sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dos idiotas que cruzam sua vida... Sim, um sou eu!/Eu já nem sei mais aonde chegar.

Até bem pouco tempo atrás muito me questionei sobre as dificuldades relacionadas à convivência social, escrevi sobre isso inclusive, e na oportunidade minhas frases e estrofes salientaram o rotineiro e cansativo “dia” de todos.

Abordei também em outra oportunidade o comodismo que nos torna cada vez mais sedentários e ociosos, contudo, unindo minhas linhas de escrita e raciocínio não poderia deixar de escrever sobre a dificuldade de ser diferente em uma sociedade tão estereotipada.

Sim, é normal ser igual ou estereotipado! Gostar das mesmas coisas ou talvez se trajar igual a um ídolo pop ou personagem de série americana popular. Porém sabemos também que tal comportamento é fruto de uma padronização advinda de grandes centros, como Europa e Estados Unidos, estes que desejam vender seus produtos e comercializar comportamentos e atitudes, assim como seus idiomas e sua cultura.

Quem poderá nos defender dessa padronização de comportamentos?
Fonte da imagem http://sbt.com.br

Vivemos em um país que possui extrema carência de difusão e de propagação de cultura. Nossa cultura é extremamente mal conduzida por dogmas vindos de países mais desenvolvidos, pouco nos importamos com tradições e costumes mais antigos próprios de nossa nação.

Mas minha grande angústia refere-se principalmente ao desafio de ser diferente, afinal, por vezes sabemos que é condenável adortamos comportamentos ou atitudes distintas da grandiosa massa que compõe nosso país, podemos ser julgados por mídia, família ou grupo de amigos ao tomarmos decisões controversas (Para grande maioria das pessoas).

Sim, somos idiotas, facilmente manipuláveis e por vezes tolos e injustos, condenamos a diversidade, tanto étnica, cultural ou sexual, somos em grande parte preconceituosos e “turrões” com todo tipo de diversidade.

Fonte da imagem http://flamir.blogspot.com.br/


Atualmente percebo que por vezes os jovens mais se importam com seus status do que realmente com seus futuros, e tomando isso como preceitos básicos de vida tornam-se em suma grandes idiotas, talvez esquecendo que um dia crescerão e terão que arcar com uma maior gama de responsabilidades que as atuais.

Em uma sociedade tão estereotipada o indivíduo que possuir envolvimento com as artes, música ou esportes poucos difundidos torna-se um extraterrestre, afinal, somos um país padronizado, e estigmatizado pelo futebol, funk, axé e demais inutilidades que nos cercam.  

“O mundo não é uma mar de rosas”, realmente não é, porém acredito que podemos torná-lo um pouco melhor e civilizado, mesmo que isso nos custe tempo e muita paciência, aliás, haja paciência!

Por fim encerro mais este breve relato compartilhando mais uma de minhas opiniões sobre possíveis e necessárias mudanças em nossa sociedade, sejam diferentes!


 Esteban - Muda

A falta de visão que nos levou a tudo isso
Foi tão difícil de se acostumar
[...]
Saber o meu lugar
Tentando ser o que eu não era mais
Eu me vi escondido em um mundo que você criou

E nunca mais voltou pra me libertar

E eu que não sei aonde chegar
Já caminhei tanto pra encontrar
E eu que não sei como te falar
Já escrevi tanto pra cantar


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Das verdades que um dia eu tanto guardei...

Realmente é muito dificultoso nos dias atuais termos pelo menos 50% da atenção das pessoas que estão ao nosso redor, tudo o que é crítico, ametódico ou “novo” é ruim ou desagrada, as mudanças são trabalhosas e nos custam um precioso tempo. Esse tempo que nos custa talvez seja ocioso, porém não gostamos de ter nossa ociosidade invadida por mais trabalho! Mas, é um direito individual ser sedentário ou acomodado.

O sedentarismo ao qual me refiro é o intelectual, é sabido que a maioria das pessoas estuda mais de 15 anos buscando um confortável futuro, um “cômodo” futuro. Porém, após a conclusão deste período a maioria acaba desativando o “setor” cognitivo de criticidade, em suma, viramos uma peça do “Balaio”, mais um integrante da “Massa”.

Afinal, por que estudar? Depois que chegamos ao “Topo”, ou onde desejamos, a ambição e a criticidade começam a deixar de ser importantes, já cumprimos nossa missão, aliás, fizemos até demais! Será? Agora devemos aceitar tudo o que a mídia e os veículos de informação “confiáveis” nos oferecem de maneira mastigadas, como “Papinha” de neném, afinal, por que investigar? A minha ou a nossa opinião pouco importa, já estamos no “topo”!

Fonte da imagem: http://casasuscine.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html

Um texto longilíneo como este a partir do quarto ou quinto parágrafo possui a tendência de ficar mais interessante, porém, e daí? O que isso influenciará para quem ler? Ganharão ou agregarão valores financeiros? Não! Então não vale a pena ler, é isso que a maioria pensa ao ler mais um relato vago e desvinculado das babaquices popularescas que invadem a programação da televisão ou a internet.

O comodismo refere-se justamente à preguiça que adquirimos com o passar do tempo, novas graduações, novas leituras, novas discussões são descartadas rapidamente, exigem o “Pensar”, e isso fica lá atrás, no tempo que lutávamos para chegar ao topo.

No fim das contas arrumamos um “Bom” emprego, construímos uma família e utilizamos a velha desculpa de que não temos tempo ou dinheiro para galgarmos novos objetivos, afinal, sabemos o quanto custou chagar até ali, e não vale a pena tentar nada novo, riscos são coisas de pessoas joviais e amadoras.

O Autor do blog ao perceber que você não captou a mensagem central do texto....
Fonte da imagem: http://casasuscine.blogspot.com.br/

Saliento que realmente existem exceções, há pessoas que não abandonam seu estilo arrojado e jovem com o passar do tempo, pelo contrário, tornam-se mais críticas e mais agregadoras de valores positivos, definitivamente um acomodado não é exemplo para ninguém, afinal, sabe-se que o profissional de mais sucesso não é o que possui ganho financeiro relativamente maior.

Por fim concluo mais um relato implorando a todos que não se deixem levar por meras informações veiculadas na mídia, pesquise, seja crítico, torne-se opositor a tudo o que está errado, critique! Não coloque no pedestal e nem chicoteie ninguém antes de aferir e averiguar os fatos, procure se informar, galgue novos objetivos! Não ponha a culpa nos grevistas, se há greve, procure entender o lado do trabalhador, não seja egoísta, seja crítico, isso lhe fará bem!

Você me faz correr demais
Os riscos desta highway
Você me faz correr atrás
Do horizonte desta highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto
Deserta highway
Estamos sós e nenhum de nós
Sabe exatamente onde vai parar...



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Fé não se discute, mas e religião? Sim, e devemos! Texto incidental: Fiquem com nossa fé! Não levem nosso dinheiro...

Etimologicamente falando, a palavra “Religião” é originária do latim, vem de “religio”, termo este que possui os seguintes significados: Respeito e reverência, e é de suma importância frisar que tal termo não correspondia ao “Transcendente” ao qual associamos nos dias atuais devido Às religiões cristãs, referia-se certamente ao ato de respeito praticado pelo cidadão Romano ao seu império.

Você acha história chato? Então pule o próximo parágrafo.

Observando o contexto histórico do desenvolvimento do império Romano, percebe-se que por volta do ano de 317 o imperador Constantino visando unir as quatro partes do império Romano adotou definitivamente símbolos cristãos e toda sua “História”, deslumbrava com isso alguns suspiros ao decadente império, já que o bom e velho paganismo já não mais acalentava os corações de seus seguidores. Constantino de maneira astuta declarou-se proprietário e  fundador do catolicismo.

Nos dias atuais convivemos com um imenso “Boom” religioso, a cada dia que passa surgem inúmeras novas igrejas e seitas, muitas derivadas de ideais discordantes existentes em algumas delas, com isso surgem ramificações da “Deus e amor”, “Assembleia de Deus”, Igreja Quadrangular” e “Igreja Universal”.

De fato, nunca um cidadão de postura correta e idônea pode menosprezar ou ridicularizar a fé alheia, fato que hoje em dia vem ocorrendo em demasia, primordialmente em redes sociais. Porém, é perceptível que igrejas estão se tornando indústrias ou fábricas de coleta de dinheiro, e estes imensos valores que circulam nas mãos destas igrejas não são computados por órgãos federais e tampouco há impostos sobre o mesmo, portanto uma igreja pode servir como ótimo local (Local ideal) para “lavagem de dinheiro”, ou seja, torná-lo legal e limpo, perante a justiça.

Valdemiro chorão: Quero somente alguns milhões!

O Grande crescimento do número de igrejas no Brasil iniciou-se, segundo dados do IBGE, a partir da década de 70, período em que a Igreja católica passou a sofrer intensa queda entre o seu número de fiéis (Observar gráfico mais abaixo).

Fonte: IBGE.

Grande maioria das igrejas surgiram após desligamentos protestantes da igreja católica, e destes desligamentos surgiram as igrejas evangélicas, algumas já eram advindas de países como o E.U.A, porém, como coelhos que se reproduzem em uma velocidade incrível, as igrejas evangélicas foram se fragmentado ainda mais. É possível, nos dias atuais, contemplarmos em um bairro periférico ou de condições econômicas e sociais precárias, um maior número de igrejas do que de “Botecos”.

A religião, não a fé, sim está conexa a pobreza, segundo artigos e pesquisas de cunho científico a religiosidade é associada à pobreza, a baixa escolaridade e a níveis de criticidade baixos. O que em minha opinião, baseada no senso comum, é procedente, não pelo o que a mídia nos retrata e distorce, mas pelo recorte regional em que vivo.

R.R.Soares: Preparem seus bolsos, o show vai começar!

O apelo feito por religiões “Caça-níqueis” é extremamente deprimente, há vários vídeos e depoimentos de ex-integrantes de instituições sanguessugas que chegam a nos chocar, não somente pelas atrocidades humanas e financeiras praticadas, mas pela maneira ingênua como pessoas se envolvem com o “Negócio” lucrativo chamado religião.

Como ateu convicto, posso afirmar que minha opinião é considerada irrelevante por muitos, primordialmente para os religiosos, afinal, somente sou um garoto “Descrente”. Mas como podemos ser “Crentes” atualmente? Vemos todos os dias escândalos relacionados À pedofilia, ou palavras regurgitadas por Malafaia (Pseudocientista religioso) ou pelo verbalizador R.R. Soares ou até mesmo pelo homofóbico Marco Feliciano, sem esquecer é claro do chorão Valdemiro “Fazendeiro” Santiago.

Malafaia: o Trízimo é um contribuição extra, se vire para conseguir, trabalhador!

Para finalizar não podemos esquecer-nos dos conflitos religiosos existentes, estes que visam o aumento de seus “rebanhos”, armas “Sujas” são utilizadas nestes conflitos santificados, tais como: Inserção do esporte aliado à religião, Programas sociais de benefícios a “Alguns” pobres e miseráveis, além das pseudocuras espirituais e físicas.


Por fim, se você crê, fique atento! Aproveitadores estão em todos os lugares, e sempre visarão não somente sua fé, esta que deve ser magnífica, mas sempre ambicionarão seu suado e trabalhado “dinheirinho”.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Maconha, eu não legalizo, e você?

Uma discussão bastante popular, repleta de polêmicas e de informações enganosas, e assim que defino este debate, pelo menos em nosso país. No entendo é bastante sabido que movimentos a favor da legalização da erva são bem organizados e fundamentados, a linha contrário à legalização também não faz feio e organiza-se no mesmo nível.

A maconha recebe a nomenclatura científica de Cannabis (Com três gêneros: Sativa, Indica e Ruderalis) e possui sua origem geográfica na Ásia central e meridional. Começou a ser utilizada antes mesmo de Cristo, por volta de três milênios, e hoje em dia é consumida no mundo todo. Em alguns países o consumo e comércio são parcialmente legalizados, podemos citar como exemplo Holanda e Uruguai, cito que é parcialmente legalizada devido Às restrições impostas ao porte e também ao comércio da mesma.

Fonte da imagem: http://sargentolago.blogspot.com.br/2010/07/por-que-liberar-maconha.html (CLIQUE PARA AMPLIAR).

No Brasil a maconha está conectada a universos bastantes distintos, podem ser citados aqui grandes cientistas, políticos, músicos e escritores que fazem ou fizeram uso da mesma, e também apoiam uma possível legalização, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos célebres defensores da causa. Também podemos associar o consumo da maconha às periferias e zonas de pobreza ou extrema pobreza de nosso país, é perceptível que “Bocas” e fornecedores em sua grande maioria localizam-se em locais ermos e distantes de localidades nobres.

Em nosso país a maconha é ilegal, porém não há penas de reclusão para o consumo, de fato consumir não é crime, porém o porte de grandes quantidades pode remeter a tráfico, que é crime. Segundo o artigo 28 da lei nº 11.343/2006, de 23 de agosto de 2006 os usuários de drogas podem ser somente advertidos ou vinculados à prestação de serviços comunitários.

No Brasil a discussão a acerca de uma legalização está a dezenas de anos em tramitação no congresso nacional, diversas frentes parlamentares já foram constituídas e dissolvidas durante este tortuoso percurso, é que de fato há muita pressão e influencia midiática no debate, o que acaba gerando desconfiança na maioria das vezes entre os parlamentares, usuários e população em geral.

Sátira após os intensos protestos da “Marcha da maconha”.
Fonte da imagemhttp://www.blogdoserido.com.br/supremo-libera-a-marcha-da-maconha/.(CLIQUE PARA AMPLIAR).

Mas afinal, por que não legalizar a maconha em nosso país? Em minha opinião a maconha é como qualquer outra droga lícita que conhecemos, como bebidas alcoólicas, cigarros e remédios (Estes que são controlados em algumas instâncias, como os faixas preta) e como todas as lícitas é bastante evidente todos os seus males.

Classifico que a maconha, nas mãos de quem sabe administrá-la, é o grande passaporte para o uso de outras drogas mais “potentes” e arrasadoras, como a cocaína e o Crack. É uma opinião bastante conservadora, porém, bastante conectada a nosso contexto atual de sociedade, esta que vive diversos percalços sociais corriqueiramente, primordialmente em áreas como saúde, educação, habitação e segurança pública.

Sem pestanejar sabemos que governos federal, estaduais e municipais gastam dezenas de milhões com recuperações de indivíduos usuários de drogas, e sabemos que muitos ali adentraram ao “Mundo das drogas” através da maconha, não preciso de dados concretos para isso, a realidade nua e crua nos fornece este tipo de informação.

Fonte da imagem: http://tecciencia.ufba.br/articles/0000/8802/charge.jpg?1290357227. (CLIQUE PARA AMPLIAR).

Diversos estudos científicos provam reais benefícios da maconha, contraditoriamente alguns se mostram contrários ao uso da droga e provam reais danos cerebrais acarretados devido ao uso da mesma. Ocorre em muitos debates a associação ignorante e errônea de que quem se utiliza da maconha pode ter seus horizontes abertos ou escancarados, como tal fonte de inspiração.

Quando debatemos a legalização da maconha não podemos esquecer que o Brasil não é um dos grandes produtores mundiais, nossa maconha é importada de países como Afeganistão, Canadá, China, Colômbia, Índia, Jamaica, Laos, México, Myanmar, Países Baixos, Paquistão, Tailândia, Turquia e Estados Unidos. O desembarque o chegada dessa droga no Brasil movimenta um enorme montante de dinheiro que não é computado pelo governo federal, dinheiro sujo e ilegal, ou seja, quando você adquire maconha pode estar adquirindo um produto importado, advindo de trabalho escravo e sem impostos, além disso, vai financiar o crime organizado.

Fonte da imagem:http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6d/Efeitos_corporais_provocados_pelo_Cannabis.png.(CLIQUE PARA AMPLIAR).

Os problemas da maconha não param por aí, existem também o fluxo de “produtos” de má qualidade, estes que podem conter substâncias ainda mais prejudiciais que a própria droga.
Diante de tudo o que apresentei, sigo firme em minha posição conservadora, não legalizo a maconha!


E você, ainda legaliza sem peso na consciência?



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Me dijeron que era para que todo sea así!

(Me foi dito que era para tudo ser assim!)

O título em outro idioma é mera ferramenta utilizada para atração de leitores, não que me importante tanto com números, mas, “Me foi dito que era para tudo ser assim”, o que quero dizer com essa frase emblemática, criada por Beeshop? Minha resposta é rápida, sensitiva e sem rodeios! Neste breve relato exploro uma das fraquezas inerentes a todos os seres humanos, os números!

Estamos em eterna correria, em constante atraso e em fervoroso combate À máquina, sempre nos esfacelamos correndo atrás do melhor para nós, familiares, amigos, e sabemos que para tudo isso nos envolvemos com números. Alguns destes números relacionados À finanças, outros a notas de boletins escolares, outros envolvendo o calendário, o tempo e a jornada de trabalho, estamos rodeados de números! Porém isso pode ser muito positivo, pessoas que lidam bem com estes números são as que mais prosperam, gerenciam bem seu tempo, seu dinheiro e por consequência suas vidas.

Números: Onipresentes em nossas vidas!
Fonte da imagem: Blogmat.blogspot.com.br

O grande problema de corrermos atrás ou lidarmos com tantos números é a dependência, sempre almejamos mais; ganhar mais, ter mais ou ser mais. Corriqueiramente ultrapassamos os limites da moral e ética, para termos mais ou acumularmos nos tornamos egocêntricos e egoístas, nos tornamos reféns de nossa própria prepotência e ambição, e para atingirmos os objetivos que almejamos por vezes prejudicamos ou atravancamos a vida alheia.

Mas por que agimos assim? O porquê de tanta ambição? Alcançarmos o famoso e desejado “equilíbrio”!? Será um sentimento próprio de o humano querer mais ou desejar sempre mais a qualquer custo?

Acredito que o contexto atual de sociedade, ancorada pelo capitalismo, nos torna e nos fabrica desde o berço seres consumistas, é bastante evidente percebermos que valores como solidariedade, fraternidade e igualdade vão se perdendo conforme caminha a humanidade, valores negativos como egoísmo, intolerância social, divisão, desrespeito e desonestidade se tornaram moda e são disseminados pelos próprios pais a seus filhos.

Consumismo advindo de berço, grifes e marcas conhecidas são as preferidas, seu alto custo não!
Fonte da imagem: averdade.org.br 

Em nosso país os bons valores são desvalorizados e quando ocorrem viram manchetes de jornais, tais como os inúmeros casos de pessoas que acham enorme quantia de dinheiro e as devolvem a seus donos, em outros países isso é prática comum, afinal, os bons valores são transidos de berço, a educação e o respeito são primordiais para qualquer pessoa se inserir na sociedade.

O jeitinho brasileiro é constantemente retratado em novelas, séries e programas de nosso país, é visto como malandragem a quebra de regras para o bom convívio social, mentiras são aclamadas ferramentas de ascensão social, mas será que isso que desejamos realmente? Termos uma construída a base de mentiras? Favorecendo assim o aparecimento da corrupção que tanto odiamos.

Mas afinal, Por que me foi dito que era para tudo ser assim!?
Para encerrar mais este relato deixo aqui alguns versos da canção “Números” dos Engenheiros do Hawaii, canção a qual possui como temática central “Os números” e sua consequência e influencia em nossas vidas.

Última edição do Guiness Book
Corações a mais de mil
E eu com esses números?
Cinco extinções em massa
Quatrocentas humanidades
E eu com esses números?
Solidão a dois
Dívida externa
Anos luz...
E eu... o que faço com esses números?
Eu... o que faço com esses números?
E eu com esses números?
Traço de audiência
Tração nas 4 rodas
E eu... o que faço com esses números?

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Eu, as palavras, e o resto é nada mais.

As relações humanas definitivamente estão muito diferentes do que já foram outrora, há um visível distanciamento entre as pessoas e alguns valores advindos do capitalismo como o consumismo, egoísmo, individualismo e a arrogância são características da maior parte da população de qualquer país, principalmente os que estão  em “desenvolvimento”.

Fonte da imagem::http://anarochaubatuba.blogspot.com.br

A Frase seguinte frase de Jaak Bosmans, "A globalização encurtou as distâncias métricas, aumentando muito mais as distâncias afetivas." É bastante fidedigna para o contexto atual de sociedade, adquirimos uma nova vida, a vida virtual, prazeres presenciais agora também passam a ser virtuais, porém tudo isso parece ter saído do controle, as pessoas mais próximas de nós já não nos parecem próximas, próximos estão às pessoas com que dedilhamos mensagens de textos ou mensagens eletrônicas por redes sociais.

De fato não podemos negar que a tecnologia facilitou e muito nossas vidas, porém a acessibilidade a todos parece por vezes ser muito perigosa ou libidinosa, muitos encaram tal constatação como um preconceito e um veto a possibilidade da inclusão tecnológica, mas repare bem prestigiado leitor, questionamos os maus hábitos e modo de vida trazido pela evolução tecnológica e não iremos questionar  quem  ou qual pessoa deve ou não ter acesso aos mesmos.
Calvin e seus conflitos internos, fonte da imagem:: tiras-do-calvin.tumblr.com/‎.

A distância afetiva a qual se refere Jaak Bosmans é a mesma que acaba ocorrendo em nossos lares, afinal é corriqueiro vermos casos de comunicações por mensagens cibernéticas ou de textos entre irmãos de um mesmo lar ou mesmo vizinhos próximos, é também facilmente observado que em restaurantes, shoppings e lanchonetes as pessoas prestam mais atenção em seus celulares do que em suas companhias, salvo casos de pessoas mais velhas e experientes, não integrantes dessa nova era “Tecnológica não afetiva”.

O encurtamento métrico realmente desenvolveu economicamente nosso planeta, é possível transportarmos mercadorias com imensa facilidade para qualquer ponto do globo terrestre, porém é visível também que o encurtamento métrico está totalmente associado às distâncias afetivas, estamos cada vez mais perdendo a cultura de visitarmos nossos parentes nos fins de semana ou de jogar conversa fora em um fim de domingo.

A missão de estar conectado e totalmente ligado aos fatos e modas lançadas na última semana é extremamente estressante e dificultoso, é difícil de imaginar que hoje uma criança demonstre interesse por livros, sim, aqueles velhos objetos de papel com centenas de páginas, a tecnologia é tão mais ampla e “interessante”, vemos que ela substituiu até mesmo os humanos.

Os Jetsons e sua absurda realidade, já não estamos mais tão distantes assim dela, fonte da imagem: www.anos80.com.br.

Para encerrar a postagem deixo aqui as estrofes de uma bela canção de Gilberto Gil, “Pela internet”.

Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut de acessar
O chefe da Mac Milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus para atacar os programas no Japão

Eu quero entrar na rede para contatar
Os lares do Nepal,os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar...

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Rede Globo e sua máquina cultural/Dancem macacos, dancem!

A rede globo é mundialmente conhecida por seu domínio televisivo no Brasil, seu oligopólio se estende de inúmeras emissoras até jornais impressos e empresas de ramos diversificados. Toda crítica a Globo deve estar bem fundamentada, principalmente após a popularização da internet, fato este que tem levado informações deturpadas e falsas a muitas pessoas que por falta de pesquisa acaba julgando o conglomerado de maneira equivocada ou errônea. 

É fato que a Globo e sua programação dominam os lares brasileiros, alguns dados do próprio governo federal brasileiro apontam que a Rede Globo domina a preferência de aproximadamente 70% da população nacional que diz assistir televisão. O dado é inquestionável diante do poder da Globo perante outras emissoras populares, estas que por vezes possuem programações engessadas e programas de baixa qualidade, ou melhor, de pior qualidade que a toda poderosa.

Outro dado que contribui para a preferência e liderança da Rede Globo é o baixo índice de brasileiros que possuem TV por assinatura, estas que contam com maior variedade de canais e opções mais educativas ou interessantes. Aliado a estes fatores estão à qualidade do sinal da Rede Globo, que não atinge somente 0,5% da população brasileira.

                                       Fonte da imagem: Questionamentos.blogspot.com.br

Diante do panorama atual em que a televisão vem perdendo seu espaço nos lares brasileiros para a internet é visível que ocorram mudanças drásticas na programação da Rede Globo, a “Bobalização” praticada pela emissora acaba afetando primordialmente uma margem bastante significativa de nossa população, a que possui menor instrução e acesso ao ensino superior, não há sequer necessidade de estudos ou pesquisas para constatação de tal afirmação.


Além do Cidadão Kane (completo) – Documentário sobre o monopólio da Rede Globo.

Alguns programas da Rede Globo (Ou produzidos em parceria) são realmente elogiáveis, tais como: Telecursos, Telecursos TEC, Globo Ciência, Globo Universidade, Globo Mar, Globo Ecologia, porém é visível também que os mesmos se encontram em horários incipientes ou de pouca ou nenhuma significância comercial, o conhecimento ou a difusão da ciência não é o objetivo da Rede Globo, e sim o entretenimento.

Globo Universidade: O último dos moicanos!? 
Fonte da imagem:Questionamentos.blogspot.com.br

Alguns programas da Rede Globo andam se destacando, e este destaque não é algo positivo, “Zorra total”, “Esquenta” e “Domingão do Faustão” recebem diariamente pesadas críticas referentes ao teor de seus programas, que costumeiramente são invasivos e pouco instrutivos, e se tratando do Brasil vemos uma imensa carência neste quesito, Informação útil. Programas que deturpam a imagem do povo brasileiro e disseminam o emburrecimento como uma grande epidemia são os principais alvos do público da web, o programa “Zorra total” é conhecido por reunir os mestres do humor, estes que de mestre só recebem a alcunha, cansativos e tediosos bordões pisam e ferem o orgulho de milhares de brasileiros todos os sábados à noite, pobre coitado de quem tem que aturar tamanha blasfêmia social.

O programa “Esquenta” é apresentado pela “talentosa” e multifacetada Regina Casé, seu objetivo principal é mostrar o “Brasileiro como ele é”, porém ao ligarmos e vermos por pelo menos 10 minutos percebemos a quantidade de pessoas estúpidas ou vazias que comparecem ao seu programa, um show de “Bundas” invade a telinha, ou telão, dependendo do seu poder aquisitivo! É evidente também a propagação de ritmos musicais de gosto duvidoso, como o Funk, “Cultura” iniciada no Brasil pelo Rio de Janeiro e que já invade o Brasil, infelizmente!

É latente que temos nossa população retratada na programação da Rede Globo, com os programas popularescos aparecendo muito mais que os realmente úteis, assim como ocorre em nosso cotidiano, onde pessoas produtivas atuam basicamente nos bastidores.

Mas o questionamento final que deixo é: Podemos assistir a Rede Globo?

Minha resposta é SIM! Porém para isso acorde cedo! Lá pelas 5 da manhã, incluindo sábados também, lá verás o Tecendo o saber (Baseado em Paulo Freire), Telecurso Profissionalizante, Telecurso TEC, Telecurso Ensino Médio e Fundamental, após isso desligue o televisor e vá dormir, é melhor, vá por mim!
Por fim uma canção da Tribo de Jah; Globalização.


No gueto não há nada de novo
Além do sufoco que nunca é pouco
Além do medo e do desemprego, da violência e da impaciência...



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

¿Tudo o que eu sempre sonhei não vale nada?

Realmente é um clichê discutir a situação de nosso país, principalmente diante do panorama político atual, cenário este dominado por práticas corruptas e extremamente lesivas À população em geral, porém eu insisto!

Fonte das imagens trabalhorodrigogeo.blogspot.com.

Lembro-me muito bem que outrora ouvia de todos os veículos de comunicação que o Brasil seria o país do futuro, logo informado realmente acreditei nisso, erro meu? Seria utopia minha acreditar incredulamente que isso realmente poderia ocorrer? Sinceramente não sei, os primeiros e bons lampejos de mudanças me deixaram feliz, porém sinto-me envergonhado ao comparar o desempenho de nosso país em áreas referentes à saúde, educação e distribuição de renda com nossos vizinhos igualmente pobres e subdesenvolvidos.

No Brasil é fácil diagnosticarmos que os setores dependentes do governo funcionam sempre sobrecarregados e de maneira letárgica, exceto alguns que se referem a impostos, taxas, cobranças ou tarifas, estes são totalmente informatizados e muito rigorosos (Vide cobrança do Imposto de Renda), tudo bem, fazem parte, uma sociedade organizada deve prestar conta ao seu governo, e o mesmo retornar esse dinheiro retido À população oferecendo-lhes bons serviços em áreas básicas como saúde e educação. Mas que tipo de retorno nós temos?

                                          Fonte das imagens :ambienteacreano.blogspot.com.

Quando cito problemas governamentais não me refiro apenas a mandatos recentes, as más administrações em nosso país são endêmicas e transidas (Impregnadas) desde a chegada dos portugueses e suas malditas caravelas.

O fato é, caminho para os rumos certos, economicamente falando, é claro, ocupamos recentemente o posto de 6ª maior economia do mundo, já caímos para a sétima posição segundo o banco mundial, mas especialistas apostam que até 2.050 o Brasil deva ser a 4º maior economia global, mas e daí? Será que continuaremos com nossas involuções sociais?

Se fossemos comparar outros índices além dos parâmetros econômicos levaríamos uma surra com o chicote do falecido Beto Carrero, países menores territorialmente e economicamente como a Noruega, Dinamarca, Chile e até mesmo a Argentina possuem índices sociais bem melhores que nós, entendo que somos um país continental, porém também possuímos uma economia colossalmente continental, mas como dizia Plebe Rude desde os anos 80...

Não é nossa culpa
Nascemos já com uma bênção
Mas isso não é desculpa 
Pela má distribuição...
Cadê sua fração...

Com tanta riqueza por aí, onde é que está 
Cadê sua fração.
Com tanta riqueza por aí, onde é que está...
Até quando esperar...


Mas afinal, tudo o que eu sempre sonhei não vale nada?