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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Um sonho realizado! Somos gigantes!

Realmente foi uma grande conquista, daquelas que ficam marcadas na memória de qualquer sujeito, afinal, não é todo dia que uma equipe com pouco mais de seis meses de treino desafia seus próprios limites e galga um lugar entre os melhores.

O dia era 13 de Agosto, um sábado ensolarado, com um frio maroto de um falso inverno. Desde cedo todos os garotos do projeto “Futsal no Colegião” já mostravam empolgação por este tão famoso torneio, pois ali teriam a chance de mostrar a todos que superaram suas deficiências físicas e técnicas. Tinham a real oportunidade de calar críticos e de levar mais longe o nome de sua escola amada...

Mas nem tudo é perfeito...

Para começo de conversa, devemos situar o leitor que todo este texto relata uma verdadeira odisséia de 10 grandes guerreiros, jovens, porém com fome de vitória! Outra informação relevante é que estavam em ambiente hostil, diante de experientes equipes.
O sorteio das chaves já foi ingrato conosco, nossa comissão técnica previa o pior, era quase um fato consumado que seríamos os grandes azarões da competição, acho que só nós (Rodrigo e Lucas Cechinel – O narrador desta história) acreditávamos de fato que poderíamos surpreender de alguma forma.

Realmente era um bicho de Sete-cabeças...

Começamos mal, da pior maneira possível, jogando um futsal morno, diferente do que estávamos praticando e treinando, por alguns minutos parecíamos crianças diante de adversários gigantescos, e já saímos com uma derrota logo de início, 1 a 0 com cheiro de quase goleada, Alexandry nos salvou! Ahh, São Alexandry, impediu o pior!

O choque de realidade era cada vez mais vistoso quando entramos em quadra pela segunda vez, e diante de um adversário de marcação conservadora, até saímos na frente.

Enganados por novos erros consecutivos e uma falsa confiança, sucumbimos diante de um time relativamente fraco, ora, o porquê julgá-lo fraco? Nós conhecíamos nosso potencial, tínhamos obrigação de mostrar mais que isso!

Mas...Não mostramos!

Novamente um balde de água fria, e mais um 3 a 2 com cara de goleada, desta vez ambos os goleiros nos salvaram! Só Alexandry e Deivid para evitar tamanho desastre!
E o estudo de tabela começou...E teve que continuar até o fim!

Rodrigo e eu conversávamos muito, era uma preocupação eminente, pois estávamos praticamente eliminados, consolamos nossos rapazes dizendo que aquilo era um teste e que outras oportunidades ainda viriam. É fato que sentíamos uma dor insuportável, talvez vontade de sumir, um sentimento de fracasso e uma amargura descabida!

Mas, levantamos a cabeça e fomos para o jogo mais difícil da primeira fase, ainda flertando com a terceira colocação do grupo, para assim sonhar com uma repescagem.

O Time adversário tinha nomes conhecidos do futsal criciumense, grandes jogadores, campeões por diversas ocasiões de campeonatos de grande magnitude! Rodrigo e eu estávamos preocupados.

A partida iniciou e o invicto adversário sobrou em quadra, marcou primeiro e muito pressionou! Mas, crescemos! E fomos com todas as forças pra cima deles, resultando em um belo gol de empate de Guilherme, este que neste momento se consolidava como um dos grandes nomes do torneio... Mas ainda era insuficiente...

O jogo virou, acredite!

Sim caro leitor, viramos este jogo, e com um milagroso gol já nos instantes finais saímos vencedores do duelo mais difícil que esta equipe já enfrentou! Milagre? Sei lá! Eu sei é que ganhamos, e comemoramos como se fosse um título!

Mas, dependíamos de outras equipes para consolidarmos nossa classificação e o resultado que nos afetaria era improvável, afinal, dependíamos de um empate ou derrota deste grande time que havia perdido pra nós outrora.

Unidos às meninas do projeto, que, diga-se de passagem, foram essenciais para esta conquista, montamos uma verdadeira torcida organizada e a todo ataque deste time, montávamos uma verdadeira legião de adeptos às vaias! E deu certo! Saímos em direção aos nossos “Aliados” e responsáveis pela nossa classificação e os abraços e comemoramos muito! Foi um 0 a 0 suados, nós estávamos aflitos!

A partir daquele momento passamos a acreditar!

Sim, passamos a crer mais em nossa equipe, e na repescagem, tida como quarta-de-final enfrentamos um velho conhecido de muitos que estão no time, o “Não vai cego”, clube campeão do ano anterior.

Em um jogo bastante disputado e com um excelente desempenho, despachamos os ex-campeões, foi 2 a 1 com gosto de goleada, sobramos em quadra. Rodrigo já ausente por compromissos com certeza vibrava a cada novidade enviada por nossas meninas.

Eu já não imaginava outra coisa, à beira da quadra já pressentia que estaríamos entre os finalistas, tudo o que eu e o treinador havíamos solicitado em jogos anteriores estava sendo executado, e com verdadeira primazia!

Insistentemente “Cantei” o jogo, conhecia o adversário, e deu certo! Os nossos garotos jogaram muito, muito mesmo!



O Maior desafio ainda estava por vir!

Rodrigo e eu éramos taxativos, desejávamos a final, queríamos um novo jogo de camisas completo, era nosso objetivo. A semifinal era o jogo mais importante pra nós, talvez do ano todo!

E jogamos contra o “Bagunças”, uma verdadeira reunião de bons jogadores acostumados com a quadra e com o ambiente de competições!

E foi um mais um jogo muito tenso! Nossa! Sentia a tensão no olhar de todos, e repassei o máximo de confiança aos jogadores, estes que até aqui executavam cada comando meu e de Rodrigo com absoluta perfeição, era um orgulho de se ver jogar!

E diante de um jogo difícil, em que as estrelas de Alexandry, Guilherme e Eduardo brilharam muito, saímos com empate! Bruno e Kelvin guardavam nossa defesa como verdadeiros leões, apoiando o ataque como podiam!

O inevitável ocorreu, fomos aos pênaltis, coisa que Rodrigo e eu trabalhamos muito duro com todos, já ficamos quase um dia todo só fazendo isso, e com absoluta tranqüilidade triunfamos diante de uma situação completamente adversa!

Era visível que atrás do gol os nossos atletas eram xingados, menosprezados e pouco contavam com algum apoio! Alexandry ficou “Frio”, e espantou os batedores! Coube a Guilherme, Eduardo e Bruno estufarem as redes! As meninas gritavam e eu, bem eu...Chorava!

Sim, creio que todos ficaram emocionados, era uma imenso passo pra quem chegou como chacota ou “Patinho feio” de uma grande competição! Fui às lágrimas pensando em todas as barreiras que já rompemos tocando este fabuloso projeto de futsal!

Gostaria imensamente de agradecer ao nosso treinador Rodrigo Leandro, que juntamente aos atletas Kelvin e Guilherme, acreditaram desde o início neste sonho “Louco” que tive há tempos atrás!

Afinal, quem aqui trabalharia gratuitamente terças, quintas à noite e sábados pela manhã? Quem aqui pintaria quadra ou buscaria orçamentos de bolas baratas até em outros municípios? Só os amigos verdadeiros, podem ter certeza!

A foto que representa o meu choro, este consolado pelo atleta Alison Demetrio só demonstra a união e coesão que tivemos nestes últimos dias!
São 12 atletas, infelizmente nem todos puderam participar desta conquista, mas também venceram conosco!



Em um ano atribulado, e com vários dilemas, consegui respirar fundo e dizer que conduzimos um projeto de vencedores, de atletas vencedores! Rapazes que entraram como meninos e hoje saem como homens!

Superamos críticas, desconfianças e muitos comentários maldosos, mas hoje podemos afirmar, somos realmente vencedores!

Obrigado a todos os atletas! Alexandry, Deivid, Eduardo, Bruno, Kelvin, Guilherme, Alison, Richard, Kenny e Christian, e também uma menção honrosa aos ausentes Samuel e Murilo e ao Auxiliar técnico, neste torneio, Otávio Augusto.

Um agradecimento maior à direção da escola que apoiou todo este projeto desde o início e também ao meu grande amigo e treinador desta equipe, Rodrigo Leandro, que merece ser saudado por todos por sua grande iniciativa de acreditar em nosso time!

Curta o vídeo deste grande momento!

Valeu rapazes, até a próxima conquista! O Colegião é gigante de novo!

Como foi dito...Que não vai dar o quê!

Um imenso abraço!

quinta-feira, 31 de março de 2016

Somos só poeira estelar...

Me livrando das amarras e do pessimismo vinculado à carreira de professor, descrevo com palavras cruas e simplórias mais um episódio que fortalece minha relação afetiva com o ato de ensinar.

Você deve estar se perguntando...Mas e o título, o que tem a ver com a vida de professor?

Lhe digo que tudo, principalmente para quem ama estudos relacionados à Geologia e Astronomia, campos que marcam presença na Geografia, principalmente no ensino médio.Cito também que Carl Sagan é a fonte de toda essa inspiração...

Um livro é a prova de que os homens são capazes de fazer magia.
Carl Sagan

Pois bem, chega de enrolar  conversa...

Nesta semana vivenciei o máximo de interação que um professor pode ter com um pupilo, pelo menos na minha concepção, o ato de repassar um livro! Afinal os mesmos são sinônimos do conhecimento e aprendizagem, e minha experiência foi extremamente significante e emocionante.

Na tarde do dia 30 me despedi do melhor aluno que já lecionei neste 5 anos de profissão, e olha que já lecionei para alunos fantásticos, brilhantes! Mas Mateus de Brida foi substancialmente especial, a cada aula de 2015 me via em um intenso ritmo de estudo, pois sabia que seria sempre desafiado pelos questionamentos propostos por ele.

Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você.
Carl Sagan.

Nesta ensolarada, mas nebulosa tarde do dia 30, Mateus me disse que retornará para seu município de Joinville, de fato compreendi logo de cara o porquê de seu regresso, entendi também que tudo será facilitado em sua vida com esta volta, pois estará próximo de familiares e suporte para se aproximar de seu sonho, a astrofísica.

E onde entro nesta história?

Mateus é um excelente rapaz, um aluno extremamente educado e disciplinado, e forneci neste alguns dos meus melhores livros que relacionam Geografia, Astronomia, Geologia e Astrofísica e o rapaz devorou várias leituras tidas como muito complexas com certa facilidade, destaco sua afeição por um livro em especial, o famoso "Decifrando a Terra", um "Manual" de geociências.

Fonte da imagem: http://seboogeraldo.loja2.com.br/img/d041c40442b1fc4558e8877831a2bf44.jpg

Neste mesmo dia 30, Mateus me entregou os livros, dizendo que tinha sido muito proveitoso ler e construir pesquisas nos mesmos, concordei pois sei bem da qualidade deste materiais, mas fiquei com um imenso peso por ver que ele ainda não havia completado todas essas leitura....

Resolvi executar o mais correto, e repassei o livro "Decifrando a Terra" a ele, como um presente, símbolo de tudo o que vivenciamos como professor e aluno, de nossa relação de troca de informações e questionamentos intensos, sei que ele precisará e usará muito melhor que eu a partir de agora.

Nós somos feitos de poeira de estrelas
Carl Sagan.

É um ato simples, mas encaro como se tivesse passado o bastão, e essa foi a primeira vez que fiz isso, é interessante para alguém como eu, mesmo tão novo se sentir superado, é como se deixasse de ser seu mestre, e me tornasse agora o seu colega, com muita satisfação, lógico.

Encaro este momento de transição como algo único em minha carreira, posso ter a certeza que todos os meus ensinamentos realmente foram efetivos e servis.

O momento mágico, do repasse deste livro não está somente vinculado ao valor financeiro do livro, ou do simples fato de ser um presente, mas como disse, marca uma fase de transição, um recomeço.

Esta lição me deixa ainda mais empolgado e fortalecido! Tenho certeza que todo esforço é válido e cada vez mais tenho certeza que a sala de aula realmente é o segundo lar.

Obrigado, Mateus! Deixo aqui versos que realmente são significante pra mim!

Só pra ver, testemunhar
E nada nesse mundo há de apagar
Pois somos feitos de histórias

Se o mundo lá fora quer te apunhalar
Lembre que seu corpo é só poeira estelar
Tudo que importa é o agora e nada mais

Tudo que nós temos é apenas o que a gente faz...


terça-feira, 1 de março de 2016

A importância do trabalho voluntário - O Futsal Ressurge no Colegião!

Neste ano dei passos diferentes na minha carreira como professor, e não titubeei em utilizar meu tempo livre para promover algo que amo desde cedo, o futsal! Com a ajuda de fiéis companheiros dei início a um sonho antigo e que estava esquecido lá na última gaveta de minha ocupada "cachola", trabalhar de maneira voluntária e incentivar o esporte.

A Oportunidade de trabalhar com o futsal resplandeceu em definitivo e juntamente com meus companheiros Guilherme Patricio e Rodrigo Leandro entramos numa luta ferrenha para fortalecer a imagem do Colegião no que se refere à futsal.

Os primeiros passos já foram dados, juntamente com meus colegas e apoio da direção e grupo de professores conseguimos a revitalização do tablado de nosso ginásio, e nós, de maneira voluntária, participamos desta pintura, deixando assim nossa quadra pronta para jogos e treinos, foi somente um primeiro passo, mas já foi dado.

"Virtude sem caridade não passa de nome."
Isaac Newton.
Agora já lutamos para a formação de equipes masculinas e femininas visando a formação esportiva e também cidadã, afinal, sabemos que o esporte gera disciplina e também responsabilidades, e fundamentalmente é isso que desejamos.
Como é ser voluntário...

É algo sublime, quando se há continuidade então, é algo muito dignificante, não há um ser humano em sã consciência que não respeite o trabalho voluntário, afinal, por vezes vemos bombeiros, médicos, dentistas e treinados esportivos voluntários.

"O trabalho poupa-nos de três grandes males: tédio, 
vício e necessidade."
Voltaire.

O desenvolvimento de um belo projeto e parcerias e amigos é extremamente importante, primordialmente para o amparo de choques e possíveis decepções que possam ocorrer. Sugiro também que quando pensares em executar alguma atividade de maneira voluntária, reflita bem sobre o fim da mesma, no meu caso busquei algo que eu e meus amigos temos afinidades e certo domínio, pois gostaria de desenvolver algo bem diferente do que já exerço como profissão.

O que buscamos...O que busco...

Todo indivíduo que presta atividades voluntárias precisa buscar satisfação, seja em guiar, ajudar ou até mesmo em auxiliar o próximo, deve estar de mente e coração limpos, pois trata-se de um trabalho que pode ser realmente "Trabalhoso" e por vezes duro.
                                                                 
O reconhecimento nem sempre faz parte deste pacote, pois as críticas destrutivas costumam ser mais corriqueiras que as construtivas, vide como nossa sociedade é hipócrita e pouco confiável, ou corrupta e desleal mesmo.


"Todo o trabalho é vazio a não ser que haja amor."
Khalil Gibran.
Como cidadão, o que busco é a satisfação coletiva e o reconhecimento esportivo da escola que tanto amo, pois sei que me dedicarei a mesma por vários anos, e desejo que estes anos sejam brilhantes e bastante movimentados.

Aos alunos/ atletas e colegas que estão comigo nessa...

Desejo que aproveitem essa oportunidade, pois como é dito e repetido por muito:

- Não tinha isso aí no meu tempo! Não de graça!

Podes acreditar caro colega leitor, não tinha mesmo, portanto, vamos fortalecer a imagem desta que é a maior e melhor escola pública de Criciúma! Trazendo títulos, medalhas e também formando belos cidadãos que com certeza serão os responsáveis por neutralizar e reverter todo este panorama detestável que convivemos em nossa nação! Serão os agentes transformadores, os grandes heróis! Disciplinados e alguns até mesmo "Bons de bola"



Para todos que se dedicam ao próximo...

Mais imagens, clique amplie:








segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mais um desafio concluído...Não há estrada sem fim!

No dia de hoje comemoro mais uma conquista, minha segunda faculdade, minha terceira habilitação! Desta vez festejo a conquista do diploma que me concede a Licenciatura em Informática, um campo que sempre flertei por vários anos.

Nesta nova caminhada iniciada no ano de 2012 procurei estudar de que forma poderia aliar em sala de aula os conhecimentos da Geografia com o mundo cibernético. Dessa faculdade de informática surgiram vários projetos que até hoje mantenho, como o Blog do Futsal Clube Rio Sul Gym, o WebGeo e este mesmo blog "Relatos de um Homem de Bom Coração".


Colhi ótimos resultados nos anos de 2013 e 2014 nas escolas "Filho do Mineiro" e "Colegião" com o desenvolvimento das provas onlines. Projeto que utilizei para o trabalho de conclusão da minha graduação, o TCC. Enfatizo que em ambas as escolas cortei um "dobrado" para convencer alunos a participarem deste novo método.


Agradecimento no fim da apresentação do meu TCC.

Sobre o curso...

O meu curso era pra ser presencial, porém tinha uma demanda para EaD também, o que me levou a estudar pela primeira vez nesta modalidade. Como um bom estudantes, pouco faltei e tentei colecionar bons artigos e notas. Mudei e construí novos conceitos sobre a Educação a distancia, afinal, muito se iludem com a metodologia e acreditam que podem a qualquer momento "Comprarem seu diploma".

Como conhecia área tive facilidade em um alto número de disciplinas, mas em algumas, amigo...complicou, amarguei noites e mais noites estudando disciplinas extremamente técnicas e lendo os belos slides da professora Crislaine, aliás, uma menção honrosa a mesma, afinal, a mesma conduziu aproximadamente 50 pessoas da minha turma ao sucesso.

Fiz muitas amizades durante o meu curso, destaco as que fiz com Márcio, Jaqueline, Carina, Joana e Lidiane. Estes amigos sempre próximos de mim riam das minhas babaquices e brincadeiras de sala (Aos meus alunos: Não façam isso durantes minhas aulas, ok? haha).

Em resumo, só posso dizer que o curso me ofereceu bom material didático e trocas de experiências de grande valia. Creio que senti na pela as dificuldades de se estudar na modalidade EaD, afinal, por vezes estávamos longe da tutora (Esta que fazia milagres!)

Uma lição em poucas palavras...


Tenho a plena consciência que eu  poderia ser mais um jovem acomodado com minhas aulas e demais atividades que desenvolvo, afinal, já havia concluído minha graduação e deveria descansar. Mas...Topei este novo desafio, e confesso, quis por vezes desistir e até chorei com medo de reprovar, quem aqui nunca, né?!


"Jamais siga os passos meus, você vai ver
Que eu estou tão perdido quanto você".

Lucas Silveira, Vida, Biografia em Ré menor.


Adotei como pensamento central várias frases que ouvia por aí, experiências de amigos e decidi definitivamente não desistir (Cheguei muito perto em 2013). Das frases, são estas que você acompanhou ao longo do texto, das experiências, tentei tirar o melhor, esquecendo aquelas que diziam:

"Mais uma faculdade? Por quê?" 
"Vai ganhar mais com isso?"

Sei que esta conquista pode soar simples ante a tudo o que lemos referente aos casos de superação, mas sim, sou um exemplo para alunos e demais jovens que sonham estudar. 

Meus amigos, o conselho que lhes deixo é sempre escutar somente as críticas construtivas, tudo que for destrutivo, esqueça, apague e delete! A inveja e a falta de altruísmo de seus inimigos só servem para te derrubar!

"Há muito tempo, eu aprendi
Que os inimigos são pra nos testar
Aprenda o que eles têm pra te ensinar
Porque eles sabem tudo de você!"

Lucas Silveira, Vida, Biografia em Ré menor.

Pra finalizar, deixo aqui algumas das palavras que mais ouvi como ferramenta motivacional nestes longos 4 anos.

"Evite o coitadismo, brigue pelo o que é seu, pelos seus sonhos".




Concluído!



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Saudades do que nunca vivi...O STS Colegião que só ouvi falar...

Em um dos muitos dias de minha vida em que sou acometido pelo mal da insônia paro refletir sobre fatos ocorridos em meu cotidiano, isso é absolutamente normal, afinal, todos pensam em várias coisas antes de pegarem no sono, é algo universal.

Neste dias estava analisando criticamente um vídeo de uma turma que encerrara seu ciclo na escola EEB Sebastião Toledo dos Santos, o ano era 2007, no mesmo momento em que assistia pensei:

-Nossa, que rapaziada integrada e inteligente, utilizavam o Movie Maker e o youtube há quase uma década, que inveja!

Contudo, ao reparar os integrantes do vídeo tive uma grata surpresa, afinal, alguns deles tinham sido meus colegas no de 2004, ano que finalizamos a 8ª série (9ºano). E me lembrei com exatidão que muito comentávamos sobre as possibilidades de estudarmos fora do EEB irmã Edviges.

Muitos falavam do Colegião, era uma escola muito famosa e também sede de grandes eventos escolares, contudo, não me empolguei, e vários colegas partiram com destino a SATC e ao Colegião, fiquei na mesma escola por comodismo, admito.

E neste lapso de alguns segundos vendo o início do vídeo comecei a me imaginar integrante de todas as situações relatadas, afinal, tudo no vídeo parecia estimulante e retratar um escola especial. Lembro-me também que como aluno de fora do Colegião participei de vários eventos na escola, principalmente torneios e campeonatos de futsal, como aficionado, não poderia ficar de fora.

Ainda sobre o vídeo, ao questionar alguns colegas percebemos que a escola, o Colegião, está visivelmente mal cuidado, e com sua população reduzida, uma escola que vivenciou a gloria de ter 3 turnos lotados hoje briga para possuir um turno lotado e olhe lá.

É claro que o Colegião era modelo, afinal, lá se organizavam grandes eventos, campeonatos e a integração dos alunos era contínua, em uma pesquisa rápida e básica achei até um site da época, isso mesmo! Bem tosquinho, feito mais na vontade do que realmente com conhecimento técnico, contudo as visitas e comentários eram constantes.

Analisando todos estes argumentos penso, realmente, como não amar uma escola assim? Você não paga para estudar, as diferenças inexistem do portão a dentro e além de tudo você é integrado a todas as atividades interessantes e dignificantes.

Acredito que o Colegião possuía muros ou grades, mas parecia uma escola aberta, aquela em que os alunos possuem voz ativa e oportunidade de construírem e modelarem, afinal de contas, os mesmos são os sujeitos ativos da educação.

Nos dias de hoje, como professor da escola, percebo que as coisas mudaram ou deixaram de funcionar como antigamente, assim como na maioria das escolas as atividades dinâmicas e todas as coisas “Legais” da escola sumiram, com isso, temos feiras que reproduzem conhecimentos básicos e aulas torturantes em sala de aula, ah, e o método avaliativo? Quantitativo e idêntico ao do século XIX.

Mudam-se os personagens, mas a história é sempre a mesma, podendo ser contada de maneira distinta, contudo sempre com o mesmo final.
Os grêmios e demais atividades parecem pura perda de tempo nos dias de hoje, e em qualquer escola vemos que a importâncias dos eventos decresceu muito, festas são realizadas para formaturas e melhorias no ambiente escolar, porém sempre se colocam abaixo de quaisquer expectativas.

É fundamental compreendermos que uma escola só se faz com o trabalho comunitário intenso, com a coesão do grupo de professores e com lideranças estudantis significativas, afinal, como podemos cobrar atitudes de direções ou governantes se nem nossa própria cama arrumamos.

Voto por uma educação que resgate as oficinas, onde professores possuem salas próprias e esperem seus alunos, bem utópico, mas fazer o que? Com insônia podemos imaginar muitas coisas mesmo.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Um fim para um eterno recomeço...

Na noite do dia 29/04 me despedi de mais uma turma da Educação de Jovens e Adultos, a Turma 111, que iniciou como Turma 64, é verdade. Nesta turma desenvolvi o meu melhor, mais prazeroso e dignificante trabalho nesta modalidade de ensino, lecionei vários temas e conteúdos por longos (Ou não!) sete meses.

Muitos alunos desta turma preparam-se agora para se formarem no ensino médio, apenas dependem de uma disciplina, Educação Física, para alcançarem grandes conquistas e a primeira delas é o certificado conclusão do ensino médio.

Nesta turma percebe-se uma imensa heterogeneidade, pessoas mais experientes, garotos e garotas e também o bom humor e respeito mútuo, algo agradável para qualquer docente que assume esta turma que praticamente se guia sozinha, possuindo valores morais incríveis.

Com um semblante sorridente posso afirmar que tivemos terças-feiras inesquecíveis, sempre com risadas e também muito conhecimento, além de um pouco de cobrança, fato normal de qualquer escola.

Agora, com a conclusão do ensino médio, vários alunos terão a autonomia de escolher o que desejam para seus futuros e quais as melhorias que podem desenvolver em seu cotidiano. Muitos já partirão para a faculdade, outros que preferem os trabalhos práticos escolherão cursos técnicos almejando uma nova profissão.

Mas, diante do exposto um fato não pode ser mensurado, a admiração que sinto por cada um, em sete meses passei a conhecer melhor meus alunos e é impossível não diagnosticar a principal característica comum a todos, a força de vontade, algo que moveu por sete meses todos para a sala de aula buscando conhecimentos nas disciplinas de Geografia, História, Sociologia e Filosofia.

Nestes meses fiquei sabendo de histórias, aspirações, objetivos, dramas e dificuldades de muitos alunos, e é claro, mencionando minhas vivências que eram significativas.
Daqui a um mês grande parte estará apta para enfrentar novos desafios, e é claro, sempre baseado no que aprenderam em sala de aula com os vários professores do Sesi Escola que lhe sempre ofereceram aulas bem elaboradas e dinâmicas.

É estranho saber que não terei mais um compromisso semanal no CEDUP, e vocês, alunos da Turma 111 também não! Agora serão desafiados pelo mercado de trabalho e pela própria sociedade, buscando assim novos rumos profissionais e também aprender novos ofícios.

Agradeço pelo apoio, dedicação e compromisso de todos os alunos da Turma 111, principalmente os que enfrentaram estes sete meses junto comigo, afinal, o lema da Educação de Jovens e Adultos do SESI é “Quem estuda cresce”, e isso está alicerçado em vários fatores. Em sala de aula todos construíram amizades e socializaram muitas informações, discutiram pontos de vista e também ciência.

Nunca olhem para trás e desvalorizem tudo o que produziram, foi uma etapa muito intensa e especial.
Em minha despedida quis ser duro e realmente finalizar meu ciclo como comecei, com piadinhas e passando a segurança de que vencemos mais uma etapa, juntos, é claro! Toda a gratidão demonstrada ao fim de minha trajetória através de cumprimentos básicos são extremamente significantes.

_Até mais, Professor!
_Valeu, Professor!
_Muito obrigado, Lucas!


Para finalizar gostaria de agradecer a todo apoio dado na noite de ontem, noite em que nos despedimos, mas não em que mencionamos a palavra adeus...


Só não queria dizer Adeus

[É que eu tinha tanto pra contar]
Eu não queria perder o que sempre foi meu.


Eu não queria dizer Adeus!

[É que eu tinha tanto pra contar]
Só não queria perder o que sempre foi meu.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Chegou a minha vez!

Era exatamente fevereiro de 2001, naquele ano eu iniciava uma nova etapa, saía de minha antiga escola Fiorento Meller e também do primário. Meu destino estava selado, partiria para a Escola de Educação Básica Irmã Edviges, maior instituição escolar de minha região.

Coitada da minha mãe! Ela ficou horas em uma fila esperando limitadas vagas que eram disponibilizadas na época, porém, graças a sua paciência consegui entrar nesta escola em que também estudaram meus irmãos.

Desde o primário, mais precisamente na 3ª série, já sabia o que queria ser quando mais velho: Geógrafo e professor de Geografia, e minha primeira professora nesta nova escola foi uma senhora muito simpática e atenciosa, a Dona Zilma, e através dela ganhei mais gosto pela leitura de cunho geográfico e também por fenômenos climáticos, ela era uma ótima professora, cativava a todos.

"Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda."
Paulo Freire.

No decorrer da minha trajetória na escola me deparei com excelentes professores, da área de Geografia posso citar Dona Sandra e Pablo, este último extremamente conectado à Astronomia, com isso nossa identificação foi instantânea.

Formei-me no ano de 2007, optei por não participar da formatura, pois tinha o desejo de fazer o vestibular no mesmo ano, e infelizmente na época as condições somente me permitiam escolher um dos dois, contudo já no fim de minha trajetória no Irmã Edviges percebia um claro sucateamento da minha escola, sim, após tanto tempo posso chamá-la assim.

"Mudar é difícil, mas é possível."
Paulo Freire.

O Sucateamento que me refiro não era somente estrutural, afinal, por vezes a escola caminhou de maneira incorreta e “espantou” seus alunos, isso também é refletido nas condições atuais de nossa escola, que apesar de contar com uma estrutura física bastante chamativa, possui menos da metade dos alunos que possuía em 2007.

Regressei ao Irmã Edviges no ano de 2011, fiz meu terceiro estágio da faculdade na escola, e Pablo foi meu companheiro neste momento, muito discutimos sobre as condições da escola na época, uma realidade medonha e que só piorava com o passar dos dias. Portas rangiam, lâmpadas não eram trocadas e o básico não era oferecido. Professores guerreiros pareciam se desdobrar para oferecer qualidade, mas era difícil e eu compreendo.

"O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender."
Janoí Mamedes

No ano de 2014, já distante do Irmã Edviges percebi que muito se lutou para a transformação física da escola, a comunidade se engajou e tudo começou a ocorrer, a reforma foi um pontapé inicial de um possível resgate do nome da escola, que mais era conhecida por possuir uma infraestrutura inferior às vizinhas.

No fim de 2014 em meio à ausência de aulas para minha carga horária na Escola Sebatião Toledo dos Santos fui orientado a procurar aulas em outras escolas da região, e pasmem, entre as opções possíveis estava o Irmã Edviges, resolvi voltar para a escola, percebi que meus professores estavam todos lá, mudanças mínimas ocorreram, alguns novos chegaram, assim como foi meu caso no Colegião.

"O impossível não é um fato: é uma opinião."
Mario Sergio Cortella

Neste ano, talvez o meu único de Irmã Edviges (como professor) tentarei ao máximo levar qualidade para meus alunos, afinal, por anos fui concebido com ótimos professores, devo muito a esta instituição! Tenho uma chance que talvez seja única, a de retribuir com boas aulas e aprendizagem na minha disciplina.


Hoje, percebo que tenho uma missão, pois não estou entrando em uma escola qualquer! Estou regressando à minha casa, ao meu lar educacional, local onde fui escolarizado e muito aprendi! 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Choro em pensar que o tempo não volta! Um adeus de 201 a 209!

Nestes dias me peguei olhando para o céu, era um dia chuvoso do mês de setembro, e parei para pensar que tudo aquilo que estávamos construindo teria um fim, pois a única coisa que sabemos é que o “Fim é uma certeza”, pensei muito sobre toda a caminhada que um ano letivo traz, de todos os risos e aulas que se vão, de todas as brincadeiras e questionamentos que se perdem ao léu, mas para imaginar que nada foi vão, penso que valeu a pena cada noite que perdi estudando para ser aprovado no concurso e ter uma boa colocação, talvez se fosse algum sujeito relapso, jamais tivesse o prazer de conhecer todos estes amigos que fiz neste ano, amigos a quem tive o prazer de trazer conhecimentos relacionados à Geografia.

Com traços de tristeza escrevo mais este texto, afinal, mais um ano letivo que se vai, e mais alunos e parceiros de aprendizagem que seguem novos rumos, sabe-se que o tempo passa e ciclos se fecham para outros se abrirem, é comum para seres humanos, temos que encarar este fato!
"O importante é o que importa"

Neste ano fiz minha estreia no Colegião, onde talvez eu passe pelo menos uns 30 anos de minha vida, e como se sabe, toda estreia é marcada por nervosismo e também por angústias, mas, ao contrário do que eu imaginava, tudo decorreu da melhor maneira, fui bem recebido e vi que tinha o privilégio de ter excelentes companhias, alunos compromissados e interessados em aprender cada vez mais!

Já no fim do primeiro bimestre sabia que tinha verdadeiras joias em minhas mãos, por isso deveria atuar com perspicácia para lidar e estar à frente da disciplina de Geografia, que a maioria não se interessa muito, confesso. Já no início do ano propus uma experiência nova para avaliações, e resolvi valorizar o que o aluno pode construir fora de sala de aula, e trouxe o método de avaliações online, que inicialmente foi alvo de resistências, porém, como se sabe, foi abraçado e aclamado por grande parte dos alunos, que perceberam o quão trabalhoso é inovar!

A inovação pode custar caro também, pois diante de uma situação de fornecimento de materiais de pouca qualidade, resolvi investir em meus alunos, e trouxe o DataSHow para sala de aula, também resolvi fazer publicações em um blog para direcionar os conteúdos, perfazendo assim um trabalho mais que dobrado! Mas que valeu a pena, muito mesmo, pois sei que cada aluno que passou por minhas aulas foi especial!

"PESSOAL!"

Já neste fim de ano posso afirmar que tive um ano maravilhoso, e em nenhum momento desanimei ou fiquei desapontado com meus brilhantes alunos, afinal, poucos ficaram em prova final, e dos que ficaram os índices necessários para a aprovação são baixos, o que me deixa muito feliz e satisfeito!

Como professor errei muito, e talvez tenha ficado devendo em muitos aspectos, porém posso afirmar sem dúvidas alguma que me doei ao máximo e sempre lutei para equipararmos o nível da disciplina de Geografia a qualquer outra escola da região, principalmente as famigeradas particulares! Desse debate criei um bordão, “Aqui o ensino é forte”, justamente para valorizar ainda mais o esforço de meus pupilos!

Peço desculpas por equívocos e lacunas que não preenchi, também reitero que as várias brincadeiras que fiz enquanto lecionei fazem parte de um ponto de vista estratégico de ensino, visando sempre a aprendizagem de todos! Saliento que jamais me exaltei no Colegião, não por méritos meus, mas sim por possuir alunos que realmente demonstram respeito pela disciplina e por mim.

"Te levo comigo"

Neste ano vivi momentos marcantes, e agradeço todas as turmas pela tamanha receptividade, e também por compreenderem meu jeito descontraído de ser, também lembro que as palavras desconhecidas ou mais “Difíceis” que colocava no quadro ou em provas, são meramente termos que gostaria que vocês conhecessem, pois como sempre disse, é papel da Geografia estar próxima de todas as outras disciplinas.

Lembro a todos dos jogos, e do absoluto orgulho que tive de minha regência, a 207, turma unida que conquistou medalhas no futsal e fez bonito honrando toda nossa relação construída, e deixo meus parabéns a todos que fizeram parte daquele emocionante evento, e como muitos lembram, eu vibrava com as vitórias de todas as minhas turmas, como se estivesse jogando ou torcendo por amigos, que é o que meus alunos representam pra mim, amigos!

"Aqui o ensino é forte"

Neste ano também construí com meus alunos uma relação que transcendia a relação comum de sala de aula, onde o professor detém o saber e apenas “Repassa” tudo o que tem que repassar e ponto final, quis mostrar que sim, podemos ser amigos e ao mesmo tempo aprender juntos vários conteúdos, alguns bem chatos, mas alguns até que legais! Haha!


"Hoje é um dia muito especial, tem aula de Geografia"

Por fim, deixo meu agradecimento mais sincero a todos que fizeram parte deste ano, saibam que estarão sempre em meus pensamentos, e espero estar próximo de vocês sempre, aplaudindo cada conquista que obterem, que quando precisarem de uma mão estarei lá para ajudar, pois amigos são para isso mesmo!

"Porque eu já escrevi um livro..."

Saibam que lamento muito não continuar nesta caminhada com vocês, gostaria muito de acompanhá-los no terceiro ano, o ano que mais envolve escolhas, acho que poderia contribuir muito, mas como disse, nem sempre as coisas saem como esperamos ou desejamos e os ciclo possuem um início, um meio e um fim, espero encontrar-lhes, afinal, o mundo é pequeno demais para quem sonha muito.

Choro em pensar que o tempo não volta, e que tudo tem que obrigatoriamente ficar para trás!



Abraços fraternos do Prof. Galã.


A luz do sol chegou a me cegar


Depois de tanto tempo sem sair pra andar

na rua em que eu cresci



Tem cantos que eu não consegui rever

Impressos na memória e lembrando porque

Eu tive que partir dali


Sobreviver e acreditar
Que no final
A verdade vai prevalecer

E ninguém vai me derrubar
Nem todo o mal desse mundo
vai me enfraquecer