domingo, 24 de abril de 2022

O mês de abril de tantas datas, é esquecido?


Em tempos não tão remotos assim era comum vermos crianças travestidas de "índios" voltando de suas escolas no mês de abril. Mas o mês de abril é suas datas, foram esquecidas?


Talvez sim…por mudanças culturais e por outros interesses da juventude, e até mesmo por dinâmicas que envolvem o destaque para outras temáticas.


No mês de abril destaca-se o dia dedicado ao TEA, por exemplo…cruzada global de longa data, porém institucionalizada a pouco tempo. Em Santa Catarina ainda temos o dia da família na escola, com variáveis datas, porém sempre abarcando atividades em algum sábado deste mês.


O fato culminante é que em abril temos importantes fragmentos de nossa história em seguidos dias…19 dia do Índio, 21 Tiradentes, 22 descobrimento do Brasil.


A começar pela última data, esta acabou definitivamente sendo algo para esquecer, já que a representatividade do domínio da metrópole portuguesa não é exatamente algo patriótico para os brasileiros…e se entende o porquê disso, foram anos de intensas explorações!


O dia 21 de abril prossegue como um feriado nacional, e também como uma folga para muitas pessoas. O personagem histórico executado em 1792 também caí aos poucos no esquecimento, mas ainda é considerado como mártir da independência, líder de uma Inconfidência, um rebelde que de maneira pujante impulsionou outras revoltas. Mas como mencionado, as suas comemorações e debates seguem muito mais restritas a Minas Gerais, infelizmente.


O mais controverso de todos segue sendo o dia do Índio, já que é visível que a nomenclatura é o conceito de indígena mudou. É visível que remeter povos indígenas ao retrato caricato de índio ficou no passado…e os povos indígenas estão muito mais organizados e em busca de espaços.


Abril continua sendo sempre um mês especial, para quem gosta do discurso tradicional ou inovador, sempre vai ser o mês do esplendor…esplendor de uma terra repleta de dor e sofrimento, que com marcas do passado deixa para trás seus lamentos…

quinta-feira, 14 de abril de 2022

O Bolsa Estudante de SC vem para decepcionar?

O Bolsa Estudante de SC vem para decepcionar?

A notícia é divulgação do edital apra o bolsa estudante de SC acabou trazendo incertezas sobre o programa. Os prazos e cadastramento até são razoáveis, porém quem tiver interesse teria que estar cadastrado no CadÚnico desde dezembro do ano de 2021.

Mas como este pré-requisito impacta o programa?

Na realidade o impacto é grande, já que muitos estudantes e suas famílias não possuem auxílios governamentais, mesmo que necessitem. A insatisfação com alguns critérios como este trouxe à tona um outro debate…

Se existem 60 mil bolsas previstas, por que tamanho rigor? Por que somente o CadÚnico é levado em consideração? Por que não desenvolver uma seleção estadual e unificada?

Os holofotes se voltam contra a secretaria de Fazenda e de Educação…As ações antes comemoradas parecem cair por terra diante do descontentamento de estudantes que imaginavam "ganhar para estudar".

E como fica?

O panorama em nada muda! A evasão seguirá sendo um grandioso problema, primordialmente diante de uma situação tão adversa para muitos, que agora necessitam de mais tardes na escola por um novo e mal planejado ensino médio.

O que analistas e educadores pensam?

Analistas já apontam que o tiro pode sair pela culatra, haja vista que o insucesso de um programa de alto impacto como este poderá afetar a releicao de Moisés. 

Entre os educadores o insucesso do programa é praticamente uma certeza, principalmente pela dubiedade das frases em seu lançamento, já que muitos estudantes já planejavam maior dedicação aos estudos.

O dinheiro/bolsa virá…

Mas não será simples e praticamente se tornará um sonho para muitas famílias que o necessitam…

Bola fora do governo de SC e principalmente da SED, suas boas ações não os redimem de um equívoco tão grande…

Seguimos na expectativa para novos episódios…

domingo, 3 de abril de 2022

O MEC está abandonado



Sim, você não leu errado! O MEC passa por mais uma troca e fica interinamente comandado por Victor Godoy. Milton Ribeiro não resistiu aos inúmeros escândalos e pediu exoneração do cargo na semana passada.


O MEC segue com problemas para consolidar ideias e planos para a educação brasileira, sendo que já tivemos ao longo dos últimos 3 anos e meio um número total de 4 ministros, contando com o atual Victor são 5. As inúmeras trocas revelam aspectos desoladores, e um tremendo descaso com a pasta.


O MEC é importante?


A educação pode ser vista como uma enorme fonte de riqueza, não somente pela quantidade de verbas disponíveis, mas também por todo seu contexto de visibilidade. Dificilmente um bom ministro da educação aparece pouco…podemos dizer que se torna uma figura popular tamanha a importância das temáticas discutidas no ministério.


No caso da gestão atual, percebe-se determinado "fraquejar" mas escolhas, já que pouco a pouco os ministros foram se revelando pouco preparados ou com currículos duvidosos para o exercício da pasta.


O primeiro, colombiano Vélez demonstrou inseguranças e constantes trocas em um curto período, "faltava gestão". 


O Segundo foi Weintraub, este que colecionou polêmicas e constantemente era questionado diante de problemas sérios na pasta. Pautava-se muito mais em discussões polêmicas que em ações de melhoria à educação brasileira.


O terceiro assumiu em tempo recorde, ou melhor, nem assumiu…foi Decotelli, que com um currículo fantasioso impressionou e mostrou-se uma decepção, já que a maior parte das informações não eram reais.


O ex-ministro Milton Ribeiro era questionado por suas ações de cunho teológico, consultando pastores e guiando suas ações partindo de premissas de líderes religiosos. Desafiou a laicidade do Estado e pagou caro por sua ousadia.


O que esperar de Victor Godoy?


Segundo informações mais recentes, era o segundo nome da pasta, e guiará o ministério pelos caminhos deixados por Ribeiro. Espera mostrar serviços diante dos grandes desafios que teremos neste ano, principalmente com o ENEM.


E a nós, meros estudantes e professores?


Nos resta ter a virtude de apurar informações e cobrar um Ministério cada vez mais consolidado, íntegro e focado na concepção real da educação; Ensinar, incluir e integrar!

O tão esperado mesmo de Abril!



O mês de abril é de fundamental importância para a educação, já que trata-se de um mês dedicado ao autismo. Atualmente, políticas públicas e campanhas ainda são frágeis no repasse de informações e conscientização sobre a temática.


O papel das escolas…



O papel das unidades escolares é acolher e fornecer de maneira digna atendimento a crianças e jovens, trabalhando de maneira didática o desenvolvimento de competências e habilidade, e é claro, dando todo suporte a profissionais dedicados a este segmento.


O dia 04 de abril foi instituído pela ONU - Organização das Nações Unidas, mesmo com atraso, se tornou instantaneamente uma data significativa, um marco temporal na luta por direitos e igualdade no acesso à atendimento e tratamentos médicos dignos.


O TEA


O Transtorno do espectro autista tem diferentes graus, alguns com maior comprometimento, exigindo um acompanhamento de vários profissionais para o desenvolvimento de atividades básicas e sociabilidade. Alguns graus são menores, permitindo a crianças autista um desenvolvimento rápido para algumas atividades cotidianas. 


É importante lembrar…


Não há uma causa específica para o autismo, tampouco transmissão. Dentre os fatores mais aceitos, estão a predisposição genética, podendo ou não ter a participação de condições ambientais como influência.


A importância de discutir TEA nas escolas


É essencial a discussão de quaisquer tipos de deficiências ou transtornos, e em absoluto temos um cenário em que a escola assume um protagonismo na socialização de crianças.  A instituição contribui para o desenvolvimento do conceito de diversidade, aceitação e empatia.


Por isso o educação reitera, vamos falar em TEA, não somente no mês de abril, mas durante o ano todo!

segunda-feira, 21 de março de 2022

E o novo ENEM?

As mudanças mais recentes no Ensino Médio acabaram chocando estudantes e lideranças estaduais. Muitas escolas não possuem infraestrutura e a carga horária ampliada exige ainda mais compromissos escolares de nossos alunos.

O Novo Ensino Médio traz consigo algumas grandes mudanças, e uma delas é a formação com foco em itinerários formativos, estes baseados em áreas do conhecimento. Podemos dizer que o estudante faz sim escolhas vitais para sua carreira acadêmica.

E o ENEM faz parte de uma das séries de escolhas para seu futuro no mercado de trabalho ou mundo acadêmico…

Mas e o novo ENEM?

O novo exame nacional vai mudar bastante, uma mudança desta envergadura somente ocorreu diante da transição dos anos 2008 para 2009, quando o número de questões foi ampliado e a matriz mais próxima da atual passou a vigorar. 

E diante de tantas modificações no Ensino Médio nem faz sentido continuar com um ENEM tão conteudista e já pré-moldado/direcionado. A tendência é que a prova ganhe questões discursivas, priorize os conteúdos básicos das disciplinas, e permita aos estudantes a escolha de provas personalizadas. Tudo de acordo com as áreas de conhecimento que optaram durante o Ensino Médio.

O ENEM vai melhorar?

Só o tempo dirá, porém é fato que grandes mudanças devem ser feitas, até para equacionar as gigantescas transformações recentes na educação básica. Dificilmente teremos transformações rápidas, porém 2024 é logo ali, e a primeira turma desta modalidade/Novo Ensino Médio estará posta a prova.

Que os bons ventos deste exame, idealizado em 1998, nos tragam ainda mais glórias e oportunidades!

domingo, 13 de março de 2022

Os desafios do piso nacional

Os desafios do piso nacional

O piso nacional para o magistério faz parte de um plano antigo para valorização de carreiras dos docentes brasileiros. Na prática foi institucionalizado no ano de 2008, com seu primeiro ano de vigência em 2009.

Naturalmente se imagina que o piso tenha obtido êxito no combate à desvalorização docente e precarização do ensino, já que ataca um dos principais focos de debate midiáticos, os baixos salários e condições salubres de professores.

O fato é…

Que desde 2008 líderes estaduais e municipais acabam "ludibriando" carreiras e sociedade civil, já que omitem e retiram direitos em nome do cumprimento do básico. 

É justo? Não, de maneira nenhuma, já que o objetivo do piso nacional é oferecer a remuneração básica mínima.

Por ventura líderes conseguem sempre "cumprir o piso", retirando direitos e o que chamam de "vantagens"…penduricalhos muitas vezes. Exceto pelo tempo de permanência (triênios e similares) outros itens como regência de classe ou premiações sequer são levados para fins de aposentadoria.

Joga de maneira contrária aos docentes a manutenção de seus próprios direitos, já que por vezes seus vencimentos ultrapassam por poucos reais o piso nacional…incentivando lideranças políticas a simplesmente ignorarem qualquer forma de reajuste.

Qual é o cenário de 2022?

A prospecção de 2021/2022 é que o reajuste de 33% chegasse aos docentes, e vários movimentos em municípios conhecidos já se tornaram evidentes, para citar casos nas proximidades de Santa Catarina, temos Itajaí, Florianópolis e Capivari…todos terão um desfecho, ou já tiveram, mas a luta sempre continua.

Para encerrar…

Os docentes não ficam milionários exercendo sua função em sala de aula, porém apesar do amor a profissão, necessitam também de uma vida financeira equilibrada e digna, a começar pelo constante investimento em suas carreiras. 

É possível que futuramente estejamos em um cenário melhor, mas pelo andar da carruagem e disposição de liderança políticas…isso poderá demandar longos anos, infelizmente!


domingo, 6 de março de 2022

A polêmica hora-atividade!

Em tempos que o trabalho remoto ganha força, a começar pelo fator pandemia, o governo de Santa Catarina parece ir na contramão desta via. A poucos dias, por meio da SED, emitiu um decreto insinuando o cumprimento parcial por parte dos professores nas unidades escolares.


A polêmica…


O governo se baseia na lei 668/2015, a qual regulamenta uma série de atividades e deveres dos professores, inclusive é o norte para o plano de carreira dos docentes.

Para além disso, um item específico regulamenta o cumprimento de horas atividades, com uma polêmica envolvendo a conversão de horas/aula para horas relógio, ampliando assim a carga horária de professores sem que haja uma remuneração compatível com tal.


Como se dá o cumprimento?


Pela lei 668 de 2015, o cumprimento na unidade escolar é parcial, ou seja, 50% na escola, porém as escolas tinham autonomia de liberarem seus docentes. 


Agora o governo institui a obrigatoriedade,  mesmo que as escolas não tenham condições de receber todos os docentes ao mesmo tempo.


Não podemos esquecer que a maior parte das escolas possui problemas estruturais, e mais profissionais na escola gera uma demanda por mais espaços (que não existem, ou já estão ocupados por aulas). Portanto, se torna até mesmo inviável que haja uma coerência nesta proposta.


O governo forneceu computadores, porém para uma pequena gama de profissionais, os efetivos, que são a minoria em nossas escolas.O mais agravante está na falta de estrutura de rede de Internet, o que impossibilita um trabalho de qualidade. 


Portanto a exigência existe para instituições que não possuem sequer estrutura básica para que haja sem cumprimento.


Como é atualmente?


Atualmente servidores executam suas atividades fora da escola, com seus materiais, sua rede e seus equipamentos, e com isso aproveitam melhor seu tempo para gerenciamento de atividades, haja vista que escolas não fornecem naturalmente as mesmas condições.


A polêmica continua…


As manifestações já existem e ganham corpo, afinal, profissionais da educação se organizam para evitar mais um ataque a autonomia de seu cargo. Assembleia regionais e movimentos já renegam o "enquadro governamental". Diretores se organizam e cobram isonomia entre instituições.


No fundo parece que estamos sempre lidando com lideranças que não conhecem escolas e suas realidades. 

Vivem em mundos paralelos…imaginam escolas finlandesas em território catarinense.

terça-feira, 1 de março de 2022

Ainda falta muito para cumprirmos o mínimo!

Sim, caro leitor, o título é este mesmo! Nos falta ainda o básico quando falamos de educação, e afinal, o que seria este básico? 

A universalização das matrículas em todos os segmentos da educação básica…por incrível que pareça, este problema retorna às manchetes devido a ausência de vagas em vários municípios catarinenses, a começar pelos que compõem o eixo da Grande Florianópolis.É um grande problema, já que a ausência de atendimento para crianças menores de 4 anos acaba gerando sérios transtornos para pais, que trabalhadores acabam se revezando e até mesmo deixando a terceiros a responsabilidade de ficarem com suas crianças.


Deixamos claro aqui que a universalização da educação é garantia da Constituição de 1988, e desde lá vários programas foram desenvolvidos visando a distribuição de recursos para que estados e municípios (principalmente) garantam esta etapa. Várias décadas se passaram, porém os resultados apresentados ainda mostram que grande parte de nossas crianças se encontram longe de escolas ou centros de educação infantil. E até mesmo Santa Catarina e outros estados sulistas, que normalmente despontam dados educacionais mostram-se com sérias dificuldades para enfrentamento deste repto.


Como superar este desafio?


O desafio é enorme e faz parte de vários documentos básico ligados a educação, como a LDB e também metas decenais de educação. Durante a gestão de FHC e a criação do FUNDEF, várias barreiras foram quebradas e alçamos o Brasil a um patamar jamais visto, porém aos poucos parece que a educação básica deixou de ser importante. FHC, Lula, Dilma, Temer ou Bolsonaro…nenhum deles é responsável direto por estes grandes insucessos, haja vista que temos um legislativo com mais de 500 deputados, além de inúmeras comissões para solucionar demandas educacionais…além disso parece que prefeituras se agarram na possibilidade de utilizar mecanismos para ludibriar populações, apesar de inúmeros protestos, pouca coisa muda em várias realidades.


Existem vários “Brasis”?


Como disse o sábio Ariano Suassuna, 


“… que é muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.” 


Estes Brasis ilustrados por Suassuna separam um trabalhador, com extrema dificuldade de sobreviver em um país caro e de poucas oportunidades, de um nobre detentor de recursos, que muitas vezes nem sabe as tramas que envolvem a conquista de uma vaga em uma instituição pública de ensino.


Talvez nem saiba que muitas pessoas passam 3h todos os dias em ônibus/trens para se locomover em um caótico trânsito para executar suas atividades profissionais.

Estes são os Brasis, que não obstante do que Suassuna coloca, parece não se importar com os direitos mais básicos, como o da educação!


MEC dá bons sinais, é hora de acreditar?

 MEC dá bons sinais, é hora de acreditar?


O MEC lançou em Santa Catarina, na última semana, um programa denominado “Educação financeira na escola”, e parece dar alguns bons sinais de apoio ao Novo Ensino Médio, que ainda carece de mais capacitação de seus docentes para que trabalhem de forma inovadora com as propostas de disciplinas eletivas.


Mas o que foi lançado em Tubarão, é algo inédito?


Sim, é inédito e inovador, portanto devemos dar toda atenção e prestígio a este momento, já que além de Tubarão, apenas outros 4 municípios brasileiros vão possuir núcleos de formação docente e estudantil sobre a temática, oferecendo cursos e inovação no setor.


A pauta referente a educação financeira é antiga, e por mais que hajam críticas, é importante salientarmos que atualmente é muito importante criar uma cultura de domínio sobre o dinheiro, primordialmente em uma fase de inflação alta e dificuldades na manutenção de um padrão de vida estável.


Espera-se que as iniciativas do MEC não parem por aí, haja vista que outros segmentos também merecem atenção, não podemos esquecer que a inovação é essencial para que tenhamos melhor formação de nossos estudantes, para que atinjam objetivos maiores e mais concretos.


Milton Ribeiro, está indo bem na gestão do MEC?


Não, na realidade pareceu desconhecer por muito tempo a pasta, assim como sua voraz dinâmica, e com seus discursos vagos acabou conduzindo de maneira equivocada algumas situações recentes que permearam a educação brasileira, como o próprio ENEM, em que vários membros do INEP acabou pedindo desligamento devido ao autoritarismo de algumas lideranças.


Inovação x MEC


O MEC passa por um processo de reestruturação, e não parte de Milton Ribeiro, pois temos a implementação do Novo Ensino Médio e outras novidades que independem de quem lidera a pasta, o mais correto é conduzir estas novidades de maneira retilínea, dialogando com grandes instituições e sempre próximo das demandas reais da sociedade.


Primeiro passos para a inovação…


Propostas como esta do programa ligado a educação financeira, e outras tantas ligadas a educação continuada são de grande valia, portanto o MEC acerta mais uma vez em buscar inovação, e não somente estar ancorado no tradicional, afinal, a formação dos estudantes mudou, agora possuem novas demandas do mercado de trabalho, e os desafios do século XX mudaram…


Parece que o século XXI chegou para o MEC, antes tarde do que nunca!


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

As novas tecnologias em Santa Catarina!



As novas tecnologias estão cada vez mais presentes em nossas vidas, e diante disso o governo de Santa Catarina - Adormecido por várias décadas - parece finalmente ter dado os primeiros passos para acordar. Não parece o suficiente para os autores desta coluna, contudo é inegável que realmente tenhamos uma clara evolução em alguns segmentos.


Na última semana o secretário de educação Luiz Fernando Vampiro esteve em uma solenidade entregando mais de 600 unidades de notebooks para professores efetivos da rede estadual, com breve promessa para novas entregas aos docentes de caráter temporário. Para além disso, Vampiro foi firme ao afirmar que a pasta da educação segue com caixa e de mãos livres para novos investimentos!


A empolgação tomou conta de muitos professores, afinal, temos determinado abandono por parte de gestões governamentais no que tange a educação. Vampiro trouxe junto a uma equipe renovada diversos investimentos, porém as formações ainda ficam devendo, e são pouco rotineiras ou proveitosas…


Não podemos ir com tanta sede ao pote…


Vampiro segue enfatizando o trabalho do governo com as constantes reformas estruturais da escola, e para além disso a retomada do plano de carreira…e fácil de imaginar que seus planos são audaciosos, mas não se pode realizar tudo ao mesmo tempo e em tão curto espaço de tempo.


As tecnologias retornam a ser pautas quando, neste momento de entrega o secretário enfatiza que todas as salas de ensino médio terão além de lousa digital, aparelhos projetores, o que seria algo revolucionário…já que isso seria inimaginável tempos atrás na rede estadual, que tinha ares de decadente e abandonada.


Além disso, a promessa de novos tablets educacionais foi realizada, distante do desastroso projeto de 2013, cujos materiais entregues eram deficitários…desta vez o foco é o uso maker, com ênfase no estudante!


Mas a tecnologia basta para sanar problemas? Será que aplicações e cursos de qualidade serão oferecidos como alternativas para o desenvolvimento de novas metodologias? Ou mais tecnologia será espalhada sem o devido cuidado, como ferramenta de convencimento eleitoral? 


Só o tempo dirá…


terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

O ano letivo começou!


O ano letivo na maior parte dos municípios catarinenses começou, e é claro, para a rede estadual também. Na região carbonífera além de Criciúma, outros municípios decidiram encurtar as férias de julho e ter uma semana a mais de excesso em fevereiro, algo normal vide os dias de calor.


O que há de novo?


Temos os desafios de um novo Ensino Médio, e também grandes projetos municipais começando, então preparem-se pais, este ano teremos 100% de presencialidade, o que vai passar a exigir mais do estudante, portanto parece que ninguém mais será empurrado, ou terá aprovação automática!


São grandes desafios…


Os grandes desafios estão em torno de novas práticas e demandas, já que as escolas terão que flertar com elementos ligados à metodologias diferenciadas, exigindo assim mais criticadas é empenho dos estudantes.


Não há o que temer, a escola foi feita para ser um ambiente respectivo e de socialização, e cada vez mais, apesar de lacunas, os sistemas educacionais estão lutando para que a formação de estudantes tenha mais qualidade.


Quanto aos novos desafios, teremos de ser resilientes, porque são grandiosas as oportunidades e investimentos, talvez jamais ocorridos em décadas recentes, tudo para tentar diminuir o vazio existente e deixado pelas marcas de 2020 e 2021.


Bônus: A Rede estadual oferece equipamento tecnológico!


Sim, recentemente já havíamos comentado por aqui a necessidade de informatizar processos e ceder aos professores equipamentos dignos de sua posição. Me parece que o clamor está sendo ouvido, e mesmo que aos poucos, a rede estadual vai liberar o primeiro lote de notebook a professores da região sul. Neste primeiro momento contemplando funcionários de carreira e em sala de aula, porém outras chamadas estão nos planos para contemplar demais professores e funcionários do quadro administrativo!


Que este ano seja repleto de realizações e acima de tudo, muita aprendizagem!


terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Somos conteudistas?



Temos mais uma polêmica a frente...afinal, a escola brasileira é conteudista? Pautamos o trabalho docente em reproduções de conteúdo e não em inovação?


Sempre temos discussões acerca de como a escola funciona ou melhor, deveria funcionar! As comparações com modelos de países mais desenvolvidos não é algo saudável, principalmente para um país em que a maior parte das pessoas não atinge a escolaridade básica, ou seja, por infinitos problemas simplesmente deixam a escola.


Começando…


Não somos conteudistas, talvez isso seja até um grave problema, por vezes professores tratam de assuntos de maneira superficial, evitando rusgas ou imposição de dificuldades a seus alunos, que já deficitários sentem muitas dificuldades com o básico.


Não encare como presunção, apenas um choque de realidade...o discurso de redes sociais que preconiza o fato do sistema educacional "podar" criatividade ou não ser convidativo a todos caí por terra, afinal, ele exige o mínimo.


Pensemos, podemos afirmar que exigimos em sala que alunos sejam bons em todas as disciplinas? Que se sua afinidade for com linguagens e humanas, ele será condenado a "aprender" algo inútil nas exatas?


É um grave erro afirmar isso, e até temerário, pois em sala um aluno aprende ao menos o básico de todas as disciplinas, o que revela-se essencial para os preceitos mais básicos de cultura.


O Novo Ensino Médio altera algo?


Sim, porém ainda exige o mínimo, ou seja, o aluno não poderá deixar o ensino médio sem conhecer o mais básico em física, química, geografia, história...o que vai acontecer é a tomada de decisão frente às trilhas de aprofundamento, mas isso fica para um próximo debate!


Portanto caro aluno...sem choro, a escola não lhe poda nada, mesmo que avalie você você seus colegas de maneira quantitativa, não quer dizer que não valorize suas potencialidades!


Por isso, "bora" estudar!



quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

A redação foi tão ruim assim?



Polêmicas à parte, tivemos na última semana a divulgação preliminar dos resultados envolvendo o certame da Secretaria de Educação de Santa Catarina. O magistério esperou com ansiedade e assistiu atônito um péssimo trabalho da Acafe...que de maneira morosa e desorganizada fez sua divulgação.


Os resultados não foram nada agradáveis…


Inúmeros professores foram desclassificados, ou seja, não atingiram o mínimo exigido em alguma das competências avaliadas...e a grande vilã? Sim, foi ela mesma, a redação.


Muitos cursos e preparatórios foram desenvolvidos por diversos institutos, haja vista que jamais na história recente uma avaliação discursiva foi utilizada pela SED. Mas parece que não surtiu muito efeito, inclusive dados preliminares informam que praticamente 50% dos profissionais foram desqualificados, sendo impedidos de participar de listas iniciais, dependendo das denominadas chamadas públicas.


De quem é a culpa?


Depende. Afinal, a Acafe já anunciou que haverá um campo para recursos, com isso a possibilidade de novos classificados pintarem na lista final é grande. Soa estranho termos uma reprovação tão gigantesca, mas não surpreendente. Explico o porquê logo abaixo.


As péssimas formações alinhavadas quase que exclusivamente a provas e modalidades frágeis tem se tornado cada vez mais populares, isso explica a falta de prática de escrita e até mesmo raciocínio e junção de ideia mediante uma dissertação, inclusive ante um tema tão tátil e de fácil explanação…


Agora devemos aguardar…


A Acafe e a SED foram rígidas demais? Houve erros? Somente a lista final nos revelará...o fato é, uma reprovação dessas proporções poderá comprometer o início do ano letivo devido a letargia das chamadas e por consequência, das demais que são públicas.


Por enquanto vamos aguardar os próximos capítulos deste agitado início de ano letivo...em que professores passaram a ser mais valorizados, porém mais exigidos também, perpassando por seu processo de seleção. 




sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Os desafios permeiam a vida de um professor!


O mundo é movido por perguntas, e esses questionamentos são vitais para que o ser humano descubra, aprenda e também ensine.


O desafio de ser professor não está somente em sua tarefa burocrática fora de sala de aula, em sua formação que cada vez mais exige novas habilidades...mas se encontra também no cerne das péssimas condições estruturais de nossas instituições.


Por mais que investimentos sejam feitos, a remuneração me parece a menor das queixas existentes entre os educadores, que em verões insuportáveis pingam junto com seus alunos em ambientes distantes do ideal para a aprendizagem.


Estamos rumando a educação 5.0, mas em alguns locais do Brasil temos situações de precariedade extrema, em que não há sequer banheiro com saneamento, e em outros, um teto decente.


Esqueca sua métrica quando for analisar situações, afinal, estamos em um país continental, em que temos mais de 8,5 milhões de Km² para ser gerenciados. São tantas dificuldades que são necessárias umas 4 décadas para colocar tudo em ordem quando mencionamos educação.


A nós educadores…


A nós educadores não cabe o conformismo, tampouco fazermos o básico, ou o "Que dá"...temos que inovar, porém sem ficarmos ainda mais pobres, doentes ou com chagas das sala de aula.


Portanto professor, abandone o sentimento de fracasso, de solidão ou inconformidade...busque forças na razão de um propósito, ou seja, ensinar e propagar valores e cientificidade…


Que em 2022 a inovação, qualidade e básico nos seja oferecido para darmos saltos a diante, rumando para uma educação eficaz e de saber crítico.




terça-feira, 4 de janeiro de 2022

O que esperar de 2022 para a educação?



É um grande e belo questionamento, afinal teremos muitas novidades para o ano de 2022. Desde o retorno presencial para todas as unidades escolares de Santa Catarina como a implementação de uma nova modalidade para o Ensino Médio.


As novidades não param, para além das mudanças em propostas metodológicas, estaremos diante de um programa de remuneração aos estudantes, este vinculado aos alunos que frequentarem o novo Ensino Médio, visando é claro o combate da evasão escolar, grande gargalo da educação brasileira.


Mas o que podemos esperar para este novo ano letivo?


Antes de tudo, nossa coluna não deseja estabelecer laços com a futurologia, tampouco adivinhações...mas se nenhuma das novas variantes impedir, estamos cientes que 2022 tem tudo para ser muito melhor que os dois anos letivos anteriores.


O que poderá acontecer de bom?


Provavelmente o combate à evasão será o grande desafio dos estados de nossa federação, políticas como a bolsa estudantil de SC devem servir como modelo, e a tendência é que se mostrem eficazes, pelo menos como uma medida mitigadora, ou seja, temporária.


Para a educação infantil e ensino fundamental a busca por maior número de vagas e ensino integral deve se propagar, não somente em SC, mas como proposta do MEC aliado a projetos estaduais e municipais, o que de certa maneira garante mais qualidade e pelo uma escola de tempo integral.


Ainda para o ensino médio, as propostas de novos componentes curriculares e escolhas feitas pelo corpo discente devem valorizar individualidades e atender novas demandas do século XXI, favorecendo habilidade e competências exigidas pela sociedade.


O que pode dar errado?


Primeiramente falando do infantil e fundamental...a ausência da efetiva universalização de vagas, para além disso, com a volta do ensino totalmente presencial grandes desafios tendem a aparecer relativos à alfabetização e conhecimentos básicos em séries iniciais.


Ainda neste segmento, a ausência de vagas em creches e pré-escolas deverá acontecer em grandes centros, por mais que políticas reforcem a universalização. Ainda neste segmento, ausência de efetividade na implementação de escolas em tempo integral.


Já no ensino médio o grande temor é que a nova proposta seja um grande fracasso, algo que poderá comprometer toda esta imensa revisão curricular a que se propõe a modalidade. Motivos que levariam a este fracasso seriam ligados à evasão, que poderá aumentar devido a situação econômica deteriorada de maior parte da nossa população ou até mesmo o desinteresse pelos novos componentes curriculares.


Mas é você, o que espera para o ano letivo de 2022? 


Serão grandes desafios, contudo nós, do Educação em Ação torcemos para que seja um ano repleto de alegrias e sucesso educacional.

O final do ano chegou, é hora de agradecer!

Mais um final de ano bate à porta...são as festas de confraternização, Natal, virada de ano e para nós, profissionais de educação, o último suspiro do ano.


O Educação em Ação obteve uma brilhante trajetória em 2021, foram grandiosas edições com inúmeras notícias positivas, e é claro, muitas negativas - O que infelizmente é comum ao meio educacional.


Mas para nós, Jorge e Lucas, é hora de agradecer!


Agradecer por todo apoio de patrocinadores, da própria Rádio Cocal 87.9 FM, que abriu mais uma vez espaço para a divulgação de projetos e notícias educacionais. Manteve o Educação em Ação ainda mais forte em sua programação, gerando ainda mais possibilidades para que em 2022 surjam mais novidades.


E para um novo ano?


Para 2022, a terceira temporada de nosso programa, esperamos grandes novidades, e partir do finalzinho de janeiro, a beira de um novo ano letivo, voltaremos com ainda mais intensidade, sempre na mesma frequência, com transmissões ao vivo pelo Facebook, e abertura de espaços para protestos e temáticas polêmicas que envolvam as diferentes esferas da educação.


Nossa gratidão!


Muito obrigado a todos que acompanham, e se fizeram presentes neste fabulosos ano de 2021, que apesar de grandes dificuldades, foi superado com árduo trabalho e acima de tudo muita dedicação.


Da equipe do Educação em Ação no resta agradecer!


Até breve, e que venha 2022!


Os seletivos e suas eternas confusões

Os seletivos para profissionais da educação nunca foram de fato uma primazia em termos de organização, porém sempre obtivemos boas avaliações no quesito lisura e agilidade.


Depois de regionalmente testemunhamos alguns episódios de editais ruídos e empresas desistindo de certames, chegamos a principal prova, a de seleção estadual promovida pela SED/SC.


A quantia de proponentes ao certame aumentou muito, tanto que a Selecon, do Rio de Janeiro, desistiu de organizar esta seleção, devido sua envergadura e todo o dispêndio exigido. A Acafe assumiu, experiente na seleção, logicamente gerou o sentimento de seguridade nos profissionais que se inscreveram.


Em muitas regionais o certame foi excelente, e também ocorreu de forma organizada, promovendo a prova na mais absoluta segurança e confiabilidade. Já afirmamos, a Acafe detém imensa experiência e sempre participou de certames de tamanho gigantesco como este, como edições anteriores e vestibulares das universidades comunitárias de Santa Catarina.


Porém…


Em outras regionais o certame foi marcado por grande confusão, desorganização e acima de tudo, irresponsabilidade da própria Acafe. A SED/SC contratou a Acafe e desta forma assiste a distância todos os casos relatando acesso a celular ou movimentações supeitas em sala.Para além disso, temos casos de pessoas passando mal em salas abarrotadas, impedindo sequer a idoneidade da avaliação, já que pareciam provas em dupla.


Quem é o culpado?


Depende. O culpado logicamente sempre é buscado, e recai quase sempre ao contratante a responsabilidade, e não poderia ser diferente…


Mas é a Acafe? Pois bem, tem sido alvo de inúmeras críticas, contudo tem afirmado que forma casos isolados, de qualquer maneira ficou evidente que problemas existiram, e que o volume de candidatos foi um grande problema para quem se acostumou a ver estas provas em Santa Catarina.


O processo também ilustrou irresponsabilidades como pessoas utilizando o celular em sala, filmando cartões de prova e também ironizando situações.


Fica claro que estes processos sim, podem oferecer pontos de discórdia e desorganização, mas cabe aos educacadores que dele participam primar pelo cumprimento de regras básicas, com o bom senso prevalecendo…


Agora é aguardar os próximos capítulos e uma possibilidade de cancelamento, em pleno dezembro de 2021, será que seria a melhor solução?


Aguardemos...


O Bolsa estudante é a solução?


O ano de 2022 ficará marcado pela virada de chaves em Santa Catarina, principalmente pela inserção em definitivo das escolas na modalidade do Novo Ensino Médio, que promete em seu escopo uma grandiosa revolução. O rompimento de paradigmas e gargalos parece ser um desafio para duas ou três décadas…


Mas e o Bolsa estudante, já ouviu falar, caro leitor?


Este projeto visa combater a evasão escolar, um problema crônico da educação brasileira, e que por ventura aparece com força em grandes municípios de Santa Catarina. O projeto já foi encaminhado para a ALESC, e carece de revisões, já que alguns critérios como bom desempenho e frequência deverão ser levados em consideração para que o benefício seja de fato pago aos responsáveis pelo aluno.


Mas qual seria o objetivo do bolsa estudante?


O ano de 2022 é eleitoral, e toda a prática neste tipo de ocasião merece ser analisada com todo cuidado. Apesar de fatores externos corroborarem para uma análise política desta pauta, valer-se-á o bom senso,afinal, boa parte de nossos estudantes são trabalhadores, e necessitam completar ou complementar a renda de suas famílias, deixando claro que alguns são os mantenedores de alguns grupos familiares.


O fato é, o bolsa estudante tem tudo para ser uma estratégia eficaz para a manutenção do estudante no Novo Ensino Médio, afinal, ele, mediante a comprovação de documentos de rendimentos, conseguirá fazer usufruto de 11 parcelas de 568 ao longo do ano letivo. Apesar disso, o caráter emergencial da matéria analisada por nossos representantes se dá pelas brechas orçamentárias e todo o traquejo necessário para que estes valores cheguem aos responsáveis.


Não podemos admitir que estudantes se tornem subalternos escolares, mas ao mesmo tempo não se torna viável desperdiçar a chance de contemplar famílias carentes com programas sociais que auxiliam na manutenção do subterfúgio mais importante ao jovem, a Educação…aquela que muda realidades e transforma cidadãos!


Que o programa/projeto se torne um sucesso, e principalmente, que os responsáveis façam usufruto de maneira adequada deste processo…e unidos, que vençamos o grande fantasma que impede que boa parte de nossos estudantes concluam esta etapa essencial de escolarização, a evasão escolar.