Mostrando postagens com marcador Realização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Realização. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Um sonho realizado! Somos gigantes!

Realmente foi uma grande conquista, daquelas que ficam marcadas na memória de qualquer sujeito, afinal, não é todo dia que uma equipe com pouco mais de seis meses de treino desafia seus próprios limites e galga um lugar entre os melhores.

O dia era 13 de Agosto, um sábado ensolarado, com um frio maroto de um falso inverno. Desde cedo todos os garotos do projeto “Futsal no Colegião” já mostravam empolgação por este tão famoso torneio, pois ali teriam a chance de mostrar a todos que superaram suas deficiências físicas e técnicas. Tinham a real oportunidade de calar críticos e de levar mais longe o nome de sua escola amada...

Mas nem tudo é perfeito...

Para começo de conversa, devemos situar o leitor que todo este texto relata uma verdadeira odisséia de 10 grandes guerreiros, jovens, porém com fome de vitória! Outra informação relevante é que estavam em ambiente hostil, diante de experientes equipes.
O sorteio das chaves já foi ingrato conosco, nossa comissão técnica previa o pior, era quase um fato consumado que seríamos os grandes azarões da competição, acho que só nós (Rodrigo e Lucas Cechinel – O narrador desta história) acreditávamos de fato que poderíamos surpreender de alguma forma.

Realmente era um bicho de Sete-cabeças...

Começamos mal, da pior maneira possível, jogando um futsal morno, diferente do que estávamos praticando e treinando, por alguns minutos parecíamos crianças diante de adversários gigantescos, e já saímos com uma derrota logo de início, 1 a 0 com cheiro de quase goleada, Alexandry nos salvou! Ahh, São Alexandry, impediu o pior!

O choque de realidade era cada vez mais vistoso quando entramos em quadra pela segunda vez, e diante de um adversário de marcação conservadora, até saímos na frente.

Enganados por novos erros consecutivos e uma falsa confiança, sucumbimos diante de um time relativamente fraco, ora, o porquê julgá-lo fraco? Nós conhecíamos nosso potencial, tínhamos obrigação de mostrar mais que isso!

Mas...Não mostramos!

Novamente um balde de água fria, e mais um 3 a 2 com cara de goleada, desta vez ambos os goleiros nos salvaram! Só Alexandry e Deivid para evitar tamanho desastre!
E o estudo de tabela começou...E teve que continuar até o fim!

Rodrigo e eu conversávamos muito, era uma preocupação eminente, pois estávamos praticamente eliminados, consolamos nossos rapazes dizendo que aquilo era um teste e que outras oportunidades ainda viriam. É fato que sentíamos uma dor insuportável, talvez vontade de sumir, um sentimento de fracasso e uma amargura descabida!

Mas, levantamos a cabeça e fomos para o jogo mais difícil da primeira fase, ainda flertando com a terceira colocação do grupo, para assim sonhar com uma repescagem.

O Time adversário tinha nomes conhecidos do futsal criciumense, grandes jogadores, campeões por diversas ocasiões de campeonatos de grande magnitude! Rodrigo e eu estávamos preocupados.

A partida iniciou e o invicto adversário sobrou em quadra, marcou primeiro e muito pressionou! Mas, crescemos! E fomos com todas as forças pra cima deles, resultando em um belo gol de empate de Guilherme, este que neste momento se consolidava como um dos grandes nomes do torneio... Mas ainda era insuficiente...

O jogo virou, acredite!

Sim caro leitor, viramos este jogo, e com um milagroso gol já nos instantes finais saímos vencedores do duelo mais difícil que esta equipe já enfrentou! Milagre? Sei lá! Eu sei é que ganhamos, e comemoramos como se fosse um título!

Mas, dependíamos de outras equipes para consolidarmos nossa classificação e o resultado que nos afetaria era improvável, afinal, dependíamos de um empate ou derrota deste grande time que havia perdido pra nós outrora.

Unidos às meninas do projeto, que, diga-se de passagem, foram essenciais para esta conquista, montamos uma verdadeira torcida organizada e a todo ataque deste time, montávamos uma verdadeira legião de adeptos às vaias! E deu certo! Saímos em direção aos nossos “Aliados” e responsáveis pela nossa classificação e os abraços e comemoramos muito! Foi um 0 a 0 suados, nós estávamos aflitos!

A partir daquele momento passamos a acreditar!

Sim, passamos a crer mais em nossa equipe, e na repescagem, tida como quarta-de-final enfrentamos um velho conhecido de muitos que estão no time, o “Não vai cego”, clube campeão do ano anterior.

Em um jogo bastante disputado e com um excelente desempenho, despachamos os ex-campeões, foi 2 a 1 com gosto de goleada, sobramos em quadra. Rodrigo já ausente por compromissos com certeza vibrava a cada novidade enviada por nossas meninas.

Eu já não imaginava outra coisa, à beira da quadra já pressentia que estaríamos entre os finalistas, tudo o que eu e o treinador havíamos solicitado em jogos anteriores estava sendo executado, e com verdadeira primazia!

Insistentemente “Cantei” o jogo, conhecia o adversário, e deu certo! Os nossos garotos jogaram muito, muito mesmo!



O Maior desafio ainda estava por vir!

Rodrigo e eu éramos taxativos, desejávamos a final, queríamos um novo jogo de camisas completo, era nosso objetivo. A semifinal era o jogo mais importante pra nós, talvez do ano todo!

E jogamos contra o “Bagunças”, uma verdadeira reunião de bons jogadores acostumados com a quadra e com o ambiente de competições!

E foi um mais um jogo muito tenso! Nossa! Sentia a tensão no olhar de todos, e repassei o máximo de confiança aos jogadores, estes que até aqui executavam cada comando meu e de Rodrigo com absoluta perfeição, era um orgulho de se ver jogar!

E diante de um jogo difícil, em que as estrelas de Alexandry, Guilherme e Eduardo brilharam muito, saímos com empate! Bruno e Kelvin guardavam nossa defesa como verdadeiros leões, apoiando o ataque como podiam!

O inevitável ocorreu, fomos aos pênaltis, coisa que Rodrigo e eu trabalhamos muito duro com todos, já ficamos quase um dia todo só fazendo isso, e com absoluta tranqüilidade triunfamos diante de uma situação completamente adversa!

Era visível que atrás do gol os nossos atletas eram xingados, menosprezados e pouco contavam com algum apoio! Alexandry ficou “Frio”, e espantou os batedores! Coube a Guilherme, Eduardo e Bruno estufarem as redes! As meninas gritavam e eu, bem eu...Chorava!

Sim, creio que todos ficaram emocionados, era uma imenso passo pra quem chegou como chacota ou “Patinho feio” de uma grande competição! Fui às lágrimas pensando em todas as barreiras que já rompemos tocando este fabuloso projeto de futsal!

Gostaria imensamente de agradecer ao nosso treinador Rodrigo Leandro, que juntamente aos atletas Kelvin e Guilherme, acreditaram desde o início neste sonho “Louco” que tive há tempos atrás!

Afinal, quem aqui trabalharia gratuitamente terças, quintas à noite e sábados pela manhã? Quem aqui pintaria quadra ou buscaria orçamentos de bolas baratas até em outros municípios? Só os amigos verdadeiros, podem ter certeza!

A foto que representa o meu choro, este consolado pelo atleta Alison Demetrio só demonstra a união e coesão que tivemos nestes últimos dias!
São 12 atletas, infelizmente nem todos puderam participar desta conquista, mas também venceram conosco!



Em um ano atribulado, e com vários dilemas, consegui respirar fundo e dizer que conduzimos um projeto de vencedores, de atletas vencedores! Rapazes que entraram como meninos e hoje saem como homens!

Superamos críticas, desconfianças e muitos comentários maldosos, mas hoje podemos afirmar, somos realmente vencedores!

Obrigado a todos os atletas! Alexandry, Deivid, Eduardo, Bruno, Kelvin, Guilherme, Alison, Richard, Kenny e Christian, e também uma menção honrosa aos ausentes Samuel e Murilo e ao Auxiliar técnico, neste torneio, Otávio Augusto.

Um agradecimento maior à direção da escola que apoiou todo este projeto desde o início e também ao meu grande amigo e treinador desta equipe, Rodrigo Leandro, que merece ser saudado por todos por sua grande iniciativa de acreditar em nosso time!

Curta o vídeo deste grande momento!

Valeu rapazes, até a próxima conquista! O Colegião é gigante de novo!

Como foi dito...Que não vai dar o quê!

Um imenso abraço!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

São os lances da vida!

Jamais me esqueço! Tratava-se de uma tarde ensolarada, novembro de 2015! Estava chegando de mais um dia intenso de trabalho, não era um dia comum e sabia disso desde o início do mês. 

Chegava em casa esperando notícias de uma consulta da minha mãe, uma das poucas que não consegui ir nos últimos anos, estava tenso na escola que lecionava, era visível que não era um dia como outro qualquer.

Cheguei pontualmente, como de costume, Às 17h10, e lá estava parte de minha família reunida, meu irmão e mãe pai conversavam, resolvi esperar uns minutos até intervir, e quem me conhece sabe que isso foi sacrificante, pois realmente sou muito metido e ansioso. Resolvi questionar logo meu irmão, este que foi em meu lugar nesta decisiva consulta da minha mãe, e o mesmo foi enfático..

- A mãe realmente está com câncer, Lucas!

Pensei por uns 3 ou 4 segundos, não mais que isso, juro! E Logo dei veredito:

- Agora vamos buscar o melhor tratamento, deve estar em uma fase inicial, temos que nos unir e correr contra o tempo.

Meu irmão confirmou, realmente era o estágio inicial da doença, e a médica (Mastologista) foi determinante ao dizer que os riscos seriam baixos se tudo (exames e consultas com especialistas) fosse resolvido rapidamente.

Com um largo sorriso afirmei que resolveríamos tudo com a maior rapidez possível, tranquilizando assim meus pais, no mesmo dia fui com meu irmão ao posto de saúde para vermos os primeiros papéis da cirurgia que minha deveria fazer, e todo o processo já começou a progredir desde aquela tarde ensolarada.

Mas... Confesso que:

Escondi minha angústia momentaneamente, pois sabia que desde aquele momento muitas coisas mudariam em nossa casa, em nossas vidas. No mesmo dia resolvi parar, refletir e repensar muitas vezes a situação que passaríamos a enfrentar, já imaginava que estávamos lidando apenas com a ponta do iceberg.

Não foi um final de ano positivo, e nem um pouco agradável! Era impossível não reparar que eu ficava cada vez mais ansioso e tenso com todos os procedimentos e desafios que via minha mãe enfrentar, achava injusto a todo o momento ver o quanto a mesma se desgastava com intensos exames, que na maioria das vezes eram desconfortáveis e dolorosos, sofria junto, eu confesso.

Por vezes preferi não externalizar meu sofrimento, talvez minha impotência, estava ali o momento mais difícil da minha vida! Sabia que para dar um conforto maior para meus pais, teria que abrir de muitas coisas, até de atividades que tanto amo.

A vida tem que seguir...

A primeira atitude que tive, foi correr atrás de tudo o que facilitasse a vida da minha mãe, e uma delas seria abdicar de minhas aulas de Geografia, algo que foi tão doloroso quanto levar uma facada no peito, doeu e dói demais até hoje...

Mas sabia que seria por um bem maior, poderia assim levar minha mãe nas sessões de radioterapia, ela se sente melhor comigo ao lado, e era o mínimo que eu poderia fazer diante de todo amor, carinho e dedicação que ela teve ao me criar. E digo que jamais me arrependo do que fiz, faria tudo de novo mais um "Zilhão" de vezes.

Foram mais dois meses de idas e vindas diárias de casa pro Colegião, do Colegião pra casa, de casa para o hospital, do hospital pra casa e por fim de casa para o Colegião.

Às vezes refletia muito sobre tudo o que estava acontecendo, do cansaço que via minha mãe transparecer (mesmo sempre conservando um imenso sorriso), e diante de tudo isso não conseguia ter tempo para chorar ou me desesperar, sempre tentei ser uma rocha sólida ao seu lado, lhe repassando a maior segurança possível.

Sempre conservar pai e mãe...

É  sabido por todos! Pai e mãe valem todo esforço, sangue ou coração! E mesmo com o tratamento ainda andamento, já vencemos várias batalhas! Já passamos por uma cirurgia, 30 sessões de radioterapia, minha mãe continua com a quimioterapia via oral, ainda tem de passar pelo oncologista... Talvez tenha que retornar mais algumas vezes para alguns procedimentos...

Afirmo que nestes últimos 9 meses eu tenha envelhecido uns 5 anos, foram noites mal dormidas, ansiedade e preocupações a flor da pele a todo o momento, contudo também ficou claro que aprendi muito com tudo isso!

Passei a dar mais valor para minha família, principalmente aos meus pais! Nada me deixava mais feliz que ver o Ânimo de minha mãe e o "Gás" do meu pai, que sempre me deixou seguro cobrindo minha sonolência e cansaço deste período.

Finalizo agradecendo a todos pela leitura e deixando esta foto que simboliza toda minha alegria por mais uma batalha vencida!












segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Do alto dos meus vinte e seis!

Do alto dos meus vinte e seis já percebo que o fôlego não é o mesmo de outrora...

Do alto dos meus vinte e seis já me considero velho para algumas atividades e novo demais para outras...

Do alto dos meus vinte e seis já sei que minha paciência não é mais a mesma...

Do alto dos meus vinte e seis já percebo que estou sendo ultrapassado por novos talentos em qualquer uma das atividades que me considerava o “Tal”...

Do alto dos meus vinte e seis ainda resisto ao vício do celular, mas também não sei até quando...

Do alto dos meus vinte e seis já não cometo mais os mesmos erros de antigamente...

Do alto dos meus vinte e seis percebo que até bem pouco tempo atrás eu completava 15 e jurava jamais chegar aos 30...

Do alto dos meus vinte e seis percebo que já estou mais para um trintão do que para um juvenil de 17...

Do alto dos meus vinte e seis percebo que meus sonhos aos poucos estão se concretizando, e que tudo o que desejo aos poucos vem se realizando...

Do alto dos meus vinte e seis já não gosto mais de agitações, som alto e zoeiras, prefiro descansar ou até mesmo praticar esporte...

Do alto dos meus vinte e seis conquistei várias formações em diferentes áreas...

Do alto dos meus vinte e seis ainda não me tornei ranzinza...

Do alto dos meus vinte e seis posso perceber que faço o que amo...

Do alto dos meus vinte e seis ainda teimo em torcer fanaticamente pelo Criciúma Esporte Clube...

Do alto dos meus vinte e seis ainda me considero um adolescente e uso o corte de cabelo como tal...

Do alto dos meus vinte e seis ainda não venci completamente o TOC...

Do alto dos meus vinte e seis ainda estudo e leio nas madrugadas mesmo sabendo que isso me deixa cansado no dia seguinte...

Do alto dos meus vinte e seis ainda leio vários artigos da Wikipédia sem relevância nenhuma...

Do alto dos meus vinte e seis ainda lembro-me do título de futsal da 3ª série como se fosse ontem, mas já faz 16 anos...

Do alto dos meus vinte e seis ainda acordo de bom humor...

Do alto dos meus vinte e seis posso contar os verdadeiros amigos com as mãos...

Do alto dos meus vinte e seis ainda lembro o nome da imensa parte dos meus alunos...

Do alto dos meus vinte e seis percebo que o maior tesouro que possuo é minha família...

Do alto dos meus vinte e seis ainda falo com gatos...

Do alto dos meus vinte e seis percebo que além de falar com gatos, falo sozinho e isso é corriqueiro...

Do alto dos meus vinte e seis ainda escuto as mesmas músicas de quando eu tinha dezesseis...

Do alto dos meus vinte e seis percebi que alguns simplesmente somem...

Do alto dos meus vinte e seis acumulei incontáveis erros, mas aprendi com a maioria deles...

Do alto dos meus vinte e seis já sei que não posso mais desperdiçar um só segundo...

Do alto dos meus vinte e seis já decepcionei muita gente, mas também arranquei inúmeros sorrisos de várias...

Do alto dos meus vinte e seis e nada mais...



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ser bem sucedido não é ter um Audi A3 é ter lucidez e não se entregar à estupidez!

No início desta semana ao procurar páginas de bandas que acompanho desde a minha adolescência tive um grande choque, duas delas encerraram suas atividades nesta mesma semana, sempre ouço as mesmas quase que diariamente, principalmente em viagens mais longas.

As referidas são o Scracho e o lendário Forfun, ambas bandas que reproduziram por décadas no mercado independente a real cena do underground brasileiro, e não escondo que sou fã delas desde que as conheci, são bandas que começaram no hardcore, estilo que ficou mais conhecido como Emocore por conta de reportagens babacas e desastrosas da rede Globo.

O que o fim destas bandas representam, afinal? No meu caso morrem ícones da minhas adolescência, afinal, por vezes fiz trabalhos escolares e de faculdade nas madrugadas embalado por sons destes caras, sem dúvidas algumas foram grandiosos no que produziram, mesmo que o reconhecimento seja restrito a poucos indivíduos.

Jamais negaria minhas raízes e meus gostos musicais por modismo e confesso que Scracho e o Forfun deixarão em meu coração uma imensa lacuna musical, primeiro porque vários momentos e vivências foram embalados por músicas compostas por estes rapazes, mesmo que com melodias simples e com instrumentais "manjados" sempre me convenceram a valorizar a vida e jamais desistir de meus sonhos.

Várias pessoas ao lerem este breve texto devem imaginar com facilidade o seguinte:
-Mas olha só, logo ele fã de bandas de tipo?

Sim, bandas que me acompanham desde os meus 15 ou 16 anos de idade e como sempre reitero, não gosto de música, gosto somente do que sempre ouvi, o velho e bom hardcore, aquele que gera inspirações contestadoras e que por vezes me consolou em situações que eu me encontrava no fundo do poço.

Por fim, como um fã assíduo do humor crítico do Forfun, não posso deixar de fazer uma menção estratosférica a esta banda, a mesma que sempre apareceu como um ícone em provas que desenvolvi, seja sobre questões ambientais ou até mesmo nos rumos que o consumismo conduz nossa sociedade.

Muito obrigado Forfun e Scracho, que este adeus seja somente um até logo!


Nasce de você a revolução
Sufocada atrás da inércia
Amplifique a forma de pensar
Palmas pra você
Que ainda acredita na vitória
E os que são de paz
Não desiste dos seus ideais
Ser bem sucedido
Não é ter um Audi A3
É ter lucidez
E não se entregar à estupidez


Ainda falta o sol se pôr
E assim é o paraíso
A onda bate e eu vejo você
A energia que ficou
Reflete o seu sorriso
E eu preciso te dizer

Tudo o que eu penso. 
Estranho, mas já que é assim
Eu vou até o fim pra te convencer







sexta-feira, 10 de abril de 2015

Minha vez de ser maior que as muralhas!

Já no fim do ano de 2013, tomei uma decisão no mínimo inusitada, cursar mais uma especialização. Nesse momento cursava uma nova graduação, a de Informática, porém ainda me sentia cru e vazio no tocante À EJA (Educação de Jovens e Adultos) e necessitava direcionar meus estudos para esta área em respeito ao meu público - alunos do SESI.

Sabia que seria um desafio enorme, afinal, lecionava em várias escolas e tinha de reservar a terça-feira especialmente para o curso. E pasmem, minha vaga somente apareceu para um pólo distante - Praia Grande. Sim, toda terça-feira eu deveria ir a Praia Grande e depois lecionar ao chegar em Criciúma.


"Eu odiava cada minuto dos treinos, mas dizia para mim mesmo: Não desista! Sofra agora e viva o resto de sua vida como um campeão."

Muhammad Ali

Mesmo assim, fui persistente! Topei ir sozinho. Inicialmente outros colegas se dispuseram a ir, os planos foram adiados e acabei permanecendo só. Entretanto, acabei indo em frente, já conhecia a região, embora tivesse esquecido do quão distante era do meu ninho – Criciúma.

E as aulas foram “rolando” comecei a me apaixonar pelo lugar e também me encontrei no curso; estava realmente aprendendo a lidar melhor com a Educação de Jovens e Adultos. Constato que me percebia um profissional mais sensível, dinâmico e completo.

Mas... nem tudo são flores! Em Abril de 2014, com o curso em pleno vapor, fui acometido por algo totalmente inesperado. Envolvi-me em um acidente de trânsito em São João do Sul e, por pouco, não me custou mais que meros danos materiais! Repensei minha trajetória no curso!

Meu carro ficou pronto, e pensei:

- Partiu Praia Grande! Não vou desistir, nunca desisti de nada! 

No início da apresentação!

Ledo engano. No mesmo dia em que meu pobre automóvel saiu da oficina, eu me envolvi em outro acidente; sendo que saí de casa para cobrir gastos do acidente anterior.

Confesso que voltei triste para casa e com metade das peças do meu carro em minhas mãos. As mesmas representavam meu coração naquele momento: algo destruído, destroçado, totalmente despedaçado!

Fiquei realmente sem estrutura alguma, muito abalado e “me escondendo”; não sabia como agir e sequer o que sentir! Minha expressão vitoriosa e sorridente deu lugar a um hegemônico semblante triste.

Mas, conversando com meus pais (A voz a experiência tem valor incalculável!) percebi que não poderia abdicar de meu planos, deveria prosseguir com minha rotina e não me abater, deveria voltar a Praia Grande e concluir meu curso, afinal, estava lutando muito por isso, e sempre mostrava interesse e bom desempenho nas avaliações e atividades propostas.
Fonte:http://paulgettynascimento.blogspot.com.br/2012/02/nunca-desista-mermao-charge-humor.html

Decidi regressar e, posteriormente, fiz a reposição da aula perdida. Contudo,  sempre temendo que novos episódios ocorressem, afinal, rodovias movimentadas e perigosas atreladas ao meu cansaço poderiam ser uma combinação fatal.




"Não desista, vá em frente. Sempre há uma chance de você tropeçar em algo maravilhoso. Nunca ouvi falar em ninguém que tivesse tropeçado em algo enquanto estava sentado."

Charles F. Kettering

Todavia, no fim de ano passado, concluí todas as disciplinas e, com isso, fui habilitado a começar a monografia e o artigo de conclusão de curso. E com o auxílio da minha orientadora Tania Cordova e da minha supervisora Simoni Miguel Gonçalves, tudo se tornou realidade. No dia de hoje, 10 de abril de 2015,  apresentei meu artigo o qual foi aprovado por uma exigente banca de um gabaritado instituto federal, o IFSC.

Para alguns leitores esta conquista pode parecer pequena, talvez simplória, contudo a valorizo muito, pois foram, em meus cálculos, mais de 10.000 km percorridos nestes quase dois anos de curso, com vários prejuízos mas com amizades e um resultado muito bem alicerçado na persistência.

Na imagem: Tutora Fabricia, Lucas Cechinel da Rosa, Silvia (Coordenadora do polo) e Simoni.

Afirmo que jamais fui teimoso, mas sim persistente! Fui até o fim, superei limites, neguei impossibilidades e trabalhei com a realidade, realizei um sonho e conquistei mais um dos meus objetivos...

E agora? Agora é o momento correto de comemorar e rumar novos mares, buscando sempre me desprender da calmaria e do comodismo!

Agradeço a todos que prestigiaram minha apresentação ou me acompanharam nesta caminhada!

Menções honrosas Às seguintes pessoas:

Minha família e minha namorada Larissa Silveira;
Tania Cordova (Orientadora);
Simoni Miguel Gonçalves (Banca);
Meus grandes amigos Gio Silva e Elaine Banhara!

Chegou a hora de ser
Maior que as muralhas
Tentarão me prender
Em vão
A gente pode crescer
Perdendo a batalha
Não deixe a vida escorrer das mãos
[...]
Chegou à hora de ser
Maior que as muralhas
Tentarão me apagar
Com escuridão
A gente aprende a viver
No fio da navalha
De que adianta viver em vão




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Chegou a minha vez!

Era exatamente fevereiro de 2001, naquele ano eu iniciava uma nova etapa, saía de minha antiga escola Fiorento Meller e também do primário. Meu destino estava selado, partiria para a Escola de Educação Básica Irmã Edviges, maior instituição escolar de minha região.

Coitada da minha mãe! Ela ficou horas em uma fila esperando limitadas vagas que eram disponibilizadas na época, porém, graças a sua paciência consegui entrar nesta escola em que também estudaram meus irmãos.

Desde o primário, mais precisamente na 3ª série, já sabia o que queria ser quando mais velho: Geógrafo e professor de Geografia, e minha primeira professora nesta nova escola foi uma senhora muito simpática e atenciosa, a Dona Zilma, e através dela ganhei mais gosto pela leitura de cunho geográfico e também por fenômenos climáticos, ela era uma ótima professora, cativava a todos.

"Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda."
Paulo Freire.

No decorrer da minha trajetória na escola me deparei com excelentes professores, da área de Geografia posso citar Dona Sandra e Pablo, este último extremamente conectado à Astronomia, com isso nossa identificação foi instantânea.

Formei-me no ano de 2007, optei por não participar da formatura, pois tinha o desejo de fazer o vestibular no mesmo ano, e infelizmente na época as condições somente me permitiam escolher um dos dois, contudo já no fim de minha trajetória no Irmã Edviges percebia um claro sucateamento da minha escola, sim, após tanto tempo posso chamá-la assim.

"Mudar é difícil, mas é possível."
Paulo Freire.

O Sucateamento que me refiro não era somente estrutural, afinal, por vezes a escola caminhou de maneira incorreta e “espantou” seus alunos, isso também é refletido nas condições atuais de nossa escola, que apesar de contar com uma estrutura física bastante chamativa, possui menos da metade dos alunos que possuía em 2007.

Regressei ao Irmã Edviges no ano de 2011, fiz meu terceiro estágio da faculdade na escola, e Pablo foi meu companheiro neste momento, muito discutimos sobre as condições da escola na época, uma realidade medonha e que só piorava com o passar dos dias. Portas rangiam, lâmpadas não eram trocadas e o básico não era oferecido. Professores guerreiros pareciam se desdobrar para oferecer qualidade, mas era difícil e eu compreendo.

"O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender."
Janoí Mamedes

No ano de 2014, já distante do Irmã Edviges percebi que muito se lutou para a transformação física da escola, a comunidade se engajou e tudo começou a ocorrer, a reforma foi um pontapé inicial de um possível resgate do nome da escola, que mais era conhecida por possuir uma infraestrutura inferior às vizinhas.

No fim de 2014 em meio à ausência de aulas para minha carga horária na Escola Sebatião Toledo dos Santos fui orientado a procurar aulas em outras escolas da região, e pasmem, entre as opções possíveis estava o Irmã Edviges, resolvi voltar para a escola, percebi que meus professores estavam todos lá, mudanças mínimas ocorreram, alguns novos chegaram, assim como foi meu caso no Colegião.

"O impossível não é um fato: é uma opinião."
Mario Sergio Cortella

Neste ano, talvez o meu único de Irmã Edviges (como professor) tentarei ao máximo levar qualidade para meus alunos, afinal, por anos fui concebido com ótimos professores, devo muito a esta instituição! Tenho uma chance que talvez seja única, a de retribuir com boas aulas e aprendizagem na minha disciplina.


Hoje, percebo que tenho uma missão, pois não estou entrando em uma escola qualquer! Estou regressando à minha casa, ao meu lar educacional, local onde fui escolarizado e muito aprendi! 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Choro em pensar que o tempo não volta! Um adeus de 201 a 209!

Nestes dias me peguei olhando para o céu, era um dia chuvoso do mês de setembro, e parei para pensar que tudo aquilo que estávamos construindo teria um fim, pois a única coisa que sabemos é que o “Fim é uma certeza”, pensei muito sobre toda a caminhada que um ano letivo traz, de todos os risos e aulas que se vão, de todas as brincadeiras e questionamentos que se perdem ao léu, mas para imaginar que nada foi vão, penso que valeu a pena cada noite que perdi estudando para ser aprovado no concurso e ter uma boa colocação, talvez se fosse algum sujeito relapso, jamais tivesse o prazer de conhecer todos estes amigos que fiz neste ano, amigos a quem tive o prazer de trazer conhecimentos relacionados à Geografia.

Com traços de tristeza escrevo mais este texto, afinal, mais um ano letivo que se vai, e mais alunos e parceiros de aprendizagem que seguem novos rumos, sabe-se que o tempo passa e ciclos se fecham para outros se abrirem, é comum para seres humanos, temos que encarar este fato!
"O importante é o que importa"

Neste ano fiz minha estreia no Colegião, onde talvez eu passe pelo menos uns 30 anos de minha vida, e como se sabe, toda estreia é marcada por nervosismo e também por angústias, mas, ao contrário do que eu imaginava, tudo decorreu da melhor maneira, fui bem recebido e vi que tinha o privilégio de ter excelentes companhias, alunos compromissados e interessados em aprender cada vez mais!

Já no fim do primeiro bimestre sabia que tinha verdadeiras joias em minhas mãos, por isso deveria atuar com perspicácia para lidar e estar à frente da disciplina de Geografia, que a maioria não se interessa muito, confesso. Já no início do ano propus uma experiência nova para avaliações, e resolvi valorizar o que o aluno pode construir fora de sala de aula, e trouxe o método de avaliações online, que inicialmente foi alvo de resistências, porém, como se sabe, foi abraçado e aclamado por grande parte dos alunos, que perceberam o quão trabalhoso é inovar!

A inovação pode custar caro também, pois diante de uma situação de fornecimento de materiais de pouca qualidade, resolvi investir em meus alunos, e trouxe o DataSHow para sala de aula, também resolvi fazer publicações em um blog para direcionar os conteúdos, perfazendo assim um trabalho mais que dobrado! Mas que valeu a pena, muito mesmo, pois sei que cada aluno que passou por minhas aulas foi especial!

"PESSOAL!"

Já neste fim de ano posso afirmar que tive um ano maravilhoso, e em nenhum momento desanimei ou fiquei desapontado com meus brilhantes alunos, afinal, poucos ficaram em prova final, e dos que ficaram os índices necessários para a aprovação são baixos, o que me deixa muito feliz e satisfeito!

Como professor errei muito, e talvez tenha ficado devendo em muitos aspectos, porém posso afirmar sem dúvidas alguma que me doei ao máximo e sempre lutei para equipararmos o nível da disciplina de Geografia a qualquer outra escola da região, principalmente as famigeradas particulares! Desse debate criei um bordão, “Aqui o ensino é forte”, justamente para valorizar ainda mais o esforço de meus pupilos!

Peço desculpas por equívocos e lacunas que não preenchi, também reitero que as várias brincadeiras que fiz enquanto lecionei fazem parte de um ponto de vista estratégico de ensino, visando sempre a aprendizagem de todos! Saliento que jamais me exaltei no Colegião, não por méritos meus, mas sim por possuir alunos que realmente demonstram respeito pela disciplina e por mim.

"Te levo comigo"

Neste ano vivi momentos marcantes, e agradeço todas as turmas pela tamanha receptividade, e também por compreenderem meu jeito descontraído de ser, também lembro que as palavras desconhecidas ou mais “Difíceis” que colocava no quadro ou em provas, são meramente termos que gostaria que vocês conhecessem, pois como sempre disse, é papel da Geografia estar próxima de todas as outras disciplinas.

Lembro a todos dos jogos, e do absoluto orgulho que tive de minha regência, a 207, turma unida que conquistou medalhas no futsal e fez bonito honrando toda nossa relação construída, e deixo meus parabéns a todos que fizeram parte daquele emocionante evento, e como muitos lembram, eu vibrava com as vitórias de todas as minhas turmas, como se estivesse jogando ou torcendo por amigos, que é o que meus alunos representam pra mim, amigos!

"Aqui o ensino é forte"

Neste ano também construí com meus alunos uma relação que transcendia a relação comum de sala de aula, onde o professor detém o saber e apenas “Repassa” tudo o que tem que repassar e ponto final, quis mostrar que sim, podemos ser amigos e ao mesmo tempo aprender juntos vários conteúdos, alguns bem chatos, mas alguns até que legais! Haha!


"Hoje é um dia muito especial, tem aula de Geografia"

Por fim, deixo meu agradecimento mais sincero a todos que fizeram parte deste ano, saibam que estarão sempre em meus pensamentos, e espero estar próximo de vocês sempre, aplaudindo cada conquista que obterem, que quando precisarem de uma mão estarei lá para ajudar, pois amigos são para isso mesmo!

"Porque eu já escrevi um livro..."

Saibam que lamento muito não continuar nesta caminhada com vocês, gostaria muito de acompanhá-los no terceiro ano, o ano que mais envolve escolhas, acho que poderia contribuir muito, mas como disse, nem sempre as coisas saem como esperamos ou desejamos e os ciclo possuem um início, um meio e um fim, espero encontrar-lhes, afinal, o mundo é pequeno demais para quem sonha muito.

Choro em pensar que o tempo não volta, e que tudo tem que obrigatoriamente ficar para trás!



Abraços fraternos do Prof. Galã.


A luz do sol chegou a me cegar


Depois de tanto tempo sem sair pra andar

na rua em que eu cresci



Tem cantos que eu não consegui rever

Impressos na memória e lembrando porque

Eu tive que partir dali


Sobreviver e acreditar
Que no final
A verdade vai prevalecer

E ninguém vai me derrubar
Nem todo o mal desse mundo
vai me enfraquecer