Após o advento da 3ª
Revolução Industrial, esta iniciada em meados de 1940, deu-se início o período
técnico-científico-informacional, tal período é considerado como marco inicial
de uma grande série de rupturas, dentre as quais a valorização da informação e
a evolução tecnológica, que até então caminhara em letárgicos passos.
A internet sem dúvidas foi
uma das grandes responsáveis por intensas transformações sociais e econômicas que
cada vez mais modelam nossas vidas e sociedade, pois através da utilização da
grande rede Web podemos com poucos
cliques acessar um imenso mundo de informações.
No inicio da década de 1990
a internet começou a dar passadas largas e se desenvolveu como já foi
elucidado, a “mera” troca de informações, objetivo inicial, foi ficando para
segundo ou terceiro plano, sendo que a internet nos dias atuais se configura
como importante e necessária ferramenta para diferentes áreas.
Segundo o geógrafo Milton
Santos, a informação é o bem mais valioso para qualquer sociedade, e a mesma é
valorizada mediante sua propagação, mas também com o cunho econômico, portanto
não podemos deixar de atrelar em nenhum momento a economia e a difusão de
informações.
No fim da última década
ocorreu a popularização de serviços como correio eletrônico, transferência de
arquivos, mensagens instantâneas e videoconferências, sendo estes úteis a
diversas áreas do conhecimento e À economia. O acesso móvel também é destacado,
possibilitando inclusive a usuários sem computadores pessoais o acesso À rede.
Por fim, a internet e seus
serviços se consolidam como grande fonte de informações e ou, propagação das
mesmas, e a comunicação entre os usuários é um destes importantes pontos,
transcendendo assim barreiras físicas que antes impediam a difusão de
informações.
O perigo mora ao lado
As redes sociais são sem
dúvida alguma essenciais em um contexto vida social, afinal nos informamos e
lidamos com notícias úteis, além de nos comunicarmos com pessoas de nosso ciclo
de amizades, contudo, nem tudo são flores, e na internet podemos observar que
facilmente somos manipulados por notícias falsas ou sem algum fundamento
fidedigno, porém, ao vermos a mesma compartilhada adotamos como verdade
absoluta.
A poucos dias assistimos perplexos
uma situação que envolveu uma senhora, esta moradora de uma comunidade carente
do município de Guarujá, estado do São Paulo, a mesma foi confundida com um
retrato falado e julgada como praticante de rituais de magia negra , além de
sequestradora.
A pobre senhora, que já
possuía problemas de saúde, foi espancada e julgada por uma população ignorante
e mal informada, e fomentada por boatos inverídicos que rolavam em uma rede
social. Definitivamente podemos afirmar que a informação possui sim um valor econômico
e social agregado, porém cabe ao ser humano manuseá-la e classificá-la, bem
como aferir se seu contexto é realmente fidedigno.
Atualmente a leitura tem se
afastado muito dos jovens, é perceptível que vivemos em uma sociedade mais
moderna e com informações mais alinhadas e por vezes mais acessíveis, afinal,
com poucos cliques podemos descobrir tudo sobre determinado tema, e os velhos
livros já não são mais tão úteis e parecem ser somente adornos em estantes já
empoeiradas.
A poesia morreu, e o
interesse pela mesma também! Os livros clássicos da literatura brasileira só
são explorados por vestibulandos que visam atingir suas aprovações, sabe-se que
poucos se importam com as obras de José de Alencar ou Jorge Amado.
"O
homem que não lê não tem mais mérito que o homem que não sabe ler." Mark Twain.
Os livros técnicos ou
didáticos também são pouco explorados, escolas visam estimular a leitura, mas
parecem caminhar em caminhos opostos ao gosto refinado do jovem dos dias atuais.
Leituras superficiais e pouco densas são recomendadas aos jovens que leem muito,
mas leem o que não é interessante ou informativo.
Uma imensa chuva de best Sellers invadiu a literatura e
conquistaram vários jovens, porém, vemos que são obras vagas e distantes da
realidade, primordialmente de nossa realidade, volto a repetir, os clássicos
morreram, e o Brasil vemos as leituras efetivas sendo aquelas importadas e que possuem
clichês em seu eixo central; Vampiros, zumbis, lobo e demais elementos folclóricos.
Concluo que a leitura existente é incipiente ou emburrecedora, com diálogos
vagos e vocabulário limitado.
Reptos interpretativos
Presenciamos também imensos
problemas na educação, estes que não somente são relacionados às estruturas
precárias oferecidas pelo governo ou pelos míseros salários pagos pelo mesmo,
mas também pela dificuldade do jovem em se desprender das amarras existentes em
uma sociedade onomatopaica e pobre culturalmente.
Como citei; livros não são
mais tratados como ferramentas de difusão de conhecimento, mas sim como objetos
obsoletos que somente trazem parcela de uma discussão. Nada é tão interessante
nos dias atuais como o feed de uma
rede social, por que perder tempo lendo algo que nem precisamos saber? Afinal,
quando for necessário é só recorrer ao buscador cibernético mais próximo!
"Ler
não é decifrar, escrever não é copiar." Emília Ferreiro.
Atualmente ao lecionar tento utilizar ao máximo uma
linguagem coloquial e utilizar termos que enriqueçam o vocabulário de meus
alunos, e diante de tal atitude percebo a falta que a leitura faz para a
maioria dos jovens, que por vezes fazem questionamentos que são encabeçados por
dúvidas básicas.
"Um livro é um brinquedo
feito com letras. Ler é brincar."
Rubem Alves.
Como se pode escrever algo concreto, coeso e inteligível
sem leitura e prática?
Avaliações e práticas
escolares densas que exijam leituras extensas e produções próprias se tornam
difíceis para qualquer um que pouco pratica a escrita ou que pouco lê, e este
se configura como o maior problema de nossos alunos, que por vezes parecem
perder a paciência ao lerem textos extensos e com uma linguagem mais rebuscada.
Na disciplina de Geografia o
cenário não é distinto! Professores lidam o curso inteiro com autores de
escrita complexa e densa, como: Ab’Saber, Milton Santos e Roberto Lobato, e
depois aplicam suas diretrizes em sala, fica difícil agir e lecionar diante de
um público com tamanha dificuldade em interpretar o básico, quanto mais o
técnico.
“Não basta saber ler que
Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu
contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse
trabalho.”
Paulo Freire
Espero nunca precisar
transformar aulas em “Churrascos de fim de semana”, com gírias infinitas e
expressões pobres para conseguir contextualizar um conteúdo, só espero!
Depois de uma reportagem
exibida no programa “Fantástico” da rede Globo, muitas pessoas mostraram-se
indignadas e consternadas com a situação de nossas escolas públicas, a
reportagem realmente foi chocante, e exibiu cenários realmente deprimentes,
panoramas que mostram nossas crianças em locais totalmente inadequados para o
exercício de seu mais básico direito, a educação.
A reportagem foi conduzida
de maneira brilhante, afinal, selecionou os estados que possuem os mais baixos
índices educacionais de nosso país; Alagoas, Pernambuco e Maranhão, e quando
falamos no último não podemos esquecer-nos de citar a família do poeta,
escritor, compositor e grande salafrário brasileiro José Sarney, este que
manipula como fantoches a população do fadado ao fracasso Maranhão.
Percebemos que o governo
federal faz sua parte, afinal, existem planos nacionais de educação que preveem
verbas específicas para a distribuição entre as unidades da federação e os
municípios, mas será que estas verbas realmente chegam aos seus destinos?
Aliás, será que as mesmas chegam integrais a seus destinos? Facilmente
respondemos com um sonoro NÃO.
As escolas mostradas na
reportagem na verdade são frutos de descasos administrativos estaduais e
municipais, não eximo o governo federal de sua responsabilidade, porém, devemos
ser honestos ao analisarmos os fatos.
Publicações em redes sociais
questionam a presidente de nosso país, quem pouco admiro, confesso, porém
sabemos que a mesma não é diretamente culpada por todas as estapafúrdias
condições que vimos, aliás, se devemos culpar alguém, devemos culpar primeira a
nós mesmos. Nós votamos de maneira displicente sem ao menos efetuar uma
pesquisa antes de escolher alguém que pode comandar um país, cidade ou estado
por quatro longínquos anos.
As condições mostradas nos
oferecem apenas uma pequena parte do que podemos presenciar ao frequentar uma
escola pública, seja ela em qual estado ou município for, sabemos que há exceções,
porém estas são raras e normalmente vinculadas a ações comunitárias, ou seja,
onde pais “pegam” junto para manter um ambiente escolar agradável, sadio e
produtivo.
Na reportagem percebemos o
foco principal de análise no Nordeste e em seus mais pobres estados, contudo
não devemos esquecer que a educação está um verdadeiro caos em todo o resto do
país, fatores atrelados a péssimas condições físicas das escolas já são
conhecidos por todos, violência, alunos defasados, professores insatisfeitos e
superlotação.
Mas, analisando friamente o
comportamento de alguns de meus companheiros de batalha (Professores que
lecionam nestas escolas), penso que nem tudo está perdido, afinal, são heróis que
nem ao menos banheiro possuem, ensinam de maneira histórica e brava alunos mal
preparados e com inúmeros problemas sociais e familiares, e por vezes estes heróis
não recebem em dia seu miserável salário.
Polêmicas a parte, outras
reportagens chocam mais que esta vinculada pela rede Globo, o “Conexão repórter”,
exibido pelo SBT e comandado por Roberto Cabrini a poucos dias exibiu uma
interessante matéria sobre o coronelismo impregnado no Nordeste do Brasil,
usando como exemplo o município de Abaré, interior da Bahia, local onde um
cidadão domina e toma as principais decisões da cidade, isso sem ao menos ser
prefeito dela.
Neste contexto, Cabrini foi
ao município e visitou suas escolas rurais, estas que recebem um público
dominado por filhos de agricultores e pequenos pecuaristas interioranos. O repórter
ficou extremamente chocado com as mínimas condições encontradas, e
diferentemente da reportagem exibida pela rede Globo, os alunos entrevistados
por Cabrini mostraram o resultado de tamanho descaso; Nenhum dos alunos
entrevistados conseguiu escrever corretamente a seguinte frase “A casa é
pequena”, foi observado também que a grande maioria deles, já no 5º ano, sequer
sabia quais eram as letras que compõe nosso alfabeto.
Não me lembro de ter visto algo
tão forte e tocante, um cenário desolador e que provavelmente jamais será
alterado, mesmo procurando as autoridades e demais responsáveis pela educação
do município, Cabrini recebeu a mesma resposta, “Melhorias estão sendo
providenciadas...”. Por fim, em um depoimento contundente, uma professora
revelou caminhar todos os dias 15 quilômetros para lecionar em uma das escolas
(Se é que podemos classificar como), e ao indagar o prefeito sobre uma possível
ajuda para transporte recebeu a seguinte resposta: - Vá montado em um burro ou
jegue”.
Mais uma vez escrevo algo
óbvio, porém de absoluta veracidade e encerro com uma frase de Ariano Suassuna,
grande escritor brasileiro.
“É
muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois
países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos.”
Poucas pessoas de fato sabem
que o carnaval não é uma festa tipicamente brasileira, e sim é originada
através de festanças ocorridas em Portugal, nossos colonizadores. O Brasil
apropriou-se do carnaval e o tornou cada vez mais “Abrasileirado” desde o
século XVII, período em que são datados os primeiros carnavais em nosso país.
Nesta época, pelo que li e apurei, os carnavais ainda eram elitizados e por
vezes completamente inspirados nas festas carnavalescas que ocorriam no
continente europeu.
Os carnavais europeus eram
desfiles mascarados e urbanos, incluindo os folclóricos e já incorporados
personagens que conhecemos, como o Rei Momo. No Brasil, os blocos e trios
surgiram com o fim de agrupar pessoas, que por vezes possuíam fantasias
parecidas e eram acompanhadas por marchinhas, estas que se reproduzem aos
montes e caracterizam carnavais por nosso país, trazendo um ar de heterogeneidade
entre as festas que ocorrem em regiões fora do eixo central de nosso país.
Lendo o livro “Almanaque do Carnaval - A História do Carnaval, o que Ouvir,
o que Ler, Onde Curtir”, percebi realmente que até o fim da década de 1970 o
carnaval era caracterizado como uma festa democrática e popular, afinal,
bastava ter o gosto pelo samba para “Curtir” a festa, por vezes as pessoas
desfilavam e montavam seus blocos sem um devido compromisso, somente se
importavam com a diversão, contudo, como André Diniz aponta, autor do livro, após
o início da cobertura televisiva o carnaval em grandes centros passou a ser
mera competição ou ferramenta promocional de celebridades.
O Autor aponta que os custos e
investimentos de escolas e agremiações passaram a extinguir as chances de
cidadãos comuns participarem de desfiles, imensos locais começaram a ser
reservados para os desfiles, que se tornou em suma um imenso “Torneio”, sendo
que apurações começaram a serem verdadeiras guerras, que por vezes mais
envolviam o ego de comandantes de escolas que o desejo de uma comunidade pela
vitória.
André Diniz salienta que a partir dos
anos 90 a entrada das grandes cervejarias foi preponderante para elitizar as
festanças carnavalescas em grandes centros, os camarotes em passarelas
começaram a se multiplicar e o povo começou a ser tratado como massa
consumidora, invertendo o papel de outrora. Grandes marcas promovem seus
produtos à custa de personalidades, que visitam o Rio e São Paulo com o intuito
de lucrar e não de conhecer a “Festa tipicamente brasileira” que hoje exclui
mais do que diverte.
O panorama atual do carnaval
Nos dias de hoje o carnaval move muito
capital, e capital público! Algumas escolas do Rio de Janeiro recebem quase 5
milhões do governo para organizarem seus desfiles, além de todo o dinheiro que
advém de seus milionários patrocinadores, cervejarias disputam a tapas a
exclusividade de distribuição de bebidas nessas festas, bem como seus
camarotes. Podemos adiantar que pelo menos 35 milhões de reais (dados de 2013)
de dinheiro público passam pela Marquês de Sapucaí em dois dias de desfiles do
grupo especial, se há dúvidas sobre a veracidade de tais dados, clique aqui!
A maioria dos brasileiros é crítica ao
carnaval, aponta que a festança é elitizada e constata que nem todos os
habitantes de nosso país realmente podem usufruir deste período de feriados e
festas. Aos poucos também vemos que pessoas aproveitam o feriado prolongado
para efetuar planos de viagens e descansar em locais menos movimentados e que
por vezes são esquecidos nessa época do ano.
Outro ponto interessante da discussão são os gastos e o retorno dado pelo carnaval, afinal, sabemos que são milhões
gastos para um ou dois desfiles, e que provavelmente tudo após um tempo é
desmontado e descartado, em uma suposição lógica aponto que o carnaval nada
mais é do que queimar dinheiro de maneira irresponsável.
Comunidades pobres, tais como onde
existe a escola Mangueira, no Rio de Janeiro, são espremidas e juntam montes de
dinheiro para financiar algo que jamais dará retorno à escola, por mais
encantadores que sejam os desfiles não darão empregos o ano todo e tampouco
estudos ou possibilidades de ascensão social a algum cidadão da comunidade.
Os 35 milhões gastos no Rio de Janeiro
em 2013 com certeza financiariam a educação de muitos, bem como a formação
técnica ou superior de outros tantos, sem falar em melhorias em saúde e
segurança pública, além de remunerar de maneira justa profissionais que
realmente constroem uma sociedade.
O Carnaval dos dias atuais
na verdade se reserva a grandes centros, ou pontos esporádicos em determinadas
regiões, e nos traz sempre a incerteza, primordialmente para pais e mães que ao
deixarem seus filhos irem para festas não sabem se os mesmo acabarão retornando,
afinal, é constatado que temos um número exacerbado de crimes, acidentes e
índices de violência bem altos nessa época.
A imagem do Brasil acaba
sendo distorcida e desprivilegiada em todo o planeta, que de fato acaba nos
conhecendo por alcunhas famigeradas e tremendamente enganosas, tais como: “O
país da bunda”, do “carnaval” e do “Futebol”. E quem lucra com isso?
Determinada elite que trata os brasileiros como fantoches e meros coadjuvantes
de sua própria história.
Por fim, saliento que de
maneira alguma condeno o carnaval vanguardista e democrático, que jamais
conheci, mas que através de depoimentos e leituras acabei compreendendo o
funcionamento. Mas, diante de tudo o que vejo e leio sobre esta “festa
tipicamente brasileira” reitero minha opinião, o carnaval deveria ser extinto,
chega de sermos emburrecidos!
Em dos poucos relatos e depoimentos lúcidos, Rachel Sheherazade emite um opinião sincera e interessante sobre o carnaval.
Na próxima semana se inicia
mais uma edição do Big Brother Brasil,
um dos programas mais polêmicos e criticados da história da televisão
brasileira. O programa atinge este ano sua 14ª edição, e tem a previsão de
ficar até 2022 em nossa telinha. A
produtora Endemol já noticiou que a
renovação com a Globo é iminente, o programa nada mais é que um Lionel Messi da
toda poderosa Globo.
Histórico
do programa:
O programa foi criado e
idealizado por um produtor holandês, John de Mol, este que era sócio e
proprietário da empresa que detém os direitos do programa, a Endemol. O programa foi baseado em um livro de George Orwell, mais precisamente o
livro “1984”. O produtor ao ler o livro inspirou-se e decidiu criar um reality show onde participantes seriam
filmados e monitorados 24 horas por dia, seu objetivo inicial seria observar o
comportamento de participantes em um local desconhecido e como lidariam com um
confinamento diante de pessoas desconhecidas e com milhões “Vigiando”.
Muitos países realizaram
mais de uma edição do Big Brother (O
objetivo inicial seria apenas uma edição), dentre os quais países desenvolvidos
como Suíça, Alemanha (11 edições!), Suécia e Reino Unido, porém apenas dois
países destacam-se atualmente por produzirem um número elevado de edições,
Brasil e Espanha, esta que é recordista,
com 16 edições até os dias de hoje.
Big Brother no Brasil:
No Brasil o programa é alvo
de críticas, é tratado como escória televisiva, porém, constantemente é notícia
nos principais jornais, revistas e sites brasileiros. De fato observa-se que
com o passar do tempo o programa foi perdendo popularidade, sua audiência é bem
menor do que outrora, contudo seria uma burrice descabida dizer que o programa
não é lucrativo, afinal, a gigante Globo jamais faria 14 edições de algo que
não fosse realmente rentável.
O programa mostra-se cada
vez pior, se analisarmos todas as edições com cuidado, percebemos que o
programa visa polemizar diversas questões, e cumpre seu roteiro de maneira
fiel, sempre incluindo entre os participantes
modelos, empresários, misses e demais pessoas que de fato sejam diminutas de
massa encefálica, mas que agradem uma sociedade carente de heróis. Não
podemos esquecer-nos das cotas e dos ideais bestiais praticados pelo programa,
há sempre negros (Em menor número, lógico!) e gays, com isso visam retratar a
população brasileira, olhem que perceptivos!
Big Brother Brasil: Educando uma sociedade! Fonte: Educarblog.com.br
Houveram edições em que se
criou um clima de rivalidade, separando grupos e também levantando questões
como homofobia, sendo que o programa seria o local menos apropriado para a
discussão de tais reptos, afinal, trata-se de um lixo televisivo que pouco
acrescenta a população, seus personagens pouco produzem e são maus exemplos às
crianças de nosso país. Festas, bebedeiras e cenas que envolvem obscenidade são
comuns, e incentivadas pela produção, o que realmente me machuca é que a
população necessita destes ingredientes para assistir ao programa.
Audiência:
Se analisarmos do ponto de
vista frio e calculista, percebemos que o programa pouco inova, e têm seus
personagens bastante estereotipados, a produção inclusive tratou de eliminar os “Pobres” da disputa,
visando assim tornar o programa mais competitivo, afinal, nos primeiros
programas “pobres coitados” acabaram vencendo, o que desagradou os
telespectadores da camada mais nobre da população brasileira.
Mas devemos observar que a
rede aberta de televisão vem perdendo público, tanto para a TV fechada quanto
para a internet, esta que, aliás, se tornou o principal veiculo de crítica ao
programa. Mas analisando mais alguns
números percebemos que muitos que acompanham o programa o fazem através da
internet, acessando o site da própria Globo e vendo vídeos pelo mesmo, além
de ler notícias relacionadas ao programa nos demais portais, isso indiretamente
é dar audiência.
Audiência do program ao longo das edições, fonte: IBOPE.
Faturamento:
O Big Brother Brasil é dentre todas as edições dos demais países o
mais rentável, e também o que oferece a maior premiação, chegando a 1,5 milhão
de reais, fora todos os outros prêmios oferecidos de “Lambujas” por outros
patrocinadores do programa. Um dos fatos
que mais assombram a crítica é a capacidade de captação de recursos que o
programa possui, afinal, ano após ano o faturamento do programa aumenta
exponencialmente, tornando assim cada vez mais viável novas edições. Para
se ter uma ideia, até 2011 à rede Globo já havia faturado mais de 2 bilhões de
reais, e já possui mais de R$ 200 milhões em acordos de merchandising fechados
para a edição que se inicia em 2014, sem contar que as cotas de patrocinadores
tiveram um reajuste de 12%, deve ser a inflação!
Patrocinadores do Big Brother Brasil: A AMBEV tem duas cotas!
Participantes:
O Big Brother Brasil já teve 217 participantes, alguns nem ao menos
chegaram a entrar na casa, ficaram em uma pré-seleção, a mesma ocorria em casas
de vidros em grandes shoppings brasileiros, uma tentativa de popularizar ainda
mais o programa e torná-lo interessante. De fato a grande parte dos
participantes saiu do anonimato por algum tempo, porém grande maioria não se
consolidou. Como havia comentado antes,
os participantes em geral não demonstram nenhum talento, tampouco oferecem algo
que acrescente a sociedade, e seu lastimável fim é o anonimato e o rótulo de
ex-bbb, cruz que alguns carregam mesmo sendo famosos e profissionais de
outras áreas. Os participantes mais destacados foram Grazi, hoje atriz, Kléber,
o primeiro idiota que venceu o circo e Sabrina Sato, (humorista?) do programa
Pânico na Band. Jean Wyllys merece menção honrosa, pois se consolida como um
deputado federal bastante ativo, integrando o PSOL no Rio de Janeiro.
O poeta e o palhaço:
Pedro Bial era considerado
até o ano de 2002 um grande jornalista brasileiro, pelo menos por maior parte
da população que é fã da rede Globo, porém,
ao assumir o cargo de condutor da “Nave” Big
Brother Brasil acabou perdendo seu prestígio, suas crônicas e
comentário ao fim de cada programa (Os de eliminação) acabam emocionando uma
parcela de tolos que o acompanham, Bial estuda, lê e produz excelentes textos,
transformando os personagens da casa em grandes heróis, em lindas princesas e
em bravos cavaleiros. Ao ouvir alguns de seus comentários percebemos que o
mesmo retira inspiração de outro local, afinal, não é possível ser criativo
após tantas edições e imenso convívio com pessoas que não utilizam o cérebro e
sim somente o “Corpo”.
Crítica
social:
Em minha opinião, e
compartilhada pela maioria racional que vive em nosso país, o programa Big Brother nada mais é que um lixo
televisivo, afinal, não encontramos nada
de positivo mesmo após os 12 anos de exibição em nosso país (Parecem 150!),
muito pelo contrário, o programa se coloca em meses que o nosso país mal
funciona (Janeiro a março), e cruza com o carnaval (Outra idiotice!).
O programa age como ferramenta
de detrimento e emburrecimento de nossa população, que já não é das mais
brilhantes, e por incrível que pareça, pouco faz para mudar este panorama. Hoje
vemos através de dados consolidados do IBOPE que a parcela que mais consome
programas como BBB são de classes inferiores a B, ou seja, uma população mais pobre e por ventura menos esclarecida, e a tendência
é que seja sempre assim se nada fizermos, ou se continuarmos acompanhando
programas tão esdrúxulos e desconstrutivos.
Invariavelmente assistimos
comentaristas e personalidades que comentam o quão é destrutivo é acompanharmos
ou prestigiarmos programas de tal calão, o Big Brother atua como desconstrutor
de valores morais, éticos e privilegia determinada elite, o confinamento é algo
regrado a festas, balburdias e por fim um celeiro
de besteiras lastimáveis, afinal, não se vê alguém lendo ou discutindo
problemas sociais ou causas cabíveis, talvez por exigência da própria Globo, afinal,
quem sabe tudo o que aconteça por lá não seja previsto e ensaiado?
Por fim, acabo mais este
relato, que mais parece um ensaio, ressaltando e pedindo a todos que desliguem suas televisões, ou mudem de
canal, pode ser difícil inicialmente, porém nos ajudará muito na criação de um país
melhor, mais consciente e crítico!
Alguns
exemplos de críticas inteligentes feitas ao programa, e seus similares, lógico!
Boni (Ex-diretor da Globo) emitindo sua opinião!
Régis Tadeu, crítico musical.
Entrevistado da própria produção, logicamente a filmagem nunca foi ao ar.
Neste fim de ano letivo as
conversas tomam o lugar das aulas, inúmeros conselhos decidem o futuro de
alunos, alguns com méritos cruzam a linha do horizonte e seguem sua vida
escolar na mais perfeita paz, alguns já galgam inclusive outras instituições
para estudarem, visando logicamente uma melhor qualidade de ensino, e porque
não uma formação técnica.
Aos que reprovam, resta
enfrentar mais um ano letivo igual, os mesmos conteúdos, métodos, porém com
colegas novos, a idade pode pesar muitas vezes e a desistência pode se tornar
eminente em alguns casos, primordialmente aos que se tornam “velhos” demais
para suas séries.
A reprovação deve ser
encarada como nova “Chance”, e construindo uma analogia, podemos compará-la Às
prisões, onde os alunos que “Reprovaram” continuam vagando até cumprirem suas sentenças,
e algumas delas podem ser pesadas, principalmente aos que reprovam em fases de
transições, tais como 5º ano, 9º ano e 3º ano do ensino médio.
Fonte: http://2.bp.blogspot.com/-notabaixa.jpg
As duras penas a reprovação
é aceita por pais, um ano perdido e de gastos deve ser levado em consideração,
não é comum aceitar uma “Sentença” tão pesada, é consternador observar que seu
filho ficará um passo atrás de todos os seus colegas, e com certeza, será alvo
fácil de piadas e constantes deboches, contudo, continuo com a analogia às
prisões, aquele que se “Arrepende” e cumpre sua sentença, provavelmente aprende
a lição, e deverá prosseguir seus estudos com mais segurança e talvez
confiança.
O que me machuca realmente é
a maneira com que “Recuperamos” estes alunos reprovados, se é que podemos
chamar de recuperação, afinal, o governo pouco investe na educação, e tampouco
se importa com a qualidade do ensino na rede pública, estabelece mirabolantes
exames e metas anualmente, porém nada investe em melhorias estruturais. Índices
internacionais como o PISA (Programa Internacional de Avaliação), sempre nos
mostram abaixo de países menos desenvolvidos.
Não sou entusiasta de dados
quantitativos, e tampouco aprovo a ideia de que devemos formar cidadãos com
habilidades técnicas, como os orientais adoram fazer, e gabar-se. Acredito que
uma formação crítica contribui muito mais para a formação de uma nação estável
e desenvolvida socialmente.
Vemos esplendorosos exemplos
de educadores que se esforçam e realizam projetos de uma magnitude didática
fantástica, porém poucas vezes são realmente reconhecidos ou prestigiados, e
atuam de maneira “Avulsa”, o governo pouco investe no ensino básico, e
direciona seus investimentos mais preciosos para o ensino superior, criando um
grande hiato entre a educação básico e o nível superior.
Aos professores do ensino
básico, resta preparar o aluno para o mercado de trabalho ou então para
vestibulares, ou seja, para ações práticas e que não envolvam criticidade, o
estímulo à criticidade, aliás, deve ser evitado ao máximo, nenhum governo
deseja uma massa extremamente crítica.
Mas diante de todas as
evoluções tecnológicas percebemos enfim que a escola já não exerce mais o papel
de outrora. Trata-se de um mero local de encontro para maioria dos jovens, que
também não fazem a menor questão de serem diferentes, desejam ser “Iguais” ou estereotipados,
a criticidade e a formação de opinião é somente fruto de poucas leituras ou
noticiários tendenciosos, isso quando assistem ou leem algo!
Mas afinal, a reprovação, é
culpa do professor? Ou somos apenas fantoches de nossa miserável e patética
realidade?!
Another Brick in The Wall - Pink Floyd
We don't need no education
We don't need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave us kids alone
Hey! Teachers! Leave us kids alone!
All in all it's just another brick in the wall
All in all you're just another brick in the wall
"Wrong, Guess again!
If you don't eat yer meat, you can't have any pudding
How can you have any pudding if you don't eat yer meat?
You! Yes, you behind the bikesheds, stand still laddie! "
O Consumismo é um tema
bastante atual, e torna-se bastante difuso a partir do capitalismo e a
acumulação de riquezas, logicamente está associado também à tecnologia,
principalmente após os anos 70, momento em que vivemos um imenso e interminável
boom tecnológico.
Se você ainda não viu, segue o vídeo, "Os dez mandamentos do Rei do camarote".
O fato é que atualmente nos
deparamos com alguns pré-requisitos para nos tornarmos membros de algumas “tribos”,
tais como: Possuir conta em várias redes sociais, celulares modernos e objetos
de grife ou marcas famosas. Um belo exemplo dessa ostentação atrativa e banal
foi veiculada pela revista “Veja”, através do famigerado e pitoresco vídeo “Os dez mandamentos do rei do camarote”.
"Rei do camarote prestigiando e enriquecendo este post!
Fonte da imagem:http://extra.globo.com/incoming/10683275-496-292/w448/rei-1.jpg
De fato o vídeo é
tendencioso, e presume-se que muitas das palavras proferidas pelo rapaz no
vídeo são falsas, falaciosas ou
exacerbadamente aumentadas, é possível perceber que o sujeito é frágil e
que se esconde atrás de sua suposta montanha de dinheiro, pesquisei e realmente
encontrei fontes concretas que o mesmo possui imensa fortuna.
E o vídeo? Serve para quê?
Difundir maus valores? Ou somente propagar a incapacidade humana de interagir
com outras pessoas a não ser que utilize seu dinheiro como força motriz deste
processo? Sinceramente? Não sei!
Em uma análise superficial diria
que o vídeo pode ser considerado uma esquete de humor, com personagens e tudo
mais, porém, estarrecido diante da possível veracidade do vídeo vejo o quanto o consumismo pode influenciar uma
pessoa, ou melhor, uma sociedade.
Todos nós possuímos um pouco
de “Rei do camarote”, afinal, por vezes tentamos dar um passo maior que as
próprias pernas, galgamos o impossível, e o pior, possuímos ambições materiais, egoístas mesquinhas, não pensamos por
exemplo o que os R$50 mil reais gastos pelo “Rei” em uma noite poderia fazer em um
asilo ou em uma instituição como um orfanato. Talvez o “esbanjão” saiba, mas não faz questão de pensar no bem que faria
privilegiando outras pessoas.
Até o Mussum já sabia, o que importa é o Status!
Fonte da imagem:http://www.criatives.com.br/wp-content/uploads/2013/11/alexander-rei-do-camarote-6-630x699.png
O ponto central da
discussão, em minha concepção, refere-se à
deseducação produzida pelo vídeo, invertendo os bons valores, e
fragmentando ainda mais as classes sociais, a você e eu, o “rei do camarote”
parece um sujeito inatingível, afinal, sabemos que nunca teremos os seus
privilégios, talvez nem queiramos.
Mas pare e pense, prezado
leitor, será justo exibirmos e profanarmos a filosofia de “Balada” deste sujeito,
tampouco darmos a ele? Sabendo que pelo menos 14 milhões de brasileiros sofrem com
intensos problemas relacionados à fome e ao abastecimento de água? Sem
falar dos problemas que tangem a segurança pública e educação.
Eu, você e Seu Madruga, trabalhadores, chocados com os gastos intermináveis do "Rei do camarote" diante de um panorama social tão miserável de nosso país.
Fonte da imagem:
Realmente o consumismo se
torna uma filosofia de vida quando observamos belos exemplos como o do “Rei do
camarote”, ele simboliza todos os
privilegiados e age em detrimento a todos os trabalhadores, estes que são
os pilares do desenvolvimento de nosso país.
Mas pense, o dinheiro é
dele, deixe ele gastar...
Isso
é hipocrisia! Não podemos nos acomodar ao vermos situações
como estas, devíamos lamentar, e não rir de cenários como o retratado no vídeo.
Sabe-se que ao sobrar privilégios para alguém, falta o básico a milhares,
portanto saiba que ele sim é um vilão, assim como nós somos ao prestigiar
tamanho ato de ignorância.
Eles querem te vender, Eles querem te comprar, Querem te matar (de rir), Querem te fazer chorar Quem são eles? Quem eles pensam que são?