segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mais um desafio concluído...Não há estrada sem fim!

No dia de hoje comemoro mais uma conquista, minha segunda faculdade, minha terceira habilitação! Desta vez festejo a conquista do diploma que me concede a Licenciatura em Informática, um campo que sempre flertei por vários anos.

Nesta nova caminhada iniciada no ano de 2012 procurei estudar de que forma poderia aliar em sala de aula os conhecimentos da Geografia com o mundo cibernético. Dessa faculdade de informática surgiram vários projetos que até hoje mantenho, como o Blog do Futsal Clube Rio Sul Gym, o WebGeo e este mesmo blog "Relatos de um Homem de Bom Coração".


Colhi ótimos resultados nos anos de 2013 e 2014 nas escolas "Filho do Mineiro" e "Colegião" com o desenvolvimento das provas onlines. Projeto que utilizei para o trabalho de conclusão da minha graduação, o TCC. Enfatizo que em ambas as escolas cortei um "dobrado" para convencer alunos a participarem deste novo método.


Agradecimento no fim da apresentação do meu TCC.

Sobre o curso...

O meu curso era pra ser presencial, porém tinha uma demanda para EaD também, o que me levou a estudar pela primeira vez nesta modalidade. Como um bom estudantes, pouco faltei e tentei colecionar bons artigos e notas. Mudei e construí novos conceitos sobre a Educação a distancia, afinal, muito se iludem com a metodologia e acreditam que podem a qualquer momento "Comprarem seu diploma".

Como conhecia área tive facilidade em um alto número de disciplinas, mas em algumas, amigo...complicou, amarguei noites e mais noites estudando disciplinas extremamente técnicas e lendo os belos slides da professora Crislaine, aliás, uma menção honrosa a mesma, afinal, a mesma conduziu aproximadamente 50 pessoas da minha turma ao sucesso.

Fiz muitas amizades durante o meu curso, destaco as que fiz com Márcio, Jaqueline, Carina, Joana e Lidiane. Estes amigos sempre próximos de mim riam das minhas babaquices e brincadeiras de sala (Aos meus alunos: Não façam isso durantes minhas aulas, ok? haha).

Em resumo, só posso dizer que o curso me ofereceu bom material didático e trocas de experiências de grande valia. Creio que senti na pela as dificuldades de se estudar na modalidade EaD, afinal, por vezes estávamos longe da tutora (Esta que fazia milagres!)

Uma lição em poucas palavras...


Tenho a plena consciência que eu  poderia ser mais um jovem acomodado com minhas aulas e demais atividades que desenvolvo, afinal, já havia concluído minha graduação e deveria descansar. Mas...Topei este novo desafio, e confesso, quis por vezes desistir e até chorei com medo de reprovar, quem aqui nunca, né?!


"Jamais siga os passos meus, você vai ver
Que eu estou tão perdido quanto você".

Lucas Silveira, Vida, Biografia em Ré menor.


Adotei como pensamento central várias frases que ouvia por aí, experiências de amigos e decidi definitivamente não desistir (Cheguei muito perto em 2013). Das frases, são estas que você acompanhou ao longo do texto, das experiências, tentei tirar o melhor, esquecendo aquelas que diziam:

"Mais uma faculdade? Por quê?" 
"Vai ganhar mais com isso?"

Sei que esta conquista pode soar simples ante a tudo o que lemos referente aos casos de superação, mas sim, sou um exemplo para alunos e demais jovens que sonham estudar. 

Meus amigos, o conselho que lhes deixo é sempre escutar somente as críticas construtivas, tudo que for destrutivo, esqueça, apague e delete! A inveja e a falta de altruísmo de seus inimigos só servem para te derrubar!

"Há muito tempo, eu aprendi
Que os inimigos são pra nos testar
Aprenda o que eles têm pra te ensinar
Porque eles sabem tudo de você!"

Lucas Silveira, Vida, Biografia em Ré menor.

Pra finalizar, deixo aqui algumas das palavras que mais ouvi como ferramenta motivacional nestes longos 4 anos.

"Evite o coitadismo, brigue pelo o que é seu, pelos seus sonhos".




Concluído!



segunda-feira, 20 de julho de 2015

Saudades do que nunca vivi...O STS Colegião que só ouvi falar...

Em um dos muitos dias de minha vida em que sou acometido pelo mal da insônia paro refletir sobre fatos ocorridos em meu cotidiano, isso é absolutamente normal, afinal, todos pensam em várias coisas antes de pegarem no sono, é algo universal.

Neste dias estava analisando criticamente um vídeo de uma turma que encerrara seu ciclo na escola EEB Sebastião Toledo dos Santos, o ano era 2007, no mesmo momento em que assistia pensei:

-Nossa, que rapaziada integrada e inteligente, utilizavam o Movie Maker e o youtube há quase uma década, que inveja!

Contudo, ao reparar os integrantes do vídeo tive uma grata surpresa, afinal, alguns deles tinham sido meus colegas no de 2004, ano que finalizamos a 8ª série (9ºano). E me lembrei com exatidão que muito comentávamos sobre as possibilidades de estudarmos fora do EEB irmã Edviges.

Muitos falavam do Colegião, era uma escola muito famosa e também sede de grandes eventos escolares, contudo, não me empolguei, e vários colegas partiram com destino a SATC e ao Colegião, fiquei na mesma escola por comodismo, admito.

E neste lapso de alguns segundos vendo o início do vídeo comecei a me imaginar integrante de todas as situações relatadas, afinal, tudo no vídeo parecia estimulante e retratar um escola especial. Lembro-me também que como aluno de fora do Colegião participei de vários eventos na escola, principalmente torneios e campeonatos de futsal, como aficionado, não poderia ficar de fora.

Ainda sobre o vídeo, ao questionar alguns colegas percebemos que a escola, o Colegião, está visivelmente mal cuidado, e com sua população reduzida, uma escola que vivenciou a gloria de ter 3 turnos lotados hoje briga para possuir um turno lotado e olhe lá.

É claro que o Colegião era modelo, afinal, lá se organizavam grandes eventos, campeonatos e a integração dos alunos era contínua, em uma pesquisa rápida e básica achei até um site da época, isso mesmo! Bem tosquinho, feito mais na vontade do que realmente com conhecimento técnico, contudo as visitas e comentários eram constantes.

Analisando todos estes argumentos penso, realmente, como não amar uma escola assim? Você não paga para estudar, as diferenças inexistem do portão a dentro e além de tudo você é integrado a todas as atividades interessantes e dignificantes.

Acredito que o Colegião possuía muros ou grades, mas parecia uma escola aberta, aquela em que os alunos possuem voz ativa e oportunidade de construírem e modelarem, afinal de contas, os mesmos são os sujeitos ativos da educação.

Nos dias de hoje, como professor da escola, percebo que as coisas mudaram ou deixaram de funcionar como antigamente, assim como na maioria das escolas as atividades dinâmicas e todas as coisas “Legais” da escola sumiram, com isso, temos feiras que reproduzem conhecimentos básicos e aulas torturantes em sala de aula, ah, e o método avaliativo? Quantitativo e idêntico ao do século XIX.

Mudam-se os personagens, mas a história é sempre a mesma, podendo ser contada de maneira distinta, contudo sempre com o mesmo final.
Os grêmios e demais atividades parecem pura perda de tempo nos dias de hoje, e em qualquer escola vemos que a importâncias dos eventos decresceu muito, festas são realizadas para formaturas e melhorias no ambiente escolar, porém sempre se colocam abaixo de quaisquer expectativas.

É fundamental compreendermos que uma escola só se faz com o trabalho comunitário intenso, com a coesão do grupo de professores e com lideranças estudantis significativas, afinal, como podemos cobrar atitudes de direções ou governantes se nem nossa própria cama arrumamos.

Voto por uma educação que resgate as oficinas, onde professores possuem salas próprias e esperem seus alunos, bem utópico, mas fazer o que? Com insônia podemos imaginar muitas coisas mesmo.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ser bem sucedido não é ter um Audi A3 é ter lucidez e não se entregar à estupidez!

No início desta semana ao procurar páginas de bandas que acompanho desde a minha adolescência tive um grande choque, duas delas encerraram suas atividades nesta mesma semana, sempre ouço as mesmas quase que diariamente, principalmente em viagens mais longas.

As referidas são o Scracho e o lendário Forfun, ambas bandas que reproduziram por décadas no mercado independente a real cena do underground brasileiro, e não escondo que sou fã delas desde que as conheci, são bandas que começaram no hardcore, estilo que ficou mais conhecido como Emocore por conta de reportagens babacas e desastrosas da rede Globo.

O que o fim destas bandas representam, afinal? No meu caso morrem ícones da minhas adolescência, afinal, por vezes fiz trabalhos escolares e de faculdade nas madrugadas embalado por sons destes caras, sem dúvidas algumas foram grandiosos no que produziram, mesmo que o reconhecimento seja restrito a poucos indivíduos.

Jamais negaria minhas raízes e meus gostos musicais por modismo e confesso que Scracho e o Forfun deixarão em meu coração uma imensa lacuna musical, primeiro porque vários momentos e vivências foram embalados por músicas compostas por estes rapazes, mesmo que com melodias simples e com instrumentais "manjados" sempre me convenceram a valorizar a vida e jamais desistir de meus sonhos.

Várias pessoas ao lerem este breve texto devem imaginar com facilidade o seguinte:
-Mas olha só, logo ele fã de bandas de tipo?

Sim, bandas que me acompanham desde os meus 15 ou 16 anos de idade e como sempre reitero, não gosto de música, gosto somente do que sempre ouvi, o velho e bom hardcore, aquele que gera inspirações contestadoras e que por vezes me consolou em situações que eu me encontrava no fundo do poço.

Por fim, como um fã assíduo do humor crítico do Forfun, não posso deixar de fazer uma menção estratosférica a esta banda, a mesma que sempre apareceu como um ícone em provas que desenvolvi, seja sobre questões ambientais ou até mesmo nos rumos que o consumismo conduz nossa sociedade.

Muito obrigado Forfun e Scracho, que este adeus seja somente um até logo!


Nasce de você a revolução
Sufocada atrás da inércia
Amplifique a forma de pensar
Palmas pra você
Que ainda acredita na vitória
E os que são de paz
Não desiste dos seus ideais
Ser bem sucedido
Não é ter um Audi A3
É ter lucidez
E não se entregar à estupidez


Ainda falta o sol se pôr
E assim é o paraíso
A onda bate e eu vejo você
A energia que ficou
Reflete o seu sorriso
E eu preciso te dizer

Tudo o que eu penso. 
Estranho, mas já que é assim
Eu vou até o fim pra te convencer







terça-feira, 5 de maio de 2015

Um fim para um eterno recomeço...

Na noite do dia 29/04 me despedi de mais uma turma da Educação de Jovens e Adultos, a Turma 111, que iniciou como Turma 64, é verdade. Nesta turma desenvolvi o meu melhor, mais prazeroso e dignificante trabalho nesta modalidade de ensino, lecionei vários temas e conteúdos por longos (Ou não!) sete meses.

Muitos alunos desta turma preparam-se agora para se formarem no ensino médio, apenas dependem de uma disciplina, Educação Física, para alcançarem grandes conquistas e a primeira delas é o certificado conclusão do ensino médio.

Nesta turma percebe-se uma imensa heterogeneidade, pessoas mais experientes, garotos e garotas e também o bom humor e respeito mútuo, algo agradável para qualquer docente que assume esta turma que praticamente se guia sozinha, possuindo valores morais incríveis.

Com um semblante sorridente posso afirmar que tivemos terças-feiras inesquecíveis, sempre com risadas e também muito conhecimento, além de um pouco de cobrança, fato normal de qualquer escola.

Agora, com a conclusão do ensino médio, vários alunos terão a autonomia de escolher o que desejam para seus futuros e quais as melhorias que podem desenvolver em seu cotidiano. Muitos já partirão para a faculdade, outros que preferem os trabalhos práticos escolherão cursos técnicos almejando uma nova profissão.

Mas, diante do exposto um fato não pode ser mensurado, a admiração que sinto por cada um, em sete meses passei a conhecer melhor meus alunos e é impossível não diagnosticar a principal característica comum a todos, a força de vontade, algo que moveu por sete meses todos para a sala de aula buscando conhecimentos nas disciplinas de Geografia, História, Sociologia e Filosofia.

Nestes meses fiquei sabendo de histórias, aspirações, objetivos, dramas e dificuldades de muitos alunos, e é claro, mencionando minhas vivências que eram significativas.
Daqui a um mês grande parte estará apta para enfrentar novos desafios, e é claro, sempre baseado no que aprenderam em sala de aula com os vários professores do Sesi Escola que lhe sempre ofereceram aulas bem elaboradas e dinâmicas.

É estranho saber que não terei mais um compromisso semanal no CEDUP, e vocês, alunos da Turma 111 também não! Agora serão desafiados pelo mercado de trabalho e pela própria sociedade, buscando assim novos rumos profissionais e também aprender novos ofícios.

Agradeço pelo apoio, dedicação e compromisso de todos os alunos da Turma 111, principalmente os que enfrentaram estes sete meses junto comigo, afinal, o lema da Educação de Jovens e Adultos do SESI é “Quem estuda cresce”, e isso está alicerçado em vários fatores. Em sala de aula todos construíram amizades e socializaram muitas informações, discutiram pontos de vista e também ciência.

Nunca olhem para trás e desvalorizem tudo o que produziram, foi uma etapa muito intensa e especial.
Em minha despedida quis ser duro e realmente finalizar meu ciclo como comecei, com piadinhas e passando a segurança de que vencemos mais uma etapa, juntos, é claro! Toda a gratidão demonstrada ao fim de minha trajetória através de cumprimentos básicos são extremamente significantes.

_Até mais, Professor!
_Valeu, Professor!
_Muito obrigado, Lucas!


Para finalizar gostaria de agradecer a todo apoio dado na noite de ontem, noite em que nos despedimos, mas não em que mencionamos a palavra adeus...


Só não queria dizer Adeus

[É que eu tinha tanto pra contar]
Eu não queria perder o que sempre foi meu.


Eu não queria dizer Adeus!

[É que eu tinha tanto pra contar]
Só não queria perder o que sempre foi meu.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Minha vez de ser maior que as muralhas!

Já no fim do ano de 2013, tomei uma decisão no mínimo inusitada, cursar mais uma especialização. Nesse momento cursava uma nova graduação, a de Informática, porém ainda me sentia cru e vazio no tocante À EJA (Educação de Jovens e Adultos) e necessitava direcionar meus estudos para esta área em respeito ao meu público - alunos do SESI.

Sabia que seria um desafio enorme, afinal, lecionava em várias escolas e tinha de reservar a terça-feira especialmente para o curso. E pasmem, minha vaga somente apareceu para um pólo distante - Praia Grande. Sim, toda terça-feira eu deveria ir a Praia Grande e depois lecionar ao chegar em Criciúma.


"Eu odiava cada minuto dos treinos, mas dizia para mim mesmo: Não desista! Sofra agora e viva o resto de sua vida como um campeão."

Muhammad Ali

Mesmo assim, fui persistente! Topei ir sozinho. Inicialmente outros colegas se dispuseram a ir, os planos foram adiados e acabei permanecendo só. Entretanto, acabei indo em frente, já conhecia a região, embora tivesse esquecido do quão distante era do meu ninho – Criciúma.

E as aulas foram “rolando” comecei a me apaixonar pelo lugar e também me encontrei no curso; estava realmente aprendendo a lidar melhor com a Educação de Jovens e Adultos. Constato que me percebia um profissional mais sensível, dinâmico e completo.

Mas... nem tudo são flores! Em Abril de 2014, com o curso em pleno vapor, fui acometido por algo totalmente inesperado. Envolvi-me em um acidente de trânsito em São João do Sul e, por pouco, não me custou mais que meros danos materiais! Repensei minha trajetória no curso!

Meu carro ficou pronto, e pensei:

- Partiu Praia Grande! Não vou desistir, nunca desisti de nada! 

No início da apresentação!

Ledo engano. No mesmo dia em que meu pobre automóvel saiu da oficina, eu me envolvi em outro acidente; sendo que saí de casa para cobrir gastos do acidente anterior.

Confesso que voltei triste para casa e com metade das peças do meu carro em minhas mãos. As mesmas representavam meu coração naquele momento: algo destruído, destroçado, totalmente despedaçado!

Fiquei realmente sem estrutura alguma, muito abalado e “me escondendo”; não sabia como agir e sequer o que sentir! Minha expressão vitoriosa e sorridente deu lugar a um hegemônico semblante triste.

Mas, conversando com meus pais (A voz a experiência tem valor incalculável!) percebi que não poderia abdicar de meu planos, deveria prosseguir com minha rotina e não me abater, deveria voltar a Praia Grande e concluir meu curso, afinal, estava lutando muito por isso, e sempre mostrava interesse e bom desempenho nas avaliações e atividades propostas.
Fonte:http://paulgettynascimento.blogspot.com.br/2012/02/nunca-desista-mermao-charge-humor.html

Decidi regressar e, posteriormente, fiz a reposição da aula perdida. Contudo,  sempre temendo que novos episódios ocorressem, afinal, rodovias movimentadas e perigosas atreladas ao meu cansaço poderiam ser uma combinação fatal.




"Não desista, vá em frente. Sempre há uma chance de você tropeçar em algo maravilhoso. Nunca ouvi falar em ninguém que tivesse tropeçado em algo enquanto estava sentado."

Charles F. Kettering

Todavia, no fim de ano passado, concluí todas as disciplinas e, com isso, fui habilitado a começar a monografia e o artigo de conclusão de curso. E com o auxílio da minha orientadora Tania Cordova e da minha supervisora Simoni Miguel Gonçalves, tudo se tornou realidade. No dia de hoje, 10 de abril de 2015,  apresentei meu artigo o qual foi aprovado por uma exigente banca de um gabaritado instituto federal, o IFSC.

Para alguns leitores esta conquista pode parecer pequena, talvez simplória, contudo a valorizo muito, pois foram, em meus cálculos, mais de 10.000 km percorridos nestes quase dois anos de curso, com vários prejuízos mas com amizades e um resultado muito bem alicerçado na persistência.

Na imagem: Tutora Fabricia, Lucas Cechinel da Rosa, Silvia (Coordenadora do polo) e Simoni.

Afirmo que jamais fui teimoso, mas sim persistente! Fui até o fim, superei limites, neguei impossibilidades e trabalhei com a realidade, realizei um sonho e conquistei mais um dos meus objetivos...

E agora? Agora é o momento correto de comemorar e rumar novos mares, buscando sempre me desprender da calmaria e do comodismo!

Agradeço a todos que prestigiaram minha apresentação ou me acompanharam nesta caminhada!

Menções honrosas Às seguintes pessoas:

Minha família e minha namorada Larissa Silveira;
Tania Cordova (Orientadora);
Simoni Miguel Gonçalves (Banca);
Meus grandes amigos Gio Silva e Elaine Banhara!

Chegou a hora de ser
Maior que as muralhas
Tentarão me prender
Em vão
A gente pode crescer
Perdendo a batalha
Não deixe a vida escorrer das mãos
[...]
Chegou à hora de ser
Maior que as muralhas
Tentarão me apagar
Com escuridão
A gente aprende a viver
No fio da navalha
De que adianta viver em vão




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Chegou a minha vez!

Era exatamente fevereiro de 2001, naquele ano eu iniciava uma nova etapa, saía de minha antiga escola Fiorento Meller e também do primário. Meu destino estava selado, partiria para a Escola de Educação Básica Irmã Edviges, maior instituição escolar de minha região.

Coitada da minha mãe! Ela ficou horas em uma fila esperando limitadas vagas que eram disponibilizadas na época, porém, graças a sua paciência consegui entrar nesta escola em que também estudaram meus irmãos.

Desde o primário, mais precisamente na 3ª série, já sabia o que queria ser quando mais velho: Geógrafo e professor de Geografia, e minha primeira professora nesta nova escola foi uma senhora muito simpática e atenciosa, a Dona Zilma, e através dela ganhei mais gosto pela leitura de cunho geográfico e também por fenômenos climáticos, ela era uma ótima professora, cativava a todos.

"Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda."
Paulo Freire.

No decorrer da minha trajetória na escola me deparei com excelentes professores, da área de Geografia posso citar Dona Sandra e Pablo, este último extremamente conectado à Astronomia, com isso nossa identificação foi instantânea.

Formei-me no ano de 2007, optei por não participar da formatura, pois tinha o desejo de fazer o vestibular no mesmo ano, e infelizmente na época as condições somente me permitiam escolher um dos dois, contudo já no fim de minha trajetória no Irmã Edviges percebia um claro sucateamento da minha escola, sim, após tanto tempo posso chamá-la assim.

"Mudar é difícil, mas é possível."
Paulo Freire.

O Sucateamento que me refiro não era somente estrutural, afinal, por vezes a escola caminhou de maneira incorreta e “espantou” seus alunos, isso também é refletido nas condições atuais de nossa escola, que apesar de contar com uma estrutura física bastante chamativa, possui menos da metade dos alunos que possuía em 2007.

Regressei ao Irmã Edviges no ano de 2011, fiz meu terceiro estágio da faculdade na escola, e Pablo foi meu companheiro neste momento, muito discutimos sobre as condições da escola na época, uma realidade medonha e que só piorava com o passar dos dias. Portas rangiam, lâmpadas não eram trocadas e o básico não era oferecido. Professores guerreiros pareciam se desdobrar para oferecer qualidade, mas era difícil e eu compreendo.

"O professor só pode ensinar quando está disposto a aprender."
Janoí Mamedes

No ano de 2014, já distante do Irmã Edviges percebi que muito se lutou para a transformação física da escola, a comunidade se engajou e tudo começou a ocorrer, a reforma foi um pontapé inicial de um possível resgate do nome da escola, que mais era conhecida por possuir uma infraestrutura inferior às vizinhas.

No fim de 2014 em meio à ausência de aulas para minha carga horária na Escola Sebatião Toledo dos Santos fui orientado a procurar aulas em outras escolas da região, e pasmem, entre as opções possíveis estava o Irmã Edviges, resolvi voltar para a escola, percebi que meus professores estavam todos lá, mudanças mínimas ocorreram, alguns novos chegaram, assim como foi meu caso no Colegião.

"O impossível não é um fato: é uma opinião."
Mario Sergio Cortella

Neste ano, talvez o meu único de Irmã Edviges (como professor) tentarei ao máximo levar qualidade para meus alunos, afinal, por anos fui concebido com ótimos professores, devo muito a esta instituição! Tenho uma chance que talvez seja única, a de retribuir com boas aulas e aprendizagem na minha disciplina.


Hoje, percebo que tenho uma missão, pois não estou entrando em uma escola qualquer! Estou regressando à minha casa, ao meu lar educacional, local onde fui escolarizado e muito aprendi! 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Choro em pensar que o tempo não volta! Um adeus de 201 a 209!

Nestes dias me peguei olhando para o céu, era um dia chuvoso do mês de setembro, e parei para pensar que tudo aquilo que estávamos construindo teria um fim, pois a única coisa que sabemos é que o “Fim é uma certeza”, pensei muito sobre toda a caminhada que um ano letivo traz, de todos os risos e aulas que se vão, de todas as brincadeiras e questionamentos que se perdem ao léu, mas para imaginar que nada foi vão, penso que valeu a pena cada noite que perdi estudando para ser aprovado no concurso e ter uma boa colocação, talvez se fosse algum sujeito relapso, jamais tivesse o prazer de conhecer todos estes amigos que fiz neste ano, amigos a quem tive o prazer de trazer conhecimentos relacionados à Geografia.

Com traços de tristeza escrevo mais este texto, afinal, mais um ano letivo que se vai, e mais alunos e parceiros de aprendizagem que seguem novos rumos, sabe-se que o tempo passa e ciclos se fecham para outros se abrirem, é comum para seres humanos, temos que encarar este fato!
"O importante é o que importa"

Neste ano fiz minha estreia no Colegião, onde talvez eu passe pelo menos uns 30 anos de minha vida, e como se sabe, toda estreia é marcada por nervosismo e também por angústias, mas, ao contrário do que eu imaginava, tudo decorreu da melhor maneira, fui bem recebido e vi que tinha o privilégio de ter excelentes companhias, alunos compromissados e interessados em aprender cada vez mais!

Já no fim do primeiro bimestre sabia que tinha verdadeiras joias em minhas mãos, por isso deveria atuar com perspicácia para lidar e estar à frente da disciplina de Geografia, que a maioria não se interessa muito, confesso. Já no início do ano propus uma experiência nova para avaliações, e resolvi valorizar o que o aluno pode construir fora de sala de aula, e trouxe o método de avaliações online, que inicialmente foi alvo de resistências, porém, como se sabe, foi abraçado e aclamado por grande parte dos alunos, que perceberam o quão trabalhoso é inovar!

A inovação pode custar caro também, pois diante de uma situação de fornecimento de materiais de pouca qualidade, resolvi investir em meus alunos, e trouxe o DataSHow para sala de aula, também resolvi fazer publicações em um blog para direcionar os conteúdos, perfazendo assim um trabalho mais que dobrado! Mas que valeu a pena, muito mesmo, pois sei que cada aluno que passou por minhas aulas foi especial!

"PESSOAL!"

Já neste fim de ano posso afirmar que tive um ano maravilhoso, e em nenhum momento desanimei ou fiquei desapontado com meus brilhantes alunos, afinal, poucos ficaram em prova final, e dos que ficaram os índices necessários para a aprovação são baixos, o que me deixa muito feliz e satisfeito!

Como professor errei muito, e talvez tenha ficado devendo em muitos aspectos, porém posso afirmar sem dúvidas alguma que me doei ao máximo e sempre lutei para equipararmos o nível da disciplina de Geografia a qualquer outra escola da região, principalmente as famigeradas particulares! Desse debate criei um bordão, “Aqui o ensino é forte”, justamente para valorizar ainda mais o esforço de meus pupilos!

Peço desculpas por equívocos e lacunas que não preenchi, também reitero que as várias brincadeiras que fiz enquanto lecionei fazem parte de um ponto de vista estratégico de ensino, visando sempre a aprendizagem de todos! Saliento que jamais me exaltei no Colegião, não por méritos meus, mas sim por possuir alunos que realmente demonstram respeito pela disciplina e por mim.

"Te levo comigo"

Neste ano vivi momentos marcantes, e agradeço todas as turmas pela tamanha receptividade, e também por compreenderem meu jeito descontraído de ser, também lembro que as palavras desconhecidas ou mais “Difíceis” que colocava no quadro ou em provas, são meramente termos que gostaria que vocês conhecessem, pois como sempre disse, é papel da Geografia estar próxima de todas as outras disciplinas.

Lembro a todos dos jogos, e do absoluto orgulho que tive de minha regência, a 207, turma unida que conquistou medalhas no futsal e fez bonito honrando toda nossa relação construída, e deixo meus parabéns a todos que fizeram parte daquele emocionante evento, e como muitos lembram, eu vibrava com as vitórias de todas as minhas turmas, como se estivesse jogando ou torcendo por amigos, que é o que meus alunos representam pra mim, amigos!

"Aqui o ensino é forte"

Neste ano também construí com meus alunos uma relação que transcendia a relação comum de sala de aula, onde o professor detém o saber e apenas “Repassa” tudo o que tem que repassar e ponto final, quis mostrar que sim, podemos ser amigos e ao mesmo tempo aprender juntos vários conteúdos, alguns bem chatos, mas alguns até que legais! Haha!


"Hoje é um dia muito especial, tem aula de Geografia"

Por fim, deixo meu agradecimento mais sincero a todos que fizeram parte deste ano, saibam que estarão sempre em meus pensamentos, e espero estar próximo de vocês sempre, aplaudindo cada conquista que obterem, que quando precisarem de uma mão estarei lá para ajudar, pois amigos são para isso mesmo!

"Porque eu já escrevi um livro..."

Saibam que lamento muito não continuar nesta caminhada com vocês, gostaria muito de acompanhá-los no terceiro ano, o ano que mais envolve escolhas, acho que poderia contribuir muito, mas como disse, nem sempre as coisas saem como esperamos ou desejamos e os ciclo possuem um início, um meio e um fim, espero encontrar-lhes, afinal, o mundo é pequeno demais para quem sonha muito.

Choro em pensar que o tempo não volta, e que tudo tem que obrigatoriamente ficar para trás!



Abraços fraternos do Prof. Galã.


A luz do sol chegou a me cegar


Depois de tanto tempo sem sair pra andar

na rua em que eu cresci



Tem cantos que eu não consegui rever

Impressos na memória e lembrando porque

Eu tive que partir dali


Sobreviver e acreditar
Que no final
A verdade vai prevalecer

E ninguém vai me derrubar
Nem todo o mal desse mundo
vai me enfraquecer

domingo, 29 de junho de 2014

“Qualidade na educação”? Um conceito sustentável!

O que podemos e o que devemos entender por “Qualidade na educação”? Afinal, o questionamento levanta e estabelece pareceres a uma análise crítica perante a nossas concepções já pré-estabelecidas.

De que maneira podemos definir o que é “Qualidade”? Afinal, de maneira clara observamos que por vezes a educação em nosso país encontra-se sucateada, e ao nos utilizarmos de dados históricos e de cunho educacional para confirmar tal panorama, a qualidade de educação deve estar atrelada diretamente a qualidade de vida do indivíduo, logicamente tudo partindo da instituição escolar.

O contexto de privilégios na questão de qualidade também deve ser questionado, afinal, como podemos utilizar modelos únicos e raros para conceituarmos ou aferirmos a qualidade de ensino, para isso ele se utiliza da seguinte citação, “Qualidade para poucos não é qualidade, é privilégio” (Gentili,  1995, 177).

O acesso democrático e não exclusivo a grupos (Questionando exclusões habituais e corriqueiras de nosso ensino), se aponta um endemismo e pragmatismo paradoxal dessa questão, afinal, percebe-se que as escolas nem ao mesmo possuem corpos técnicos e estrutura suficiente para a inclusão de deficientes, tampouco para a lida com novos problemas educacionais, tais como o Bullying.

Ao utilizarmos documentos e pareceres oficiais como o documento do CONAE (Conselho Nacional de Educação) que se refere à importância da infraestrutura física da escola, a realidade é pragmática, afinal, é perceptível que a educação básica brasileira está em um cenário aterrador e preocupante, se distanciando cada vez mais da excelência de países ditos desenvolvida.

Devemos nos preocupar também a com a unicidade educacional, afinal, os padrões seriam ideais? Seu questionamento o leva a reflexões emancipadoras propostas por Freire, que defendia um ensino público popular, acessível que ausente no que tange às preocupações com valores econômicos, mas sim com o social, pode ser constatado uma preocupação que foge Às propostas mais rígidas que mantém uma preocupação relativa à preparação para o mercado de trabalho, vestibulares e concursos.

Em uma reflexão básica, podemos questionar o fato da LDB aumentar o número de dias letivos para 200, em 1996, e o desempenho dos estudantes estar abaixo após tão transição, ou seja, será que a quantificação é sinônimo de qualificação neste contexto? Neste mesmo momento dar-se-á uma reflexão sobre uma possível implantação do ensino integral, mais uma vez levantando uma bandeira favorável ao mesmo, porém estabelecendo reflexões acerca da real qualidade do mesmo, afinal, maior carga horária não reflete aumento no desempenho e democratização da educação.

No fim dessa reflexão, podemos nos apoiar em um conceito de sustentabilidade educacional, questionando também os males que assolam nossas escolas atualmente, o “Instrucionismo”, ou seja, a mera reprodução do conhecimento, isolando assim os poucos focos que criatividade ainda existente.
Para o desenvolvimento da sustentabilidade educacional, pilares devem ser estabelecidos, afinal, de maneira complexa e sistêmica sabemos que só podemos ter alunos produtivos em universidades quando a educação básica receber devida atenção.

O fortalecimento das escolas perpassa primordialmente por fatores que envolvem a formação adequada de docentes e também uma infraestrututa adequada. Por fim, saliento que os paradigmas clássicos da educação (O que adotamos e seguimos rigorosamente até os dias de hoje) não possuem recursos suficientes para serem adotados em uma concepção sustentável de educação e tendem a segregar cada vez mais os discentes. Somente uma visão de concepção holística poderia acabar com tal segregação e tornar a educação sustentável e realmente útil e formadora.