Na Geografia lidamos a todo
o momento com o conceito de território, afinal, desde os primórdios da ciência geográfica
este se faz presente nas temáticas discutidas por pesquisadores e alunos e
professores.
Podemos adotar a definição
de território proposta por Marcelo Lopes de Souza, que julga o território como:
“Todo espaço geográfico delimitado e possuidor de espaços fronteiriços e onde
há relações administrativas e de poder”.
Neste contexto, o viés da
discussão cabe ao âmbito escolar, onde facilmente podemos perceber que a
fragmentação territorial é bastante evidente, afinal, as semelhanças e
diferenças entre costumes e crenças de alunos os afastam e os aproximam um dos
outros, facilmente percebemos que há a criação de determinados grupos, estas que
podem estar apoiadas por afinidades musicais, por exemplo.
É papel da escola, seu corpo
docentes e orientadores, conhecer e refletir sobre a relação entre a juventude
e seus territórios, assim, conseguirão valorizar de maneira plena as culturas
juvenis.
No Âmbito escolar é fácil
diagnosticar que vemos os “Rockeiros”, os “Funkeiros” e até mesmo os “Nerds”,
cada um deles segue um conceito de comportamento, e por vezes até se vestem e
se comportam de maneira estereotipada, o que por vezes gera debates e
discussões infindáveis, afinal, nem todos são obrigados a amarem o que
realmente detestam, mas, devem aprender a tolerar.
Mas tudo é fase, tudo passa
e tudo cai, grupos conseguem se “territorializar”,
e outros repentinamente são “desterritorializados”,
aconteceu comigo, afinal, a onda do Hardcore
melódico que assolou minha adolescência, por volta do ano de 2005, já não
faz mais parte das tribos adolescentes de hoje, minha tribo foi destituída e
tivemos nossos pajés assassinados!
No inicio deste ano
vivenciamos situações muito parecidas com o cunho deste debate, afinal,
percebemos que o rolêzinho, este praticados por jovens de todas as classes
sociais, era à busca de território por jovens com o anseio de reunião, é claro,
sabemos que aproveitadores também eram integrantes desses movimentos e que
crimes e demais delitos foram cometidos.
Nas escolas nada disso é
diferente, e na hora de intervalos e recreio percebemos o quão pode ser
fragmentada a população de alunos de uma escola, nunca se percebe uma completa
integração, e quando mais os jovens amadurecem mais evidente se torna a
segregação populacional de alunos, o motivo? Afinidades culturais!
Também é perceptível que os
conflitos ocorrem entre membros de “Tribos” diferenciadas e que as discussões
por vezes são alimentadas visando comprovar quem possui uma cultura mais rica
ou útil para a sociedade, porém, as discussões tendem a serem vagas e pouco fundamentas
fato não isolado devido à falta de instrução e de leitura por parte de nossos
jovens.
Por fim, resta ao jovem que
seja tolerante e que aprenda a reconhecer a importância de todas as tribos de
sua escola, e que nunca seja arrogante ou extremista ao se considerar superior
por fazer parte de determinado grupo, afinal, a escola é um lar de múltiplas
culturas e olhares.
Resta também considerar a
rua como espaço privilegiado para a prática, representação e propagação de seus
rituais juvenis, afinal, lá são o único espaço onde a repressão de educadores,
pais e demais tribos pode ser descartada.
Fonte das imagens:
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhRewF3P108O66rtEaTVL85RE0UZv2iuek9OR4ve84Fp3KSdodoNXOG5R8C6O-q43uC8yY3eEyZemmY7jxkkMKFyLu0b6TUuhyknc92yPqGdHI2DN5PpzVAQETJCNrGEcVtMY2hF_f5cwY/s1600/img005.jpg
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