense. Surge com a missão, ou não, de oferecer tudo o que as pessoas de nossa região necessitavam: Mais cinemas, opções de compras e até mesmo (mono) cultura.

O Trânsito e transformações vinculadas à mobilidade urbana já foram executas, mas, outras devem vir, haja fila, amigo! Para elencar tal comentário, podemos citar que já foram construídos desvios, instalados semáforos e muita sinalização, lógico.
Nações Shopping: Haja Trânsito amigo!

Mas e agora?

Agora o gigante que está localizado na Grande Próspera com seus imponentes 90 mil m² irá engolir por pelo menos 6 meses todo o varejo de nosso município e da região, serão meses tortuosos, que muitos lojistas irão pagar penitências atrasadas, afinal, lojas satélites como Riachuelo, Renner, Cassol, Paquetá, GNC Cinemas entre outras irão "bater" com todas as suas energias.

Saiba que até mesmo uma chamativa e cativante pista de patinação foi inaugurada, é comum ouvirmos que agora os criciumenses realmente sabem o que é ter um Shopping Center perto dos seus lares, não precisando ir até Tubarão conhecer o Farol Shopping, aliás, O que é Farol Shopping mesmo?

Para nós, consumidores desta realidade capitalizada e que prega o consumismo, não podemos descartar uma boa ida ao Shopping das Nações, pois temos tudo ao alcance, é tudo tão prático!
Lá, por vezes esqueço que preciso andar dezenas de quadras para efetuar uma pesquisa de preço, como mencionei, o varejo de Criciúma é o "Grande derrotado", a famosa Henrique Lage poderá ser exterminada, pois além da concorrência do e-commerce, enfrentará um Shopping das Nações que promete "Abalar" com baixos preços e conforto.

Ficha técnica e comparações!

Pega ai a ficha técnica do "Gigante"!
Grupo proprietário: Almeida Junior
Investimento: R$250 milhões.
Quantidade de lojas: 15 âncoras e megalojas, 158 lojas satélites.
Praça de alimentação: 24 empreendimentos, mais 2 restaurantes.
Cinema: 6 salas, inclusive sala VIP.
Estacionamento: Com sistema inteligente, muitas vagas cobertas, um total de 2.000 vagas disponibilizadas.
Empregos diretos: 2.500 vagas.
É o sexto shopping do grupo, 

Segundo o próprio site do Grupo Almeida Junior, a grandiosidade da obra permite apontar que a quantidade de concreto utilizada na construção possibilitaria a construção de 21 edifícios com pelo menos 15 andares cada.

Pela vasta pesquisa realiza, é notório que os maiores shoppings de nosso estado pertencem ao Grupo Almeida Junior, no caso de Criciúma, "Shopping Della" e "Criciúma Shopping" terão faturamento prejudicado por um bom tempo, apesar de ressalvas, sabemos que a novidade é muito mais atraente.

Mas o Nações shopping, é um dos maiores do estado?

Segundo fontes pesquisadas, como a ABRASCE - Associação Brasileira de Shopping Centers, Santa Catarina possui atualmente 31 Shopping Centers, sendo que além dos grandes empreendimentos do Grupo Almeida Junior temos o Beiramar Shopping, Floripa Shopping, Iguatemi.

Para uma comparação mais justa, temos um balanço de cada um dos seis shoppings do Grupo Almeida Junior.


Balneário Shopping - Balneário Camboriú

Continente Shopping - São José

Garten Shopping - Blumenau

Nações Shopping - Criciúma



Neumarkt Shopping - Blumenau

 Norte Shopping - Joinville

Afinal, vale a pena aproveitar e desfrutar de todo o conforto oferecido por este gigante? E nosso comércio local, quais respostas o mesmo dará?

São questionamentos que só o tempo vai responder...



quinta-feira, 31 de março de 2016

Somos só poeira estelar...

Me livrando das amarras e do pessimismo vinculado à carreira de professor, descrevo com palavras cruas e simplórias mais um episódio que fortalece minha relação afetiva com o ato de ensinar.

Você deve estar se perguntando...Mas e o título, o que tem a ver com a vida de professor?

Lhe digo que tudo, principalmente para quem ama estudos relacionados à Geologia e Astronomia, campos que marcam presença na Geografia, principalmente no ensino médio.Cito também que Carl Sagan é a fonte de toda essa inspiração...

Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer magia.
Carl Sagan

Pois bem, chega de enrolar  conversa...

Nesta semana vivenciei o máximo de interação que um professor pode ter com um pupilo, pelo menos na minha concepção, o ato de repassar um livro! Afinal os mesmos são sinônimos do conhecimento e aprendizagem, e minha experiência foi extremamente significante e emocionante.

Na tarde do dia 30 me despedi do melhor aluno que já lecionei neste 5 anos de profissão, e olha que já lecionei para alunos fantásticos, brilhantes! Mas Mateus de Brida foi substancialmente especial, a cada aula de 2015 me via em um intenso ritmo de estudo, pois sabia que seria sempre desafiado pelos questionamentos propostos por ele.

Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você.
Carl Sagan.

Nesta ensolarada, mas nebulosa tarde do dia 30, Mateus me disse que retornará para seu município de Joinville, de fato compreendi logo de cara o porquê de seu regresso, entendi também que tudo será facilitado em sua vida com esta volta, pois estará próximo de familiares e suporte para se aproximar de seu sonho, a astrofísica.

E onde entro nesta história?

Mateus é um excelente rapaz, um aluno extremamente educado e disciplinado, e forneci neste alguns dos meus melhores livros que relacionam Geografia, Astronomia, Geologia e Astrofísica e o rapaz devorou várias leituras tidas como muito complexas com certa facilidade, destaco sua afeição por um livro em especial, o famoso "Decifrando a Terra", um "Manual" de geociências.

Fonte da imagem: http://seboogeraldo.loja2.com.br/img/d041c40442b1fc4558e8877831a2bf44.jpg

Neste mesmo dia 30, Mateus me entregou os livros, dizendo que tinha sido muito proveitoso ler e construir pesquisas nos mesmos, concordei pois sei bem da qualidade deste materiais, mas fiquei com um imenso peso por ver que ele ainda não havia completado todas essas leitura....

Resolvi executar o mais correto, e repassei o livro "Decifrando a Terra" a ele, como um presente, símbolo de tudo o que vivenciamos como professor e aluno, de nossa relação de troca de informações e questionamentos intensos, sei que ele precisará e usará muito melhor que eu a partir de agora.

Nós somos feitos de poeira de estrelas
Carl Sagan.

É um ato simples, mas encaro como se tivesse passado o bastão, e essa foi a primeira vez que fiz isso, é interessante para alguém como eu, mesmo tão novo se sentir superado, é como se deixasse de ser seu mestre, e me tornasse agora o seu colega, com muita satisfação, lógico.

Encaro este momento de transição como algo único em minha carreira, posso ter a certeza que todos os meus ensinamentos realmente foram efetivos e servis.

O momento mágico, do repasse deste livro não está somente vinculado ao valor financeiro do livro, ou do simples fato de ser um presente, mas como disse, marca uma fase de transição, um recomeço.

Esta lição me deixa ainda mais empolgado e fortalecido! Tenho certeza que todo esforço é válido e cada vez mais tenho certeza que a sala de aula realmente é o segundo lar.

Obrigado, Mateus! Deixo aqui versos que realmente são significante pra mim!

Só pra ver, testemunhar
E nada nesse mundo há de apagar
Pois somos feitos de histórias

Se o mundo lá fora quer te apunhalar
Lembre que seu corpo é só poeira estelar
Tudo que importa é o agora e nada mais

Tudo que nós temos é apenas o que a gente faz...


terça-feira, 5 de maio de 2015

Um fim para um eterno recomeço...

Na noite do dia 29/04 me despedi de mais uma turma da Educação de Jovens e Adultos, a Turma 111, que iniciou como Turma 64, é verdade. Nesta turma desenvolvi o meu melhor, mais prazeroso e dignificante trabalho nesta modalidade de ensino, lecionei vários temas e conteúdos por longos (Ou não!) sete meses.

Muitos alunos desta turma preparam-se agora para se formarem no ensino médio, apenas dependem de uma disciplina, Educação Física, para alcançarem grandes conquistas e a primeira delas é o certificado conclusão do ensino médio.

Nesta turma percebe-se uma imensa heterogeneidade, pessoas mais experientes, garotos e garotas e também o bom humor e respeito mútuo, algo agradável para qualquer docente que assume esta turma que praticamente se guia sozinha, possuindo valores morais incríveis.

Com um semblante sorridente posso afirmar que tivemos terças-feiras inesquecíveis, sempre com risadas e também muito conhecimento, além de um pouco de cobrança, fato normal de qualquer escola.

Agora, com a conclusão do ensino médio, vários alunos terão a autonomia de escolher o que desejam para seus futuros e quais as melhorias que podem desenvolver em seu cotidiano. Muitos já partirão para a faculdade, outros que preferem os trabalhos práticos escolherão cursos técnicos almejando uma nova profissão.

Mas, diante do exposto um fato não pode ser mensurado, a admiração que sinto por cada um, em sete meses passei a conhecer melhor meus alunos e é impossível não diagnosticar a principal característica comum a todos, a força de vontade, algo que moveu por sete meses todos para a sala de aula buscando conhecimentos nas disciplinas de Geografia, História, Sociologia e Filosofia.

Nestes meses fiquei sabendo de histórias, aspirações, objetivos, dramas e dificuldades de muitos alunos, e é claro, mencionando minhas vivências que eram significativas.
Daqui a um mês grande parte estará apta para enfrentar novos desafios, e é claro, sempre baseado no que aprenderam em sala de aula com os vários professores do Sesi Escola que lhe sempre ofereceram aulas bem elaboradas e dinâmicas.

É estranho saber que não terei mais um compromisso semanal no CEDUP, e vocês, alunos da Turma 111 também não! Agora serão desafiados pelo mercado de trabalho e pela própria sociedade, buscando assim novos rumos profissionais e também aprender novos ofícios.

Agradeço pelo apoio, dedicação e compromisso de todos os alunos da Turma 111, principalmente os que enfrentaram estes sete meses junto comigo, afinal, o lema da Educação de Jovens e Adultos do SESI é “Quem estuda cresce”, e isso está alicerçado em vários fatores. Em sala de aula todos construíram amizades e socializaram muitas informações, discutiram pontos de vista e também ciência.

Nunca olhem para trás e desvalorizem tudo o que produziram, foi uma etapa muito intensa e especial.
Em minha despedida quis ser duro e realmente finalizar meu ciclo como comecei, com piadinhas e passando a segurança de que vencemos mais uma etapa, juntos, é claro! Toda a gratidão demonstrada ao fim de minha trajetória através de cumprimentos básicos são extremamente significantes.

_Até mais, Professor!
_Valeu, Professor!
_Muito obrigado, Lucas!


Para finalizar gostaria de agradecer a todo apoio dado na noite de ontem, noite em que nos despedimos, mas não em que mencionamos a palavra adeus...


Só não queria dizer Adeus

[É que eu tinha tanto pra contar]
Eu não queria perder o que sempre foi meu.


Eu não queria dizer Adeus!

[É que eu tinha tanto pra contar]
Só não queria perder o que sempre foi meu.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Chegou a minha vez!

Era exatamente fevereiro de 2001, naquele ano eu iniciava uma nova etapa, saía de minha antiga escola Fiorento Meller e também do primário. Meu destino estava selado, partiria para a Escola de Educação Básica Irmã Edviges, maior instituição escolar de minha região.

Coitada da minha mãe! Ela ficou horas em uma fila esperando limitadas vagas que eram disponibilizadas na época, porém, graças a sua paciência consegui entrar nesta escola em que também estudaram meus irmãos.

Desde o primário, mais precisamente na 3ª série, já sabia o que queria ser quando mais velho: Geógrafo e professor de Geografia, e minha primeira professora nesta nova escola foi uma senhora muito simpática e atenciosa, a Dona Zilma, e através dela ganhei mais gosto pela leitura de cunho geográfico e também por fenômenos climáticos, ela era uma ótima professora, cativava a todos.

"Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda."
Paulo Freire.

No decorrer da minha trajetória na escola me deparei com excelentes professores, da área de Geografia posso citar Dona Sandra e Pablo, este último extremamente conectado à Astronomia, com isso nossa identificação foi instantânea.

Formei-me no ano de 2007, optei por não participar da formatura, pois tinha o desejo de fazer o vestibular no mesmo ano, e infelizmente na época as condições somente me permitiam escolher um dos dois, contudo já no fim de minha trajetória no Irmã Edviges percebia um claro sucateamento da minha escola, sim, após tanto tempo posso chamá-la assim.

"Mudar é difícil, mas é possível."
Paulo Freire.

O Sucateamento que me refiro não era somente estrutural, afinal, por vezes a escola caminhou de maneira incorreta e “espantou” seus alunos, isso também é refletido nas condições atuais de nossa escola, que apesar de contar com uma estrutura física bastante chamativa, possui menos da metade dos alunos que possuía em 2007.

Regressei ao Irmã Edviges no ano de 2011, fiz meu terceiro estágio da faculdade na escola, e Pablo foi meu companheiro neste momento, muito discutimos sobre as condições da escola na época, uma realidade medonha e que só piorava com o passar dos dias. Portas rangiam, lâmpadas não eram trocadas e o básico não era oferecido. Professores guerreiros pareciam se desdobrar para oferecer qualidade, mas era difícil e eu compreendo.

"O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender."
Janoí Mamedes

No ano de 2014, já distante do Irmã Edviges percebi que muito se lutou para a transformação física da escola, a comunidade se engajou e tudo começou a ocorrer, a reforma foi um pontapé inicial de um possível resgate do nome da escola, que mais era conhecida por possuir uma infraestrutura inferior às vizinhas.

No fim de 2014 em meio à ausência de aulas para minha carga horária na Escola Sebatião Toledo dos Santos fui orientado a procurar aulas em outras escolas da região, e pasmem, entre as opções possíveis estava o Irmã Edviges, resolvi voltar para a escola, percebi que meus professores estavam todos lá, mudanças mínimas ocorreram, alguns novos chegaram, assim como foi meu caso no Colegião.

"O impossível não é um fato: é uma opinião."
Mario Sergio Cortella

Neste ano, talvez o meu único de Irmã Edviges (como professor) tentarei ao máximo levar qualidade para meus alunos, afinal, por anos fui concebido com ótimos professores, devo muito a esta instituição! Tenho uma chance que talvez seja única, a de retribuir com boas aulas e aprendizagem na minha disciplina.


Hoje, percebo que tenho uma missão, pois não estou entrando em uma escola qualquer! Estou regressando à minha casa, ao meu lar educacional, local onde fui escolarizado e muito aprendi! 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O amargo sabor da despedida

Segundo o dicionário Aurélio (2014) podemos definir a palavra “despedida” das seguintes maneiras:


“s.f. Ação de despedir. / Saudação no momento em que pessoas se separam. / Ato de mandar embora, de dispensar um empregado.”
De fato sei bem o que significa despedida e já me habituei a executá-las, afinal, como professor acabo conhecendo muitos alunos  anualmente, alguns mais marcantes, interessados e amigos, é verdade, outros talvez fiquem apenas como vaga lembrança.

O fato é que na Educação de Jovens e Adultos tudo isso é “maior”, afinal, você lida com um público já adulto e preparado para intensos desafios e para a aprendizagem, não que o ensino dito “regular” não propicie, mas nós professores sabemos que a experiência é única.

Neste ano recebi um desafio diferente, este que se tratava em lecionar em um município distante do meu, mas que por conveniência seria bom, pois estudo em um município mais distante ainda. O trajeto Praia Grande e Sombrio foram feitos semanalmente por 4 meses, e que maravilhosos meses!

No início de qualquer disciplina o professor sempre tem um frio na barriga, afinal, não é fácil lecionar para a adultos e ainda mais em local tão distante de sua realidade, posso dizer que joguei fora de casa inicialmente! Mas com paciência as coisas foram se encaixando e a “Viagem” que eu fazia, e que inicialmente era configurada como um “Trabalho”, mais pareceu uma missão prazerosa.

Poucas vezes me importei tanto com uma transição de turmas na EJA, afinal, sabe-se que o pouco tempo impede de criarmos laços profundos com os alunos, mas admito que desta vez fraquejei na despedida, e covardemente preferi evitá-la, talvez sendo um pouco frio e calculista, mas desmanchando por dentro.


É muito interessante saber e confiar que fiz parte de uma “História” que começou a ser construída lá em 2012 quando estes alunos decidiram retornar aos bancos escolares, e com pouca idade já percebo realmente que o papel de um professor deve transcender aos métodos e metodologias aplicadas em sala de aula, o professor deve ser multifacetário, ter um  humor incrível e acima de tudo, conveniente e complacente, talvez até cúmplice, da aprendizagem, lógico.

A rigidez imposta por uma sociedade que adota um modelo de escola do início do século XIX deve ser rechaçada, afinal, não necessitamos mais sermos carrascos ou disciplinadores para obtermos bons resultados, lá, na Turma 40, na empresa Italianinho em Sombrio eu tive a certeza disso.

Que o gosto amargo da despedida pertença somente ao professor Lucas Cechinel...

Você diz foi bem fácil me esquecer
Que o laço nasceu para ser cortado,
Mas eu vou discordar.
Memórias não somem assim.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A escola: suas tribos, os territórios e as culturas juvenis

Na Geografia lidamos a todo o momento com o conceito de território, afinal, desde os primórdios da ciência geográfica este se faz presente nas temáticas discutidas por pesquisadores e alunos e professores.

Podemos adotar a definição de território proposta por Marcelo Lopes de Souza, que julga o território como: “Todo espaço geográfico delimitado e possuidor de espaços fronteiriços e onde há relações administrativas e de poder”.


Neste contexto, o viés da discussão cabe ao âmbito escolar, onde facilmente podemos perceber que a fragmentação territorial é bastante evidente, afinal, as semelhanças e diferenças entre costumes e crenças de alunos os afastam e os aproximam um dos outros, facilmente percebemos que há a criação de determinados grupos, estas que podem estar apoiadas por afinidades musicais, por exemplo.

É papel da escola, seu corpo docentes e orientadores, conhecer e refletir sobre a relação entre a juventude e seus territórios, assim, conseguirão valorizar de maneira plena as culturas juvenis.

No Âmbito escolar é fácil diagnosticar que vemos os “Rockeiros”, os “Funkeiros” e até mesmo os “Nerds”, cada um deles segue um conceito de comportamento, e por vezes até se vestem e se comportam de maneira estereotipada, o que por vezes gera debates e discussões infindáveis, afinal, nem todos são obrigados a amarem o que realmente detestam, mas, devem aprender a tolerar.

Mas tudo é fase, tudo passa e tudo cai, grupos conseguem se “territorializar”, e outros repentinamente são “desterritorializados”, aconteceu comigo, afinal, a onda do Hardcore melódico que assolou minha adolescência, por volta do ano de 2005, já não faz mais parte das tribos adolescentes de hoje, minha tribo foi destituída e tivemos nossos pajés assassinados!
No inicio deste ano vivenciamos situações muito parecidas com o cunho deste debate, afinal, percebemos que o rolêzinho, este praticados por jovens de todas as classes sociais, era à busca de território por jovens com o anseio de reunião, é claro, sabemos que aproveitadores também eram integrantes desses movimentos e que crimes e demais delitos foram cometidos.

Nas escolas nada disso é diferente, e na hora de intervalos e recreio percebemos o quão pode ser fragmentada a população de alunos de uma escola, nunca se percebe uma completa integração, e quando mais os jovens amadurecem mais evidente se torna a segregação populacional de alunos, o motivo? Afinidades culturais!


Também é perceptível que os conflitos ocorrem entre membros de “Tribos” diferenciadas e que as discussões por vezes são alimentadas visando comprovar quem possui uma cultura mais rica ou útil para a sociedade, porém, as discussões tendem a serem vagas e pouco fundamentas fato não isolado devido à falta de instrução e de leitura por parte de nossos jovens.

Por fim, resta ao jovem que seja tolerante e que aprenda a reconhecer a importância de todas as tribos de sua escola, e que nunca seja arrogante ou extremista ao se considerar superior por fazer parte de determinado grupo, afinal, a escola é um lar de múltiplas culturas e olhares.

Resta também considerar a rua como espaço privilegiado para a prática, representação e propagação de seus rituais juvenis, afinal, lá são o único espaço onde a repressão de educadores, pais e demais tribos pode ser descartada.




Fonte das imagens:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRewF3P108O66rtEaTVL85RE0UZv2iuek9OR4ve84Fp3KSdodoNXOG5R8C6O-q43uC8yY3eEyZemmY7jxkkMKFyLu0b6TUuhyknc92yPqGdHI2DN5PpzVAQETJCNrGEcVtMY2hF_f5cwY/s1600/img005.jpg
http://www.jacarebanguela.com.br/wp-content/uploads/2010/04/vida-e-obra-de-mim-mesmo.jpg

quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Quem já perdeu um sonho aqui?!"

Com a frase central de uma das mais populares canções da banda “Hateen”, começo a escrever sobre uma das coisas que mais me afligem: A falta de prospecção das pessoas, ou seja, duelo utilizando minhas palavras contra um comodismo que insiste em invadir nossas vidas e lares.

A zona de conforto realmente um lugar muito seguro, por vezes flertamos com bons empregos e boas colocações para justamente nos acomodarmos e sermos coadjuvantes, afinal, quem precisa conquistar o espaço é quem deve batalhar. Porém, em minha concepção o comodismo é complexo, e por vezes nos torna somente mais um grão de areia na imensidão.

No âmbito educacional, vejo que é muito fácil para conquistarmos o comodismo, afinal, por que devemos continuar estudando ou buscando qualificações se já conhecemos e sabemos de tudo? Na realidade sei que nós, professores, não sabemos de tudo, porém, após algum tempo parece que a mesma vontade que exigimos aos alunos (Vontade de aprender) fica estagnada para nós, professores.

Novos cursos, especializações, palestras e qualificações parecem ser devaneios, afinal, por que deixaríamos nossas cômodas vidas bem planejadas para aprendermos mais? Por que devemos nos matar de estudar se nem tudo o que existem em cursos e especializações vamos usar em sala de aula? Pois é, é assim que grande parte de nós educadores pensamos.

Não julgo todas as situações, afinal, sei que existem pessoas que entregam suas vidas às suas famílias, o que acho muito bonito e lisonjeiro, porém, saliento que um educador nunca deve parar, o estudo é sua força motriz para continuar, e seus planejamentos e ações devem ser rasgadas ao fim do ano! Tá bem, nem tudo! Mas quase tudo! Isto, em minha concepção, é um reforço para novas pesquisas e novos métodos para a arte de lecionar!


Não admito que me digam que quem faz várias atividades ao mesmo tempo deixa a desejar na maioria delas, conheço casos, e me incluo nisso, modestamente, de pessoas que exercem várias atividades além de lecionar e conseguem desenvolver seus projetos paralelos de maneira límpida e com certo sucesso.

Não é difícil percebermos que a evolução tecnológica tornou o jovem mais esperto e perspicaz, e que o mesmo exige cada vez mais de seu professor, afinal, o anseio de aprendizagem de alguns evoluiu tão rápido quanto as máquinas desde a 1ª Revolução Industrial. Cabe ao professor se reciclar e tornar-se cada vez mais uma referência de caráter e um exemplo de um cidadão bem informado e atualizado.


Com certa nitidez observamos que alguns métodos que são utilizados na educação a tornam detestável, e isso respinga para a escola, que se torna tão chata quanto álgebra linear, que acredito que possa ser legal. Creio que o velho professor (Aquele carrancudo e disciplinador) deve se aposentar e permitir uma “muda” (Termo da biologia) e se utilizar do bom humor e das novas tecnologias para gerenciar suas aulas.

As atualizações, especializações e qualificações para isso existem, e elas nos tornam melhores, nunca é perda de tempo ler, aprender ou se exercitar, tampouco conhecer algo novo! Basta a nós, educadores, abraçarmos esta ideia, afinal, não merecemos ser apenas meros transmissores de conhecimento.

Como um sujeito que abraça o mundo, que tenta desenvolver muitas atividades ao mesmo tempo e que está diante de um cenário que representa o total pragmatismo educacional...Tenho que concordar com Rodrigo Coala quando falo sobre o sonho de uma educação pública de qualidade, pelo menos por enquanto...

Quem já perdeu um sonho aqui
Sabe o que é decepção
Só quem já perdeu tudo o que tinha
Pode entender.
Palavras,
desfeitas,
é consequência de quem já não é
A mesma pessoa, na qual um dia você acreditou
Desgasta ao refazer,
O que se espera e não tem solução
Retornos e atalhos, pra quem só vive sem direção.
Parece que vai ser sempre assim
Nada dá certo pra mim.
Oh não!

Fonte das imagens:http://edsongen.blogspot.com.br/2010/09/diante-da-realidade-em-que-muitas.html


quinta-feira, 3 de abril de 2014

O Bom humor e a Geografia: Ééééééééé mais ou menoooos!

Na geografia, mais precisamente em um dos seus campos humanos, a demografia (Responsável pelos estudos da dinâmica humana e de suas populações) o bom humor pode ser apreciado sem parcimônia, afinal, por vezes nos deparamos com cenários confusos e grotescos que resplandecem em nosso país.

Não quer dizer que eu ache engraçado vivermos em um país desorganizado corrupto e com problemas sociais que deixam qualquer cidadão deprimido. Mas podemos analisar friamente algumas situações e levá-las aos alunos em um tom engraçado, e transferido o exemplo dado aos nossos jovens.

Durante as últimas semanas trabalhei com a maioria de minhas turmas dados advindos do IBGE (Censo de 2010 e estimativas de 2012), que nos mostram que várias pessoas de sua faixa etária (15 a 17 anos), aproximadamente 10%, não trabalham nem estudam, e se levarmos em consideração a localização de jovens como estes, vemos que nem todos são despossuídos o desprivilegiados, segundo o IBGE, grande parte dos jovens que trabalha nessa faixa etária também estuda (Ou somente frequenta a escola!).

"Faça piada velha para público novo e piada nova para público velho." JÔ Soares.

A leva de humor e absorção de informações, neste caso, está atrelada diretamente ao fato de possuirmos jovens esforçados, aqueles que são exemplo, estes que podem incentivar os acomodados a abandonarem estes lamentáveis 10%, estes que classifiquei de maneira bem humorada como “Pesados fardos para a sociedade”.

A Geografia propicia ao professor ser o mais dinâmico e bem humorado, só não percebe isso que é muito carrancudo ou tradicional, afinal, qual outra disciplina vai discutir os fatos rotineiros que nos envolvem diretamente com tamanha fundamentação? Ah, e os conteúdos? Eles podem ficar para um segundo plano quando o debate é fidedigno e integrador.


A disciplina que descreve a Terra é fascinante, nunca é a preferida dos jovens, isso é sabido, porém, talvez nunca seja a mais odiada, até brinco com este meio termo, afinal, a Geografia ééééééééééé mais ou menoooos mesmo!

Admito que poucos anos tive a Geografia como disciplina preferida, mas sempre me imaginei um professor menos metódico e com bom humor, afinal, quem se interessaria pela divisão geoeconômica brasileira se não houvessem algumas piadinhas sobre o assunto? Assumo aqui que o bom humor é essencial para a Geografia.


"No Brasil, quando o feriado é religioso, até ateu comemora."JÔ Soares.

Afinal, o que seria de nós, meros geógrafos e professores de Geografia sem as nossas avaliações com elementos diferenciados, tais como: Charges, tirinhas e músicas!? Tenho certeza que nenhuma outra disciplina propicia tantas lacunas para utilização das mesmos!

E se me perguntarem:
- Professor, qual era a disciplina que tu mais gostavas?
Responderei sem titubear o seguinte:
- Química, querido!
Obviamente esperaria uma réplica!
- Mas Fez Geografia...por quê?
E com um largo sorriso responderia:

- Sei lá, não escolhi Geografia, ela que me escolheu!

domingo, 30 de março de 2014

A Geografia e a religião: Um eterno engodo.

Um dos temas mais abordados nos últimos tempos em sala de aula é o conflito entre a ciência e a religião, e normalmente a disciplina de Filosofia se encarrega de promover um debate e construir uma discussão saudável entre os alunos, sendo que o professor atua como mediador e assim apresenta várias facetas para tal discussão.

A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega - Albert Einstein

Concordo que a Filosofia (até por não ser uma ciência) lida melhor com este debate, a reflexão sobre este tema é essencial para o aluno compreender sua sociedade e o papel primordial que as religiões possuem em seu cotidiano.

Na disciplina de Geografia tudo é mais complexo, afinal, você lida com uma disciplina que surge de uma ciência, há métodos e técnicas por de trás de tudo que o professor irá comentar. A ciência geográfica é muito mais antiga do que se pensa, e as escolas alemãs e francesas desenvolveram técnicas, métodos e procedimentos únicos, tornando assim a Geografia uma das mais completas e complexas disciplinas do currículo escolar.


Sendo o campo responsável pelos estudos demográficos, a Geografia propõe profundas reflexões sobre o comportamento e características de determinadas populações. Pesquisas são realizadas para aferirmos a composição étnica e as condições sociais dos habitantes de determinados países, estados ou municípios. E através destes dados podemos constatar que nosso país é cristão!

Não que isso seja ruim, mas o desafio se torna muito maior!

Um professor por vezes deve apresentar versões diferentes para o surgimento do universo, sistema solar ou até mesmo sobre o início da vida humana em nosso planeta, porém, sabemos que na escola devemos dar todo apreço para a discussão científica, panorama oposto de nossa realidade.

Duas mãos trabalhando fazem mais que milhares unidas rezando – Charlie Chaplin

Você, como educador, até pode mostrar o contexto bíblico e elucidar que cada um escolhe seus ideais e dali em diante pode escolher “O que vai acreditar”, porém, tento não fazer isso, e prezo sempre para a discussão em nível científico, isso não quer dizer que você vai passar por cima de dogmas religiosos pré-estabelecidos por religiões que seus alunos seguem.



Ao iniciar uma discussão sobre o que chamamos de “Início de tudo” percebemos que grande parte dos jovens (E por vezes adultos) possui pouco conhecimento sobre a versão científica, ou seja, com piadas infames e comentários tolos julgam o “Big Bang” como mera teoria, menosprezando o fato da realização de pesquisas intensas para se chegar à mesma.
Darwin, contribuidor de valia máxima para a Geografia também é ridicularizado e tido como um escritor de ficção, sendo que sua obra é classificada como um enfadonho delírio de cientista com parafusos a menos, pelo menos é o que percebo diante de asneiras colocadas em comentários pobres e de embasamento raso.


Todas as religiões são a verdade sagrada para quem tem a fé, mas não passam de fantasia para os fiéis de outras religiões – Isaac Asimov

A crítica central está embasada no fato de que professores, por vezes, preferem não discutir e iniciar um debate sobre a temática na disciplina de Geografia, jamais classificarei como perda de tempo, afinal, é papel do geógrafo elucidar e mostrar-se atento a todas as teorias que fazem parte do ramo científico que decidiu seguir.

Como ateu, tenho uma visão que muitos consideram fechada para a discussão, porém, saliento que não me refiro a religião como “besteira” ou como entidade “Desconstrutora de sociedade”, apenas coloco que a mesma não pode ditar e frear ânsia de aprendizagem de nossos jovens, que por vezes recebem informações distorcidas e adquirem um pré-conceito ao estudarem teorias de cunho geográfico que contradizem os dogmas criacionistas.

Afinal, me parece ser um imenso engodo cobrar de um aluno o pleno entendimento da teoria da “Deriva continental” se o mesmo crê que o mundo foi criado em poucos dias, totalmente estabelecido e habitado em seguida.