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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Carta aberta a um herói

Já dizia uma velha canção de Jessé...

“Meu herói tem um chapéu
Tem um cão leal,
Do vagabundo,
Tem um riso imortal,
E não se cansa de amar."


Meu pai é um herói, mas não tem capa nem chapéu, muito menos um cão leal. Eu sempre o vi assim, um homem grande, forte e por vezes sisudo, imponente de alguma forma.

Meu pai é um herói por proteger sua família com todas as suas forças, por não poupar energias quando o assunto é o bem estar de seus filhos.

Meu pai não se tornou um homem rico financeiramente falando, mas trouxe consigo a maior riqueza que qualquer cidadão pode ter...seus valores!

Meu pai sempre se sacrificou pelos integrantes de nossa família, jamais me esquecerei dos seis dias que passou acordado ao meu lado sentado em uma cadeira de madeira no Hospital São José, mesmo assim portava sempre um belo sorriso.

Meu pai é bem humorado, é um sujeito brincalhão, mas sempre reservará isso pra nós, prefere ostentar sua imponência com seu vasto e experiente bigode, ah, este bigode!

Meu herói não tem curso superior, nunca foi a uma faculdade, na época difícil em que viveu mal teve oportunidade de conhecer o fundamental...Mas teve o orgulho de ver seus três filhos completarem o ensino superior, e não mediu esforços para isso.

Hoje meu herói completa mais um ano, seu aniversário de número 63, dos quais mais de 50 trabalhou arduamente como mineiro e vigilante, e com muito orgulho digo sempre que meu pai é a síntese do que podemos conhecer como “Homem trabalhador”.

Pai, te agradeço profundamente por todo seu empenho e atenção durante minha criação...
Pai, muito obrigado por fornecer tudo o que sempre precisei, meus valores morais e éticos...
Pai, perdão por todas as vezes que cometi erros injustificáveis duvidando de todo o seu amor...
Pai me perdoe por nos dias de hoje estar pouco presente em sua vida...
Por não conseguir acompanhar os jogos que tanto gostamos ao seu lado...
Por chegar quase sempre cansado e já não ter mais o mesmo pique de outrora...

Pai fique sabendo que tudo o que senhor fez e faz para nossa família sempre estará eternizado em minha memória, todo o sacrifício diário no tratamento da mãe, toda logística desenvolvida para meu bem estar.

Sempre será um grande líder, conselheiro e amigo! Meu grande amigo!

Meu herói!


“E eu vi num filme o meu herói
Zombar um ditador cruel
E vi um outro em que ele fez
Estrelas num cenário de papel.”



domingo, 18 de setembro de 2016

Adeus Guilherme... Até o dia que nós nos encontraremos novamente!

Sim meu velho, o grande dia chegou! Seu grande sonho, ao lado de se um jogador de futebol é claro, vai se realizar! Estás a poucos do retorno À sua terra natal! Irás regressar À terra da liberdade, da esperança!

Sua volta é emblemática e envolve a construção do seu futuro! E por mais que doa em dizer, talvez seja realmente o melhor neste momento, afinal, o Guilherme que conheci como meu aluno lá em 2014 já não existe mais, agora já conhecemos um novo Guilherme, maduro e suficientemente capaz de lidar com pressões e anseios!

Campeões no Rogacionista, 2014!

Nossa relação começou como professor e aluno, uma hierarquia comum a todos os jovens com 15 anos, mas o esporte e os bons valores nos uniram, e juntos construímos uma bela e grande amizade! Um fato que é consolidado entre nós é a cumplicidade, pois juntos sempre discutimos além de finais de séries americanas, nossas vidas!

Unidos pelo futsal, juntos conquistamos muitas coisas, e saiba que devo muito mais a você, que sempre me apoiou em vários sonhos que tive, dentre os quais o "Futsal do Colegião", poucos fariam o que você fez por mim, não é fácil ter amigos sonhadores, e eu digo, tenho um!
Aventura em Sombrio, 2015!

Honestidade, bom caráter e sem dúvidas alguma um ótimo humor! Parabéns principalmente a tua mãe pela tua exemplar criação, não é fácil conhecermos nos dias de hoje meninos de 16 ou 17 anos que se sacrifiquem tanto em favor de amigos e familiares!
E como disse, não é fácil conhecer um menino que escute tanto os mais velhos, que saiba realmente ouvir conselhos, que cresce diante de momentos adversos! Você é um deles!

Sobre a viagem e tua estadia, que seja temporária ou não, afinal, só o tempo poderá dizer o quão o Colegião e a pequena Criciúma lhe farão falta. O fato que pode ser comprovado é que tudo ocorrerá da forma mais tranquila e próspera o possível! És um menino aguerrido e trabalhador, jamais poderia conceber outro resultado a não ser o sucesso!

Vivenciamos juntos nestes dois últimos anos alguns momentos memoráveis, nenhuma briga ou discussão, e como já disse, és o atleta de futsal mais completo em sua idade que já vi de perto! Um talento longe de ser nato, mas fruto de uma força de vontade inigualável!
Vice-campeão no Rogacionista, 2016!

Campeão da Copa Michel, 2016!

Saiba que tua ausência ecoará por todo o Colegião, Rogacionista, bairro Operária, locais que sem dúvida alguma você deixou sua marca!

Por fim, saiba que lhe adotei como um espécie de irmão mais novo durante este período, algo que nunca tive a oportunidade de ter! E todos os conselhos, e por vezes até sermões, sempre foram pensando no melhor pra ti! E sempre soube, mesmo que você quisesse partir antes, e eu dizendo ser a hora errada, sabia que me escutavas! Mas a hora chegou meu velho!

Trabalho voluntário nos Jogos do STS, 2015!

Sucesso sempre estarei aqui para o que precisar como sempre tive! Desejo-lhe o melhor! Não esqueça nunca de onde vieste, tua essência... jamais deixe de ser quem você é! Um grande vencedor!

Abraços, amigo! Vlw, Flw!

"E o que quer que aconteça nunca cresça
Não se esqueça de guardar
O amor no seu peito, a lembrança do tempo
A humildade na mão e os amigos no seu coração"






sexta-feira, 15 de julho de 2016

São os lances da vida!

Jamais me esqueço! Tratava-se de uma tarde ensolarada, novembro de 2015! Estava chegando de mais um dia intenso de trabalho, não era um dia comum e sabia disso desde o início do mês. 

Chegava em casa esperando notícias de uma consulta da minha mãe, uma das poucas que não consegui ir nos últimos anos, estava tenso na escola que lecionava, era visível que não era um dia como outro qualquer.

Cheguei pontualmente, como de costume, Às 17h10, e lá estava parte de minha família reunida, meu irmão e mãe pai conversavam, resolvi esperar uns minutos até intervir, e quem me conhece sabe que isso foi sacrificante, pois realmente sou muito metido e ansioso. Resolvi questionar logo meu irmão, este que foi em meu lugar nesta decisiva consulta da minha mãe, e o mesmo foi enfático..

- A mãe realmente está com câncer, Lucas!

Pensei por uns 3 ou 4 segundos, não mais que isso, juro! E Logo dei veredito:

- Agora vamos buscar o melhor tratamento, deve estar em uma fase inicial, temos que nos unir e correr contra o tempo.

Meu irmão confirmou, realmente era o estágio inicial da doença, e a médica (Mastologista) foi determinante ao dizer que os riscos seriam baixos se tudo (exames e consultas com especialistas) fosse resolvido rapidamente.

Com um largo sorriso afirmei que resolveríamos tudo com a maior rapidez possível, tranquilizando assim meus pais, no mesmo dia fui com meu irmão ao posto de saúde para vermos os primeiros papéis da cirurgia que minha deveria fazer, e todo o processo já começou a progredir desde aquela tarde ensolarada.

Mas... Confesso que:

Escondi minha angústia momentaneamente, pois sabia que desde aquele momento muitas coisas mudariam em nossa casa, em nossas vidas. No mesmo dia resolvi parar, refletir e repensar muitas vezes a situação que passaríamos a enfrentar, já imaginava que estávamos lidando apenas com a ponta do iceberg.

Não foi um final de ano positivo, e nem um pouco agradável! Era impossível não reparar que eu ficava cada vez mais ansioso e tenso com todos os procedimentos e desafios que via minha mãe enfrentar, achava injusto a todo o momento ver o quanto a mesma se desgastava com intensos exames, que na maioria das vezes eram desconfortáveis e dolorosos, sofria junto, eu confesso.

Por vezes preferi não externalizar meu sofrimento, talvez minha impotência, estava ali o momento mais difícil da minha vida! Sabia que para dar um conforto maior para meus pais, teria que abrir de muitas coisas, até de atividades que tanto amo.

A vida tem que seguir...

A primeira atitude que tive, foi correr atrás de tudo o que facilitasse a vida da minha mãe, e uma delas seria abdicar de minhas aulas de Geografia, algo que foi tão doloroso quanto levar uma facada no peito, doeu e dói demais até hoje...

Mas sabia que seria por um bem maior, poderia assim levar minha mãe nas sessões de radioterapia, ela se sente melhor comigo ao lado, e era o mínimo que eu poderia fazer diante de todo amor, carinho e dedicação que ela teve ao me criar. E digo que jamais me arrependo do que fiz, faria tudo de novo mais um "Zilhão" de vezes.

Foram mais dois meses de idas e vindas diárias de casa pro Colegião, do Colegião pra casa, de casa para o hospital, do hospital pra casa e por fim de casa para o Colegião.

Às vezes refletia muito sobre tudo o que estava acontecendo, do cansaço que via minha mãe transparecer (mesmo sempre conservando um imenso sorriso), e diante de tudo isso não conseguia ter tempo para chorar ou me desesperar, sempre tentei ser uma rocha sólida ao seu lado, lhe repassando a maior segurança possível.

Sempre conservar pai e mãe...

É  sabido por todos! Pai e mãe valem todo esforço, sangue ou coração! E mesmo com o tratamento ainda andamento, já vencemos várias batalhas! Já passamos por uma cirurgia, 30 sessões de radioterapia, minha mãe continua com a quimioterapia via oral, ainda tem de passar pelo oncologista... Talvez tenha que retornar mais algumas vezes para alguns procedimentos...

Afirmo que nestes últimos 9 meses eu tenha envelhecido uns 5 anos, foram noites mal dormidas, ansiedade e preocupações a flor da pele a todo o momento, contudo também ficou claro que aprendi muito com tudo isso!

Passei a dar mais valor para minha família, principalmente aos meus pais! Nada me deixava mais feliz que ver o Ânimo de minha mãe e o "Gás" do meu pai, que sempre me deixou seguro cobrindo minha sonolência e cansaço deste período.

Finalizo agradecendo a todos pela leitura e deixando esta foto que simboliza toda minha alegria por mais uma batalha vencida!












terça-feira, 31 de maio de 2016

Não leve a mal! "Se os professores fossem jogadores de futebol..."

Antes de tudo leia isso: A proposta é uma brincadeira, não desvaloriza o papel essencial do professor na construção de uma sociedade mais digna,  informada e crítica, portanto, "Não leve a mal", falou?!

Sim, com uma leva de humor trago mais um texto, desta vez menos pragmático! Neste relato construo algo que sempre considero interessante em sala de aula, as comparações! Logicamente não menosprezo o trabalho dos jogadores de futebol, afinal, o entretenimento e o esporte são fundamentais!

Mas, diante do cenário em que vivemos, sabemos que há um diferença muito grande entre atuar no ensino público e ser professor de uma grande Universidade pública (Apesar de estarem sucateadas também), assim como sabemos que jogar no interior do Piauí é bem diferente de atuar no Real Madri ou Barcelona.

E sabendo que temos desafios imensos em nossas carreiras, como o próprio ingresso na universidade, aulas como ACT (Admitido em Caráter temporário), Concursos e tudo mais, podemos comprar tudo isso às divisões de base, testes e afins, etapas necessárias a um jogador de futebol!

Abaixo, com o bom humor de sempre, começo comparar como seriam uma escala hierárquica entre professores e jogadores de futebol, afinal, qual professor não deseja um dia estar no meio dos maiores e melhores? Institutos Federais, Universidade públicas e privadas são sempre os grandes aspiração de todos os docentes! E quanto aos atletas? Imagino que todos um dia almejam frequentar estádios lotados  e embolsar muita grana no velho continente, defendendo times tradicionais e multicampeões.
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1º Nível: 
Professor: Início de carreira ( É ACT e está entre 1ª e 5ª fase) já sabe muito, mas tem espaço e contrato limitado.

Jogador: Início de carreira, começa a fazer seus primeiros jogos em times menores, joga pouco tempo e atua poucos meses do ano, é como se fosse um jogador do Atlético de Ibirama, disputa um estadual e talvez um série D.

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2º Nível: 
Professor: Já formado (Inciando a carreira com vaga de ACT) Já tá com a bola toda, entende os alunos e é compreendido, porém ainda busca mais estabilidade, contudo já atua o ano letivo todo, ou quase.

Jogador: Ainda busca firmar-se no mercado da bola, em uma comparação, é como se estivesse atuando em um clube da série C, tipo o Caxias, por exemplo.


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3º Nível:
Professor: Já efetivo no sistema público ou estável no regime privado, fase em que já possui alguns privilégios, porém por vezes trabalha muito, lida também com horários um pouco mais flexíveis.

Jogador: É como se estivesse em um bom clube da série B, time que tivesse alguma torcida, identificação, mas ainda longe de ser o melhor do Brasil, algo tipo o Joinville ou Criciúma.
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4º Nível:
Professor: É professor de universidades privadas com vínculo em escolas públicas ou privadas também, possui ambiente de trabalho privilegiado e remuneração acima da maioria dos outros professores, é reconhecido e possui títulos que a maioria não tem (São mestres, Doutores).

Jogador: É um jogador de um grande clube brasileiro, é o máximo que pode chegar em seu país, algo como atuar no São Paulo, por exemplo.

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5º Nível:
Professor: É efetivo em Institutos federais, e reconhecido por atuar nas melhores escolas do Brasil, contando com boa estrutura e estabilidade, a remuneração também pode ser muito maior que a de seus colegas do Estado ou municípios. Possuem títulos também! (São mestres, Doutores).

Jogador: Agora atuam em clubes que além de remunerá-los bem, são do exterior! Não chegam a ser os melhores do planeta, mas estão muito próximos disso! Seria como atuar no Borussia Dortmund (Alemanha), por exemplo.
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6º Nível:
Professor: São efetivos em Universidade Federais, isso mesmo, diante de concursos extremamente difíceis, os mesmos se utilizam de vasta experiência e títulos, alguns com formações no exterior, são conhecidos como referências em suas áreas de atuação.

Jogador: É  como atuar entre os grandes do planeta, algo como Real Madri ou Barcelona.
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É isso ai, como os adeptos do futebol sempre dizem, um dia quero ser do Barça ou do Real, eu rimo finalizando que gostaria de ser de uma federal! 

quinta-feira, 31 de março de 2016

Somos só poeira estelar...

Me livrando das amarras e do pessimismo vinculado à carreira de professor, descrevo com palavras cruas e simplórias mais um episódio que fortalece minha relação afetiva com o ato de ensinar.

Você deve estar se perguntando...Mas e o título, o que tem a ver com a vida de professor?

Lhe digo que tudo, principalmente para quem ama estudos relacionados à Geologia e Astronomia, campos que marcam presença na Geografia, principalmente no ensino médio.Cito também que Carl Sagan é a fonte de toda essa inspiração...

Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer magia.
Carl Sagan

Pois bem, chega de enrolar  conversa...

Nesta semana vivenciei o máximo de interação que um professor pode ter com um pupilo, pelo menos na minha concepção, o ato de repassar um livro! Afinal os mesmos são sinônimos do conhecimento e aprendizagem, e minha experiência foi extremamente significante e emocionante.

Na tarde do dia 30 me despedi do melhor aluno que já lecionei neste 5 anos de profissão, e olha que já lecionei para alunos fantásticos, brilhantes! Mas Mateus de Brida foi substancialmente especial, a cada aula de 2015 me via em um intenso ritmo de estudo, pois sabia que seria sempre desafiado pelos questionamentos propostos por ele.

Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você.
Carl Sagan.

Nesta ensolarada, mas nebulosa tarde do dia 30, Mateus me disse que retornará para seu município de Joinville, de fato compreendi logo de cara o porquê de seu regresso, entendi também que tudo será facilitado em sua vida com esta volta, pois estará próximo de familiares e suporte para se aproximar de seu sonho, a astrofísica.

E onde entro nesta história?

Mateus é um excelente rapaz, um aluno extremamente educado e disciplinado, e forneci neste alguns dos meus melhores livros que relacionam Geografia, Astronomia, Geologia e Astrofísica e o rapaz devorou várias leituras tidas como muito complexas com certa facilidade, destaco sua afeição por um livro em especial, o famoso "Decifrando a Terra", um "Manual" de geociências.

Fonte da imagem: http://seboogeraldo.loja2.com.br/img/d041c40442b1fc4558e8877831a2bf44.jpg

Neste mesmo dia 30, Mateus me entregou os livros, dizendo que tinha sido muito proveitoso ler e construir pesquisas nos mesmos, concordei pois sei bem da qualidade deste materiais, mas fiquei com um imenso peso por ver que ele ainda não havia completado todas essas leitura....

Resolvi executar o mais correto, e repassei o livro "Decifrando a Terra" a ele, como um presente, símbolo de tudo o que vivenciamos como professor e aluno, de nossa relação de troca de informações e questionamentos intensos, sei que ele precisará e usará muito melhor que eu a partir de agora.

Nós somos feitos de poeira de estrelas
Carl Sagan.

É um ato simples, mas encaro como se tivesse passado o bastão, e essa foi a primeira vez que fiz isso, é interessante para alguém como eu, mesmo tão novo se sentir superado, é como se deixasse de ser seu mestre, e me tornasse agora o seu colega, com muita satisfação, lógico.

Encaro este momento de transição como algo único em minha carreira, posso ter a certeza que todos os meus ensinamentos realmente foram efetivos e servis.

O momento mágico, do repasse deste livro não está somente vinculado ao valor financeiro do livro, ou do simples fato de ser um presente, mas como disse, marca uma fase de transição, um recomeço.

Esta lição me deixa ainda mais empolgado e fortalecido! Tenho certeza que todo esforço é válido e cada vez mais tenho certeza que a sala de aula realmente é o segundo lar.

Obrigado, Mateus! Deixo aqui versos que realmente são significante pra mim!

Só pra ver, testemunhar
E nada nesse mundo há de apagar
Pois somos feitos de histórias

Se o mundo lá fora quer te apunhalar
Lembre que seu corpo é só poeira estelar
Tudo que importa é o agora e nada mais

Tudo que nós temos é apenas o que a gente faz...


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Do alto dos meus vinte e seis!

Do alto dos meus vinte e seis já percebo que o fôlego não é o mesmo de outrora...

Do alto dos meus vinte e seis já me considero velho para algumas atividades e novo demais para outras...

Do alto dos meus vinte e seis já sei que minha paciência não é mais a mesma...

Do alto dos meus vinte e seis já percebo que estou sendo ultrapassado por novos talentos em qualquer uma das atividades que me considerava o “Tal”...

Do alto dos meus vinte e seis ainda resisto ao vício do celular, mas também não sei até quando...

Do alto dos meus vinte e seis já não cometo mais os mesmos erros de antigamente...

Do alto dos meus vinte e seis percebo que até bem pouco tempo atrás eu completava 15 e jurava jamais chegar aos 30...

Do alto dos meus vinte e seis percebo que já estou mais para um trintão do que para um juvenil de 17...

Do alto dos meus vinte e seis percebo que meus sonhos aos poucos estão se concretizando, e que tudo o que desejo aos poucos vem se realizando...

Do alto dos meus vinte e seis já não gosto mais de agitações, som alto e zoeiras, prefiro descansar ou até mesmo praticar esporte...

Do alto dos meus vinte e seis conquistei várias formações em diferentes áreas...

Do alto dos meus vinte e seis ainda não me tornei ranzinza...

Do alto dos meus vinte e seis posso perceber que faço o que amo...

Do alto dos meus vinte e seis ainda teimo em torcer fanaticamente pelo Criciúma Esporte Clube...

Do alto dos meus vinte e seis ainda me considero um adolescente e uso o corte de cabelo como tal...

Do alto dos meus vinte e seis ainda não venci completamente o TOC...

Do alto dos meus vinte e seis ainda estudo e leio nas madrugadas mesmo sabendo que isso me deixa cansado no dia seguinte...

Do alto dos meus vinte e seis ainda leio vários artigos da Wikipédia sem relevância nenhuma...

Do alto dos meus vinte e seis ainda lembro-me do título de futsal da 3ª série como se fosse ontem, mas já faz 16 anos...

Do alto dos meus vinte e seis ainda acordo de bom humor...

Do alto dos meus vinte e seis posso contar os verdadeiros amigos com as mãos...

Do alto dos meus vinte e seis ainda lembro o nome da imensa parte dos meus alunos...

Do alto dos meus vinte e seis percebo que o maior tesouro que possuo é minha família...

Do alto dos meus vinte e seis ainda falo com gatos...

Do alto dos meus vinte e seis percebo que além de falar com gatos, falo sozinho e isso é corriqueiro...

Do alto dos meus vinte e seis ainda escuto as mesmas músicas de quando eu tinha dezesseis...

Do alto dos meus vinte e seis percebi que alguns simplesmente somem...

Do alto dos meus vinte e seis acumulei incontáveis erros, mas aprendi com a maioria deles...

Do alto dos meus vinte e seis já sei que não posso mais desperdiçar um só segundo...

Do alto dos meus vinte e seis já decepcionei muita gente, mas também arranquei inúmeros sorrisos de várias...

Do alto dos meus vinte e seis e nada mais...



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mais um desafio concluído...Não há estrada sem fim!

No dia de hoje comemoro mais uma conquista, minha segunda faculdade, minha terceira habilitação! Desta vez festejo a conquista do diploma que me concede a Licenciatura em Informática, um campo que sempre flertei por vários anos.

Nesta nova caminhada iniciada no ano de 2012 procurei estudar de que forma poderia aliar em sala de aula os conhecimentos da Geografia com o mundo cibernético. Dessa faculdade de informática surgiram vários projetos que até hoje mantenho, como o Blog do Futsal Clube Rio Sul Gym, o WebGeo e este mesmo blog "Relatos de um Homem de Bom Coração".


Colhi ótimos resultados nos anos de 2013 e 2014 nas escolas "Filho do Mineiro" e "Colegião" com o desenvolvimento das provas onlines. Projeto que utilizei para o trabalho de conclusão da minha graduação, o TCC. Enfatizo que em ambas as escolas cortei um "dobrado" para convencer alunos a participarem deste novo método.


Agradecimento no fim da apresentação do meu TCC.

Sobre o curso...

O meu curso era pra ser presencial, porém tinha uma demanda para EaD também, o que me levou a estudar pela primeira vez nesta modalidade. Como um bom estudantes, pouco faltei e tentei colecionar bons artigos e notas. Mudei e construí novos conceitos sobre a Educação a distancia, afinal, muito se iludem com a metodologia e acreditam que podem a qualquer momento "Comprarem seu diploma".

Como conhecia área tive facilidade em um alto número de disciplinas, mas em algumas, amigo...complicou, amarguei noites e mais noites estudando disciplinas extremamente técnicas e lendo os belos slides da professora Crislaine, aliás, uma menção honrosa a mesma, afinal, a mesma conduziu aproximadamente 50 pessoas da minha turma ao sucesso.

Fiz muitas amizades durante o meu curso, destaco as que fiz com Márcio, Jaqueline, Carina, Joana e Lidiane. Estes amigos sempre próximos de mim riam das minhas babaquices e brincadeiras de sala (Aos meus alunos: Não façam isso durantes minhas aulas, ok? haha).

Em resumo, só posso dizer que o curso me ofereceu bom material didático e trocas de experiências de grande valia. Creio que senti na pela as dificuldades de se estudar na modalidade EaD, afinal, por vezes estávamos longe da tutora (Esta que fazia milagres!)

Uma lição em poucas palavras...


Tenho a plena consciência que eu  poderia ser mais um jovem acomodado com minhas aulas e demais atividades que desenvolvo, afinal, já havia concluído minha graduação e deveria descansar. Mas...Topei este novo desafio, e confesso, quis por vezes desistir e até chorei com medo de reprovar, quem aqui nunca, né?!


"Jamais siga os passos meus, você vai ver
Que eu estou tão perdido quanto você".

Lucas Silveira, Vida, Biografia em Ré menor.


Adotei como pensamento central várias frases que ouvia por aí, experiências de amigos e decidi definitivamente não desistir (Cheguei muito perto em 2013). Das frases, são estas que você acompanhou ao longo do texto, das experiências, tentei tirar o melhor, esquecendo aquelas que diziam:

"Mais uma faculdade? Por quê?" 
"Vai ganhar mais com isso?"

Sei que esta conquista pode soar simples ante a tudo o que lemos referente aos casos de superação, mas sim, sou um exemplo para alunos e demais jovens que sonham estudar. 

Meus amigos, o conselho que lhes deixo é sempre escutar somente as críticas construtivas, tudo que for destrutivo, esqueça, apague e delete! A inveja e a falta de altruísmo de seus inimigos só servem para te derrubar!

"Há muito tempo, eu aprendi
Que os inimigos são pra nos testar
Aprenda o que eles têm pra te ensinar
Porque eles sabem tudo de você!"

Lucas Silveira, Vida, Biografia em Ré menor.

Pra finalizar, deixo aqui algumas das palavras que mais ouvi como ferramenta motivacional nestes longos 4 anos.

"Evite o coitadismo, brigue pelo o que é seu, pelos seus sonhos".




Concluído!



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Saudades do que nunca vivi...O STS Colegião que só ouvi falar...

Em um dos muitos dias de minha vida em que sou acometido pelo mal da insônia paro refletir sobre fatos ocorridos em meu cotidiano, isso é absolutamente normal, afinal, todos pensam em várias coisas antes de pegarem no sono, é algo universal.

Neste dias estava analisando criticamente um vídeo de uma turma que encerrara seu ciclo na escola EEB Sebastião Toledo dos Santos, o ano era 2007, no mesmo momento em que assistia pensei:

-Nossa, que rapaziada integrada e inteligente, utilizavam o Movie Maker e o youtube há quase uma década, que inveja!

Contudo, ao reparar os integrantes do vídeo tive uma grata surpresa, afinal, alguns deles tinham sido meus colegas no de 2004, ano que finalizamos a 8ª série (9ºano). E me lembrei com exatidão que muito comentávamos sobre as possibilidades de estudarmos fora do EEB irmã Edviges.

Muitos falavam do Colegião, era uma escola muito famosa e também sede de grandes eventos escolares, contudo, não me empolguei, e vários colegas partiram com destino a SATC e ao Colegião, fiquei na mesma escola por comodismo, admito.

E neste lapso de alguns segundos vendo o início do vídeo comecei a me imaginar integrante de todas as situações relatadas, afinal, tudo no vídeo parecia estimulante e retratar um escola especial. Lembro-me também que como aluno de fora do Colegião participei de vários eventos na escola, principalmente torneios e campeonatos de futsal, como aficionado, não poderia ficar de fora.

Ainda sobre o vídeo, ao questionar alguns colegas percebemos que a escola, o Colegião, está visivelmente mal cuidado, e com sua população reduzida, uma escola que vivenciou a gloria de ter 3 turnos lotados hoje briga para possuir um turno lotado e olhe lá.

É claro que o Colegião era modelo, afinal, lá se organizavam grandes eventos, campeonatos e a integração dos alunos era contínua, em uma pesquisa rápida e básica achei até um site da época, isso mesmo! Bem tosquinho, feito mais na vontade do que realmente com conhecimento técnico, contudo as visitas e comentários eram constantes.

Analisando todos estes argumentos penso, realmente, como não amar uma escola assim? Você não paga para estudar, as diferenças inexistem do portão a dentro e além de tudo você é integrado a todas as atividades interessantes e dignificantes.

Acredito que o Colegião possuía muros ou grades, mas parecia uma escola aberta, aquela em que os alunos possuem voz ativa e oportunidade de construírem e modelarem, afinal de contas, os mesmos são os sujeitos ativos da educação.

Nos dias de hoje, como professor da escola, percebo que as coisas mudaram ou deixaram de funcionar como antigamente, assim como na maioria das escolas as atividades dinâmicas e todas as coisas “Legais” da escola sumiram, com isso, temos feiras que reproduzem conhecimentos básicos e aulas torturantes em sala de aula, ah, e o método avaliativo? Quantitativo e idêntico ao do século XIX.

Mudam-se os personagens, mas a história é sempre a mesma, podendo ser contada de maneira distinta, contudo sempre com o mesmo final.
Os grêmios e demais atividades parecem pura perda de tempo nos dias de hoje, e em qualquer escola vemos que a importâncias dos eventos decresceu muito, festas são realizadas para formaturas e melhorias no ambiente escolar, porém sempre se colocam abaixo de quaisquer expectativas.

É fundamental compreendermos que uma escola só se faz com o trabalho comunitário intenso, com a coesão do grupo de professores e com lideranças estudantis significativas, afinal, como podemos cobrar atitudes de direções ou governantes se nem nossa própria cama arrumamos.

Voto por uma educação que resgate as oficinas, onde professores possuem salas próprias e esperem seus alunos, bem utópico, mas fazer o que? Com insônia podemos imaginar muitas coisas mesmo.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ser bem sucedido não é ter um Audi A3 é ter lucidez e não se entregar à estupidez!

No início desta semana ao procurar páginas de bandas que acompanho desde a minha adolescência tive um grande choque, duas delas encerraram suas atividades nesta mesma semana, sempre ouço as mesmas quase que diariamente, principalmente em viagens mais longas.

As referidas são o Scracho e o lendário Forfun, ambas bandas que reproduziram por décadas no mercado independente a real cena do underground brasileiro, e não escondo que sou fã delas desde que as conheci, são bandas que começaram no hardcore, estilo que ficou mais conhecido como Emocore por conta de reportagens babacas e desastrosas da rede Globo.

O que o fim destas bandas representam, afinal? No meu caso morrem ícones da minhas adolescência, afinal, por vezes fiz trabalhos escolares e de faculdade nas madrugadas embalado por sons destes caras, sem dúvidas algumas foram grandiosos no que produziram, mesmo que o reconhecimento seja restrito a poucos indivíduos.

Jamais negaria minhas raízes e meus gostos musicais por modismo e confesso que Scracho e o Forfun deixarão em meu coração uma imensa lacuna musical, primeiro porque vários momentos e vivências foram embalados por músicas compostas por estes rapazes, mesmo que com melodias simples e com instrumentais "manjados" sempre me convenceram a valorizar a vida e jamais desistir de meus sonhos.

Várias pessoas ao lerem este breve texto devem imaginar com facilidade o seguinte:
-Mas olha só, logo ele fã de bandas de tipo?

Sim, bandas que me acompanham desde os meus 15 ou 16 anos de idade e como sempre reitero, não gosto de música, gosto somente do que sempre ouvi, o velho e bom hardcore, aquele que gera inspirações contestadoras e que por vezes me consolou em situações que eu me encontrava no fundo do poço.

Por fim, como um fã assíduo do humor crítico do Forfun, não posso deixar de fazer uma menção estratosférica a esta banda, a mesma que sempre apareceu como um ícone em provas que desenvolvi, seja sobre questões ambientais ou até mesmo nos rumos que o consumismo conduz nossa sociedade.

Muito obrigado Forfun e Scracho, que este adeus seja somente um até logo!


Nasce de você a revolução
Sufocada atrás da inércia
Amplifique a forma de pensar
Palmas pra você
Que ainda acredita na vitória
E os que são de paz
Não desiste dos seus ideais
Ser bem sucedido
Não é ter um Audi A3
É ter lucidez
E não se entregar à estupidez


Ainda falta o sol se pôr
E assim é o paraíso
A onda bate e eu vejo você
A energia que ficou
Reflete o seu sorriso
E eu preciso te dizer

Tudo o que eu penso. 
Estranho, mas já que é assim
Eu vou até o fim pra te convencer